segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Vôlei: EUA derrotam Brasil e ficam com o ouro masculino

O Brasil bem que tentou. Começou até bem, mas não deu. Desta vez não deu. Os americanos estavam em mais um bom dia e levaram o ouro - invictos - do torneio masculino de vôlei dos Jogos Olímpicos de Pequim, com uma vitória por 3 sets a 1, parciais de 20-25, 25-22, 25-21 e 25-23, em 1 hora e 56 minutos de partida.

Lloy Ball e Clayton Stanley. Esses são dois nomes que devem causar pesadelos nos brasileiros por muito tempo. Os dois já tinham dado trabalho na semifinal da Liga Mundial, e ontem foram arrasadores. Com um saque muito eficiente, Stanley destruiu a defesa brasileira em diversas ocasiões, enquanto o veterano Ball, de 36 anos, distribuía o jogo para as pancadas do próprio Stanley, de Riley Salmon e William Priddy. Juntos, os três marcaram 32 pontos somente em ataques.

No time brasileiro, com a recepção ruim e o ataque muito marcado, Bernardinho testou várias alternativas, colocando até o combalido Rodrigão em alguns momentos, mas não teve jeito. Talvez nem com o afastado Ricardinho desse jeito. O time americano foi superior e pronto.

Clayton Stanley foi de longe o maior pontuador da partida, com 20 bolas no chão, enquanto Riley Salmon anotou outros 12 pontos, assim como William Priddy. O bloqueio americano teve enorme eficiência, garantindo 17 pontoa ao longo da partida, especialmente com o trio David Lee-William Priddy-Ryan Millar.

Na seleção brasileira, Dante foi o maior pontuador, com 15 pontos, seguido por Giba, com 13. O bloqueio brasileiro também não fez feio, garantindo 13 pontos no total, mas não era mesmo dia. A prata era nossa, e o ouro, dos americanos.

Vôlei: Rússia fica com o bronze no masculino

No vôlei masculino, a Rússia conquistou a medalha de bronze derrotando a Itália com relativa facilidade, fazendo 3 sets a 0, com parciais de 25-22, 25-19 e 25-23, em 1 hora e 19 minutos de partida.

O maior destaque da partida foi o jovem russo Maxim Mikhaylov (na foto, de vermelho), que anotou 20 pontos (16 em ataques, 3 de saque e um de bloqueio) e foi quem mais recebeu bolas do levantador Grankin: 34. Do lado italiano, Alessandro Fei anotou 14 pontos, mesmo voltando de contusão.

As duas seleções devem vir fortes para as próximas Ligas Mundiais e para o Mundial de 2010, que acontece na Itália.

Basquete: em jogo espetacular, EUA conquistam o ouro em cima da Espanha

Como diria o Juca Pirama: meninos, eu vi. Eu vi na madrugada de domingo um dos maiores jogos de basquete de todos os tempos. A aguardada final do torneio masculino dos Jogos Olímpicos de Pequim, entre Estados Unidos e Espanha, prometia ser um grande jogo. E foi. Entretanto, ninguém avisou que seria espetacular. A vitória dos americanos por 118 a 107 (você leu certo, o placar foi esse mesmo, e sem prorrogação) foi um show dos dois times, uma celebração do esporte. Talvez o último jogo tão bom que tenha visto tenha sido aquela final do Pan de 1987, entre Brasil e Estados Unidos.

A partida representou a volta da equipe americana ao topo do pódio após dois Mundiais e uma Olimpíada perdidos entre 2002 e 2006.

A Espanha já havia perdido para os EUA na fase de classificação, e resolveu jogar diferente. Marcando forte e com boa pontaria no ataque, os espanhóis começaram na frente, fazendo 19 a 17 nos primeiros cinco minutos, mas logo os americanos passaram à frente, mas nunca abriram uma diferença realmente grande.

Os dois times seguiram fazendo um jogo ofensivo, com grandes jogadas de lado a lado. Dwayne Wade, do lado americano, e a dupla Pau Gasol e Juan Carlos Navarro, pela Espanha, comandavam o show. E os espanhóis também mostraram mais uma vez ao mundo o talento de Ricky Rubio, de apenas 17 anos.

No terceiro e quarto quartos, a Espanha chegou a estar dois pontos atrás, numa incrível reação, mas na hora da verdade, Kobe Bryant, que até então fazia uma partida apagada, chamou a responsabilidade e resolveu para os EUA. Kobe chegou a mandar a torcida espanhola se calar na hora.

No time americano, Dwayne Wade foi o cestinha com 27 pontos, vindo do banco de reservas, enquanto Kobe Bryant chegou aos 20 pontos praticamente nos minutos finais. Pelos espanhóis, Rudy Fernandez anotou 22 pontos, com direito a cinco bolas de três e uma enterrada espetacular em cima do americano Dwight Howard. Pau Gasol ficou com 21 pontos e seis rebotes, e Juan Carlos Navarro com mais 18 pontos.

