segunda-feira, 23 de março de 2009

Radiohead e Kraftwerk

kraftwerkboingNão sou fã do Radiohead. Embora goste bastante do OK Computer e dos discos anteriores (Pablo Honey e The Bends), aquela aberração chamada Kid A fez com que eu me distanciasse da banda, e mal ouvi o que eles fizeram depois. De toda forma, tem que respeitar. A estratégia do “quer pagar quanto” do último trabalho, In Rainbows, foi digna de aplausos. Tomara que outros façam o mesmo e percebam que, hoje em dia, artista vai ganhar dinheiro fazendo show e/ou investindo em novas mídias, como a produção de músicas para anúncios ou pra celulares.

Dito isso, felizardos os que foram pros shows deles no Brasil, na sexta (no Rio) e domingo (em São Paulo). Pois antes dos liderados por Thom Yorke, tiveram a gloriosa chance de ver o Kraftwerk ao vivo. E o Multishow, diferente do que fez no finado Free Jazz Festival em 1998, desta vez passou boa parte do show deles, ainda que em VT.

Mesmo apenas com Ralf Rütter como membro sobrevivente da formação clássica do quarteto alemão, o show dos caras, ainda que pela TV, vale demais a pena. Quem não gosta de música eletrônica ou nunca ouviu os caras deve achar aquilo tudo uma enorme sessão de eletrocardiograma, código Morse ou coisa do gênero. Mas quem conhece não tem como não se render ao espetáculo audiovisual do grupo.

Canções clássicas como “The Robots”, “Trans-Europe Express”, “Radioactivity” e “Autobahn” foram acompanhadas por animações por trás dos robóticos (e no caso de “The Robots”, robôs mesmo) Hütter e cia. E o final, com a tríade “Boing Boom Schack/Techno Pop/Music Non Stop” encerrou a apresentação com maestria.

Quem perdeu o Kraftwerk porque chegou tarde demais ou porque só queria saber dos gritos do Radiohead, perdeu um momento histórico. Pode acreditar.

Agora é esperar pra, quem sabe, eles retornem ao Brasil mais uma vez. Já foram três, e em nenhuma das três eu estava in loco. Sorte de quem pôde ir aos shows.

2 comentários:

gil disse...

Uma pena, nada aqui ser feito com um planejamento maior; sobreo show, vc sabe, eu dormi, mas continuo achando que não é show pra gente ver em pé. Pra mim, devia ser sentado com as imagens projetadas no teto!

gil disse...

Uma pena, nada aqui ser feito com um planejamento maior; sobreo show, vc sabe, eu dormi, mas continuo achando que não é show pra gente ver em pé. Pra mim, devia ser sentado com as imagens projetadas no teto!