Basquete: Argentina fica com o bronze no torneio masculino

Na decisão da medalha de bronze do torneio de basquete masculino dos Jogos Olímpicos de Pequim, a Argentina, que havia perdido para os EUA na semifinal, derrotou a Lituânia, que vinha de derrota para a Espanha, por 87 a 75.

A partida começou equilibrada no primeiro quarto, mas a partir da segunda parte o time argentino, desfalcado de Manu Ginobili, foi abrindo vantagem, que chegou a 21 pontos no final do terceiro quarto. Na quarta etapa, os lituanos ameaçaram uma reação, mas não chegaram a realmente ameaçar os campeões dos Jogos de Atenas.

Carlos Delfino foi o maior destaque argentino, com 20 pontos, dez rebotes e três assistências, enquanto Luis Scola anotou outros 16 pontos. Outro que contribuiu bem foi Andres Nocioni, com 14 pontos e oito rebotes, além de Pablo Prigioni, que fez cinco roubadas de bola.

No time lituano, Ramunas Siskaukas, com 15 pontos e seis rebotes, além de Rimantas Kaukenas, com 14 pontos e quatro rebotes, foram os maiores destaques.

Basquete: EUA arrasam a Austrália e ficam com o ouro feminino

No basquete feminino, o enredo tem sido o mesmo desde os Jogos de Atlanta, em 1996: a seleção dos Estados Unidos no lugar mais alto do pódio. A Austrália bem que tentou, mas as americanas venceram por 92 a 65 e ficaram mais uma vez com o ouro, o quarto consecutivo do time liderado por Lisa Leslie, que estava nas quatro campanhas.

O jogo foi bastante físico, com muitas faltas e arremessos errados, especialmente das australianas, tanto que o número de rebotes foi bastante elevado. Lauren Jackson e uma Penny Taylor ainda sofrendo com a contusão no tornozelo tentando resistir à maior força do time americano, sem sucesso.

Kara Lawson, com 15 pontos, foi a cestinha americana, enquanto Lisa Leslie anotou 14 pontos e pegou sete rebotes. Candace Parker também anotou 14 pontos. No geral, o time teve 24 pontos em lances livres (de 28 tentativas) e pegou 41 rebotes.

Pelo time australiano, Lauren Jackson fez 20 pontos e pegou 10 rebotes, enquanto Belinda Snell anotou outros quinze pontos. O restante do time não colaborou, e nesse ponto as americanas foram mais fortes.

Basquete: Rússia derrota China e fica com o bronze no feminino

Na disputa pela medalha de bronze no basquete feminino das Olimpídas de Pequim, a Rússia (de camisa vermelha) conquistou a medalha ao derrotar a China por 94 a 81, na Arena Wukesong.

As chinesas começaram a partida bem, saindo na frente nos primeiros minutos, mas ao fim do primeiro quarto a equipe russa, mais experiente, já estava na liderança por um ponto, e com o tempo foram aumentando a vantagem.

A americana naturalizada Rebekka Linn Hammon foi o maior destaque russo, com 22 pontos e quatro assistências. Hammon teve ótimo desempenho nas bolas de três pontos, acertando quatro de seis tentativas, e nos lances livres, acertando todos os seis que arremessou.

Outros destaques do time russo foram Tatiana Shchegoleva, com 15 pontos e duas roubadas de bola, e Maria Stepanova, com 15 pontos, nove rebotes e três assistências.

No time chinês, Nan Chen foi de longe o maior destaque, com 26 pontos, seguida de Lan Bian, com 17 pontos e seis rebotes, mas nada que conseguisse superar a melhor qualidade técnica das russas.

domingo, 24 de agosto de 2008

Atletismo: Queniano de 21 anos vence a maratona

A maratona sempre é uma prova onde não há como fazer grandes previsões. E na maratona dos Jogos Olímpicos, elas são ainda mais difíceis, já que apenas a elite mundial está presente no evento. As condições de clima, o emocional dos atletas, tudo faz alguma diferença. E nesta maratona dos Jogos de Pequim, não foi diferente. O queniano Samuel Kamau Wansiru, de apenas 21 anos, mostrou maturidade de veterano, e surpreendeu vários favoritos ao vencer a prova com certa tranquilidade, com o tempo de 2 horas, 6 minutos e 32 segundos. Com a marca, Wansiru bateu um recorde olímpico de 24 anos, que pertencia desde os Jogos de Los Angeles, em 1984, ao lendário português Carlos Lopes.

Wansiru fez uma boa largada, e se manteve sempre entre os primeiros desde o início da prova. Por volta do quilômetro 35, deixou para trás o marroquino Jaouad Gharib, o etíope Tsegay Kebede e outros rivais para entrar no Ninho de Pássaro e se consagrar como o novo campeão olímpico da maratona.

Jaouad Gharib terminou com a medalha de prata, com 2:07:16, 44 segundos atrás de Wansiru. O bronze foi para Tsegay Kebede, com 2:10:00.

Para os brasileiros, a prova não foi das melhores. José de Souza Teles terminou em 38º, com 2:20:25, enquanto Marílson dos Santos e Franck Caldeira não completaram a prova.

Os dez primeiros colocados da maratona olímpica foram:

1- Samuel Kamau Wansiru (Quênia) - 2:06:32 - novo recorde olímpico
2- Jaouad Gharib (Marrocos) - 2:07:16
3- Tsegay Kebede (Etiópia) - 2:10:00
4- Deriba Merga (Etiópia) - 2:10:21
5- Martin Lel (Quênia) - 2:10:24
6- Viktor Rothlin (Suíça) - 2:10:35
7- Gashaw Asfaw (Etiópia) - 2:10:52
8- Yared Asmerom (Eritréia) - 2:11:11
9- Dathan Ritzenhein (Estados Unidos) - 2:11:59
10- Ryan Hall (Estados Unidos) - 2:12:33

Atletismo: EUA também vencem o revezamento 4x400 masculino

A equipe dos Estados Unidos entrou no revezamento 4x400m masculino como franca favorita nos Jogos Olímpicos de Pequim, e não decepcionou. O time formado por LaShawn Merritt, Angelo Taylor, David Neville e Jeremy Wariner não deu chance para os adversários e venceram a prova com o tempo de 2:55.39, quebrando o recorde olímpico que era da própria equipe americana nos Jogos de Barcelona, em 1992.

A equipe das Bahamas chegou em segundo mais de dois segundos depois dos americanos e ficou com a prata, enquanto a medalha de bronze ficou com a Rússia, chegando a apenas três centésimos da equipe caribenha.

Classificação final da prova:

1- Estados Unidos (LaShawn Merritt, Angelo Taylor, David Neville e Jeremy Wariner) - 2:55.39 - novo recorde olímpico
2- Bahamas (Andretti Bain, Michael Mathieu, Andrae Williams e Christopher Brown) - 2:58.03
3- Rússia (Maksim Dyldin, Vladislav Frolov, Anton Kokorin e Denis Alexeev) - 2:58;06
4- Grã-Bretanha (Andrew Steele, Robert Robin, Michael Bingham e Martyn Rooney) - 2:58.81
5- Bélgica (Kevin Borlee, Jonathan Borlee, Cedric van Branteghem e Arnaud Ghislain) - 2:59.37
6- Austrália (Sean Wroe, John Sreffensen, Clinton Hill e Joel Milburn) - 3:00.02
7- Polônia (Rafal Wieruszewski, Piotr Klimczak, Piotr Kedzia e Marek Plawgo) - 3:00.32
8- Jamaica (Michael Blackwood, Ricardo Chambers, Sanjay Ayre e Lansford Spence) - 3:01.45

Atletismo: Equipe dos EUA vence o 4x400 feminino

Na prova do revezamento 4x400m feminino, a equipe dos Estados Unidos saiu na frente, manteve a liderança até a terceira atleta, mas perto do fim, iam perdendo a liderança para a Rússia. Coube a Sanya Richards arrancar contra Anastasia Kapachiskaya para ultrapassar a russa e garantir o ouro das americanas, com 3:18.54, apenas 28 centésimos à frente do time russo, que fez 3:18.82.

A medalha de bronze ficou com a equipe da Jamaica, com 3:20.40, com Novelene Williams, a última atleta, arrancando do quinto para o terceiro lugar na última perna da corrida.

A classificação final da prova:

1- Estados Unidos (Mary Wineberg, Allyson Felix, Monique Henderson e Sanya Richards) - 3:18.54
2- Rússia (Yulia Gushchina, Liudmilla Litvinova, Tatiana Firova e Anastasia Kapachinskaya) - 3:18.82
3- Jamaica (Shericka Williams, Shereefa Lloyd, Rosemarie Whyte e Novelene Williams) - 3:20.40
4- Belarus (Anna Kozak, Iryna Khliustava, Ilona Usovich e Sviatlana Usovich) - 3:21.85
5- Grã-Bretanha (Christine Ohuruogu, Kelly Sotherton, Marilyn Okoro e Nicola Sanders) - 3:22.68
6- Cuba (Roxana Diaz, Zulia Calatayud, Susana Clement e Indira Terrero) - 3:23.21
7- Nigéria (Joy Amechi Eze, Folashade Abugan, Oluoma Nwoke e Ajoke Odumosu) - 3:23.21
8- Alemanha (Jonna Valesca Tilgner, Sorina Nwanchukwu, Florence Ekpo-Umoh e Claudia Hoffmann) - 3:28.45

Atletismo: depois de vencer os 10000, Kenenisa Bekele vence também os 5000m

Dias depois de vencer os 10000 metros em Pequim, o etíope Kenenisa Bekele repetiu a dose nos 5000 metros, faturando o ouro e, com a marca de 12:57.82, bateu o recorde olímpico que pertencia ao lendário marroquino Said Aouita, que havia feito 13:05.59 nos Jogos de Los Angeles, em 1984.

A medalha de prata ficou com Eliud Kipchoge, do Quênia, enquanto outro queniano levou o bronze: Edwin Cheruiyot Soi.

Resultado final da prova:

1- Kenenisa Bekele (Etiópia) - 12:57.82 - novo recorde olímpico
2- Eliud Kipchoge (Quênia) - 13:02.80
3- Edwin Cheruiyot Soi (Quênia) - 13:06.22
4- Moses Ndiema Kipsiro (Uganda) - 13:10.56
5- Abreham Cherkos (Etiópia) - 13:16.46
6- Tariku Bekele (Etiópia) - 13:19.06
7- Juan Luis Barrios (México) - 13:19.79
8- James Kwalia C'Kuriu (Qatar) - 13:23.48
9- Bernard Lagat (Estados Unidos) - 13:26.89
10- Kidane Tadesse (Eritréia) - 13:28.40
11- Aelemayehu Bezabeh (Espanha) - 13:30.48
12- Thomas Pkemei Longosiwa (Quênia) - 13:31.34
13- Matthew Tegenkamp (Estados Unidos) - 13:33.13
14- Jesus España (Espanha) - 13:55.94
15- Alistair Cragg (Irlanda) - não completou

Atletismo: Mais um ouro para o Quênia

Na prova dos 1500 metros feminina, mais uma vez deu Quênia. Nancy Jebet Langat, de 27 anos completados na véspera da prova, conquistou a medalha de ouro fazendo a melhor prova de sua vida, com o tempo de 4:00.23.

A medalha de prata ficou com a ucraniana Iryna Lishchynska, com 4:01.63, e o bronze também foi para a Ucrânia, com Natalyia Tobias.

Classificação final da prova:

1- Nancy Jebet Langat (Quênia) - 4:00.23
2- Iryna Lishchynska (Ucrânia) - 4:01.63 3- Nataliya Tobias (Ucrânia) - 4:01.78
4- Lisa Dobriskey (Grã-Bretanha) - 4:02.10
5- Maryam Yusuf Jamal (Bahrein) - 4:02.71
6- Natalia Rodriguez (Espanha) - 4:03.19
7- Shannon Rowbury (Estados Unidos) - 4:03.58
8- Iris Fuentes-Pila (Espanha) - 4:04.86
9- Anna Mishchenko (Ucrânia) - 4:05.13
10- Siham Hilali (Marrocos) - 4:05.57
11- Anna Alminova (Rússia) - 4:06.99
12- Btissam Lakhouad (Marrocos) - 4:07.25

Atletismo: Queniano vence os 800 metros rasos em Pequim

Numa das provas mais tradicionais do atletismo, os 800 metros rasos masculino (de grande lembrança pro Brasil, graças a Joaquim Cruz em 1984), o queniano Wilfred Bungei, de 28 anos, conquistou a medalha de ouro com o tempo de 1:44.65. A chegada da prova foi bem apertada, com apenas cinco segundos separando o queniano do segundo colocado.

A prata ficou com Ismail Ahmed Ismail, do Sudão, enquanto a medalha de bronze ficou com outro queniano, Alfred Kirwa Yego.

Classificação final da prova:

1- Wilfred Bungei (Quênia) - 1:44.65
2- Ismail Ahmed Ismail (Sudão) - 1:44.70
3- Alfred Kirwa Yego (Quênia) - 1:44.82
4- Gary Reed (Canadá) - 1:44.94
5- Yusuf Saad Kamel (Bahrein) - 1:44.95
6- Yeimer Lopez (Cuba) - 1:45.88
7- Nabil Madi (Argélia) - 1:45.96
8- Nadjim Manseur (Argélia) - 1:47;19

Atletismo: Norueguês é bicampeão olímpico do lançamento do dardo


No lançamento do dardo masculino, o campeão em Atenas, o norueguês Andreas Thorkildsen (fotos) defendeu seu título em Pequim e conquistou o bicampeonato olímpico com a marca de 90,57m, novo recorde olímpico. A marca anterior, de 90,17m, pertencia ao tcheco Jan Zelezny, e havia sido obtida nos Jogos de Sydney, em 2000.

Thorkildsen manteve a liderança da prova desde o primeiro arremesso, e conseguiu consolidar o título sem precisar da última rodada.

A prata ficou com Ainars Kovals, da Letônia, com 86,64m, enquanto Tero Pitkamaki, da Finlândia, ficou com a medalha de bronze com a marca de 86,16m.

Classificação final da prova:

1- Andreas Thorkildsen (Noruega) - 90,57m - novo recorde olímpico
2- Ainars Kovals (Letônia) - 86,64m
3- Tero Pitkamaki (Finlândia) - 86,16m
4- Tero Jarvenpaa (Finlândia) - 83,95m
5- Teemo Wirkkala (Finlândia) - 83,46m
6- Jarrod Bannister (Austrália) - 83,45m
7- Ilya Korotov (Rússia) - 83,15m
8- Uladzimir Kazlou (Belarus) - 82,06m
9- Vadims Vasilevskis (Letônia) - 81,32m
10- Scott Russell (Canadá) - 80,90m
11- Magnus Arvidsson (Suécia) - 80,16m
12- Vitezslav Vesely (República Tcheca) - 76,76m

Atletismo: belga surpreende favoritas e conquista ouro no salto em altura feminino

O sábado de atletismo começou com uma surpresa no Ninho de Pássaro: a belga Tia Hellebaut (foto), de 30 anos, conquistou, com a marca de 2,05m, a medalha de ouro no salto em altura dos Jogos Olímpicos de Pequim, batendo as favoritas Blanka Vlasic (Croácia), considerada a melhor do mundo na prova na atualidade, e as russas Anna Chicherova e Elena Slesarenko, que era a atual campeã e recordista olímpica da prova.

Blanka Vlasic ficou com a medalha de prata, com os mesmos 2,05 de Hellebaut, mas como a belga obteve sua marca na primeira tentativa, ficou em vantagem. Ambas ainda tentaram passar por 2,07m, sem sucesso, e assim ficaram longe dos recordes mundial, de 2,09m (da búlgara Stefka Kostadinova, que dura desde 1987), e olímpico, de 2,06m (de Elena Slesarenko, em Atenas).

O bronze ficou com a russa Anna Chicherova, com 2,03m.

A classificação final da prova:

1- Tia Hellebaut (Bélgica) - 2,05m - novo recorde nacional
2- Blanka Vlasic (Croácia) - 2,05m
3- Anna Chicherova (Rússia) - 2,03m
4- Elena Slesarenko (Rússia) - 2,01m
5- Vita Palamar (Ucrânia) - 1,99m
6- Chaunte Howard (Estados Unidos) - 1,99
7- Ruth Beitia (Espanha) - 1,96m
7- Ariane Friedrich (Alemanha) - 1,96m (desempenho idêntico ao da espanhola)
9- Emma Green (Suécia) - 1,96m
10- Marina Aitova (Cazaquistão) - 1,93m
10- Antonietta di Martino (Itália) - 1,93m (empatada com a cazaque)
12- Iva Strakova (República Tcheca) - 1,93m

sábado, 23 de agosto de 2008

Programação olímpica de domingo, 24 de agosto

Confira abaixo a programação do último dia de competições dos Jogos Olímpicos de Pequim:

Atletismo


20:30 - maratona masculina

Basquete - torneio masculino

01:00 - Lituânia x Argentina (decisão do bronze)
03:30 - Espanha x Estados Unidos (decisão do ouro)

Boxe

02:30 - final da categoria mosca-ligeiro (48kg) - Shiming Zou (China) x Serdamba Purevdorj (Mongólia)

03:06 - final da categoria galo (54kg) - Yankiel León Alarcón (Cuba) x Badar-Uugan Enkhbat (Mongólia)

03:41 - final da categoria leve (60kg) - Alexey Tishchenko (Rússia) x Daouda Sow (França)

04:16 - final da categoria meio-médio (69kg) - Carlos Banteaux Suárez (Cuba) x Bakhyt Sarsekbayev (Cazaquistão)

04:51 - final da categoria meio-pesado (81kg) - Kenny Egan (Irlanda) x Xiaoping Zhang (China)

05:26 - final da categoria superpesado (acima de 91kg) - Zhilei Zhang (China) x Roberto Cammarelle (Itália)

Ginástica rítmica

00:00 - final do individual geral

Handebol - torneio masculino

21:00 - Dinamarca x Coréia do Sul (decisão do sétimo lugar)
23:15 - Rússia x Polônia (decisão do quinto lugar)
02:30 - Croácia x Espanha (decisão da medalha de bronze)
04:45 - França x Islândia (decisão do ouro)

Vôlei

23:00 - Rússia x Itália (decisão do bronze)
01:00 - Brasil x Estados Unidos (final)

Pólo aquático

22:30 - Itália x Alemanha (decisão do nono lugar)
23:50 - Austrália x Grécia (decisão do sétimo lugar)
02:00 - Croácia x Espanha (decisão do quinto lugar)
03:20 - Montenegro x Sérvia (decisão do bronze)
04:40 - Hungria x Estados Unidos (decisão do ouro)

Encerramento

09:00 - Cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim (Maurren Maggi será a porta-bandeira do Brasil na festa)

OURO PARA O BRASIL! Seleção feminina de vôlei exorciza o passado e conquista o título em Pequim

Meninas do vôlei bloqueiam todos os fantasmas e conquistam o ouro olímpico

Seleção brasileira mantém a cabeça no lugar, vence as americanas e chega ao topo do mundo com uma vitória redentora nos Jogos de Pequim

GLOBOESPORTE.COM Pequim

A cena é recorrente.

Vitórias importantes no vôlei costumam espalhar jogadoras em volta das câmeras de TV. Encher o pulmão e deixar explodir a alegria de um ouro olímpico, contudo, não é tarefa para qualquer seleção. Neste sábado, as meninas do Brasil aprenderam o que isso significa.

Pelo chão da quadra em Pequim, as jogadoras se misturavam em choro, sorrisos, gritos e desabafos. José Roberto Guimarães, único técnico a conquistar o ouro no masculino e no feminino, ajoelhou-se e agradeceu. Os abraços exorcizavam mais de uma década de angústia.

Com a vitória por 3 a 1 sobre os Estados Unidos (25/15, 18/25, 25/13 e 25/21), o ouro, enfim, pertence à seleção brasileira. Pouco importa que o time perdeu um set pela primeira vez nos Jogos, porque agora existe algo muito maior a celebrar.

A festa tomou formas diversas. Antes de ser lançada para o alto pelas companheiras, a levantadora Fofão se derramou em lágrimas no ombro do técnico. Fabi e Mari, com o grito contido na garganta, pediram silêncio aos críticos. Enroladas em bandeiras verde-amarelas, as campeãs olímpicas vibravam, às vezes sem rumo, até encontrarem alguém para abraçar.

O início tenso

O último passo no caminho, claro, não foi fácil. Para uma seleção que nunca tinha chegado tão perto do ouro olímpico, o início da partida colocou no rosto das brasileiras uma expressão de ansiedade. Nervoso, o time permitiu que as americanas largassem na frente. Com a experiência de quem sentiu o gosto do ouro em Barcelona-1992, no masculino, Zé Roberto pedia calma. Aos poucos, o saque de Paula Pequeno e os ataques de Mari desmontaram o sistema tático do outro lado da rede. Uma das melhores em quadra, Sheilla gritava:

- Vamos, vamos!

As outras cinco obedeceram. Sem perder o ritmo, a equipe manteve a vantagem acima dos cinco pontos, mas ainda havia um fundamento sumido: o bloqueio. A muralha que tinha parado a Itália, enfim, apareceu neste sábado com Fabiana e Walewska. Azar de Logan Tom, que vinha virando todas as bolas. Comandadas por uma vibrante Fofão, as meninas chegaram ao set point. No saque, Paula fechou em 25 a 15.

O primeiro - e único - tombo

Na segunda parcial, as americanas escolheram Mari como vítima. Sacar nela era a tática para tirá-la do ataque. Logo ela, a aniversariante do dia. O pior é que deu certo. As bombas dos EUA destruíram o passe brasileiro, e nem o tempo pedido por Zé Roberto conseguiu consertar o estrago. A solução foi sacrificar Mari e colocar Jaqueline para equilibrar a recepção, mas já era tarde. Após atravessar 22 sets em Pequim sem tomar conhecimento das adversárias, o Brasil levou o primeiro tombo: 25 a 18.

Para um grupo que se acostumou a sofrer com decepções em momentos decisivos, o momento era tenso. A torcida no Ginásio da Capital apoiava o Brasil, mas àquela altura era difícil prever como o time ia reagir ao primeiro tropeço de uma campanha até então perfeita.

Recuperação rápida

Veio o terceiro set, e a seleção percebeu que, apesar da parcial perdida, a medalha ainda estava em jogo. Zé Roberto não parava de orientar as atletas um minuto sequer. E a resposta veio em grande estilo. Sheilla continuava impecável no ataque de fundo e nas largadas. Mari, agora com 25 anos, mostrou maturidade. Passou longe da jogadora de quatro anos atrás, jovem e insegura. Como ela mesma costuma dizer, o passado já foi embora.

A empolgação do Brasil era tamanha no terceiro set que Paula chegou a ser repreendida pelo juiz durante uma comemoração. Com Valeskinha em quadra, a seleção espantou o trauma: 25 a 13.

Antes do quarto set, as brasileiras se reuniram no canto da quadra. Era a hora do esforço final pelo ouro. De cara feia, como se fosse possível, Paula Pequeno decretou:

- É agora!

E foi.

Enfim, a redenção

Fofão vivia o jogo da vida, já que vai se despedir da seleção após os Jogos. Ainda assim, a levantadora manteve a calma e passou tranqüilidade às companheiras. O semblante sereno contrastava com a cara de raiva de Paula Pequeno. O set foi difícil, ao contrário dos anteriores. As americanas ficaram boa parte do tempo à frente, mas o Brasil chutou para fora da quadra o tal bloqueio psicológico. Amarelo, só o do ouro. Que veio justamente no ataque para fora da melhor jogadora americana, Logan Tom.

O 25 a 21 fez com que as atletas partissem enlouquecidas para a comemoração, deixando explodir uma festa que estava contida há mais de uma década. Agora, sim, dá para mirar a câmera, encher o peito e gritar: o vôlei feminino do Brasil é campeão olímpico.
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Vôlei feminino acaba com pecha de amarelão e fatura inédito ouro na China

Meninas do Brasil sobem ao lugar mais alto do pódio em Pequim e conseguem o melhor resultado da história da modalidade em Olimpíadas

GLOBOESPORTE.COM Pequim

A seleção feminina de vôlei afastou em grande estilo a pecha de amarelona que a persegue desde o quarto lugar nas Olimpíadas de Atenas, em 2004. Comandadas por José Roberto Guimarães, as meninas superaram todas as dificuldades e conquistaram uma inédita medalha de ouro nos Jogos de Pequim.

Antes de brilhar na China, a seleção feminina havia conquistado duas medalhas de bronze em Olimpíadas. A primeira delas em Atlanta-1996 e a outra nos Jogos de Sidney, em 2000. Essas duas campanhas foram comandadas por Bernardinho, atual técnico da seleção masculina, com a qual atingiu marcas incríveis.

A primeira vez que o time feminino do vôlei brasileiro participou de uma edição dos Jogos Olímpicos foi em Moscou-1980. Desde então, a equipe não ficou fora mais nenhuma vez. E tem colecionado boas jogadoras, como Ana Moser, Leila, Ana Paula, Fernanda Venturini, entre tantas outras que fizeram sucesso.

O momento do time, porém, não era dos melhores nos últimos anos. Embora tivesse na maioria das fases finais de todas as competições que disputou, os fracasso nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, e no Pan-Americano do Rio de Janeiro, no ano passado, colocaram uma nuvem de desconfiança sobre o time de Zé Roberto.

A equipe chegou como uma das favoritas ao ouro na Grécia. Porém, na semifinal contra a Rússia perdeu de maneira incrível. As brasileiras tiveram a chance de matar o jogo em sete match points, mas permitiu que as russas reagissem e conquistassem a vaga na decisão do primeiro lugar, algo que seria inédito para o Brasil.

Na disputa pelo bronze, contra a arqui-rival Cuba, o time foi apático e terminou os Jogos com um decepcionante quarto lugar. Já no Pan-Americano, o encontro com as cubanas foi na decisão. E uma derrota por 3 sets a 2 decretou o tropeço em casa.
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Zé Roberto desabafa após a vitória: 'A nossa medalha é amarela, mas é ouro'

Após quatro anos engasgado com críticas, técnico solta o verbo em Pequim

GLOBOESPORTE.COM Pequim

O técnico José Roberto Guimarães caiu de joelhos no chão e olhou para o céu quando a seleção brasileira de vôlei feminino marcou o ponto da vitória na final dos Jogos Olímpicos de Pequim. Dia histórico para as jogadoras, que subiram no lugar mais alto do pódio pela primeira vez. O momento mereceu um desabafo do treinador.

- A nossa medalha é amarela, mas é ouro.

As palavras do técnico foram direcionadas às pessoas que não se cansaram de chamar a equipe de amarelona, de time que chega à final e não decide. As críticas são, principalmente, em função do 24 a 19 de Atenas, quando a seleção perdeu na semifinal para a Rússia após estar em vantagem, e da derrota no Pan-Americano, no Rio de Janeiro.

- Elas mereciam essa vitória. A gente sabia que era uma questão de tempo. No masculino, antes de eu ser técnico, isso aconteceu também, chegamos perto e não ganhamos. Aos poucos, com experiência e jogos internacionais, chegamos lá. Eu falava: "A nossa hora vai chegar, aquela bola vai cair". Hoje, ela caiu. O trabalho de quatro anos que fizemos foi coroado – fala ele.

Único campeão em duas categorias

Além do ouro com as meninas, Zé Roberto se tornou o único treinador campeão nas duas categorias, já que, nas Olimpíadas de Barcelona-1992, levou o título no masculino. Com um sorriso no rosto, ele conta que não pensa nisso. Apenas tem a agradecer.

- Depois de Atenas tivemos um início complicado, mas valeu a pena. Tenho que agradecer a minha família, que me deu um suporte após a derrota de 2004. O apoio da minha esposa e das minhas filhas, que estão aqui na China, foi fundamental. Agradeço também a todos que me ajudaram a chegar até aqui, que contribuíram para essa história – diz ele.
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Mari manda recado a críticos: 'Agora, vão ter que aplaudir de pé'

Ponteira faz pedido de silêncio e diz que medalha é prova de volta por cima

GLOBOESPORTE.COM Pequim

Aos 25 anos, Mari sacramentou a volta por cima em grande estilo. No dia de seu aniversário, a ponteira ajudou a seleção a subir, pela primeira vez, ao lugar mais alto do pódio olímpico. Uma vitória com um sabor ainda mais especial para uma atleta eleita como o símbolo de uma geração "amarelona".

- Foi coisa de Deus ganhar um presente desses. Não foi fácil, a gente passou por muita coisa. Essa é a prova do nosso trabalho. Tínhamos motivos para desistir, achar que éramos fracassadas, mas não fizemos isso. Essa medalha é a prova – afirma, em entrevista ao SporTV.

Pouco depois da vitória sobre os Estados Unidos, a ponteira e a líbero Fabi fizeram um sinal pedindo silêncio às câmeras. O gesto foi a forma encontrada por Mari para se redimir após anos de críticas.

- Para quem criticou, silêncio total. Agora, vão ter que aplaudir de pé, pois somos campeãs olímpicas - diz a ponteira, que pretende tatuar a palavra "vitória" em chinês.

A líbero Fabi, que combinou o gesto com a amiga antes da final, lembrou os anos de sofrimento e de cobrança por causa das semifinais de Atenas-2004, quando a seleção perdeu para a Rússia após vencer os dois primeiros sets e liderar o terceiro por 24 a 19. Mari, que errou vários ataques na ocasião, foi tachada como o símbolo da derrota.

- Ela sofre há quatro anos por causa de uma bola. Sei o que ela sofreu, as pessoas não imaginam. Essa medalha foi para as pessoas esquecerem, ela não podia ficar marcada. Estava na hora de a gente coroar esse trabalho.
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Após cinco Olimpíadas, Fofão se despede da seleção com o ouro no peito

Levantadora de 38 anos diz que aposentadoria 'já está pensada'

GLOBOESPORTE.COM Pequim

A histórica medalha de ouro do vôlei feminino nos Jogos de Pequim teve um gostinho especial para uma das jogadoras. Após quatro Olimpíadas como "coadjuvante", a levantadora Fofão se despediu da seleção brasileira neste sábado na final contra os Estados Unidos com direito a papel de destaque.

Desta vez, ao contrário das últimas quatro Olimpíadas (Barcelona-1992, Atlanta-1996, Sydney-2000 e Atenas-2004), a paulista Fofão, de 38 anos, foi decisiva. Antes reserva de Fernanda Venturini, em Pequim, esteve em ação em todas as partidas e teve um desempenho brilhante.

Depois dos dois bronzes (Atlanta e Sydney), a levantadora comemora agora a primeira medalha de ouro do Brasil no vôlei feminino. Uma conquista digna para encerrar uma carreira vitoriosa na seleção.

- Não podia esperar coisa melhor. Parar a gente vai, porque isso já está pensado. Mas nem quero pensar nisso agora – disse Fofão após a vitória sobre os Estados Unidos por 3 a 1.

As outras estrelas da seleção homenagearam Hélia Rogério, apelidada de Fofão na infância devido às bochechas gordinhas. Não faltaram abraços, agradecimentos e muita festa.

- O grupo todo merecia muito isso. Mas a Fofão merecia mais ainda – afirmou Sheilla.
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Números do jogo

Sheilla foi a maior pontuadora do Brasil, com 19 pontos, seguida de Paula Pequeno, com 16, e Mari, com 15. No bloqueio, Walewska e Fabiana fizeram quatro pontos cada uma.

Pelo time americano, Logan Tom foi a maior pontuadora com 15 pontos, seguida por Heather Bown, com 10.

Taekwondo: cubano agride juiz e é banido de competições internacionais


No taekwondo, cubano agride juiz e é afastado das competições internacionais
Angel Valodia Matos não aceita desclassificação, briga ao fim da disputa da medalha de bronze contra casaque e é punido junto com seu técnico

GLOBOESPORTE.COM Pequim

Com o protetor de cabeça na mão, o cubano Angel Valodia Matos girou o corpo, apoiou a perna direita no chão e, num belo golpe, lançou o pé esquerdo na cabeça do... juiz. Resultado: ele e seu técnico foram excluídos defintivamente de todas as competições internacionais. A punição foi anunciada com rapidez pela Federação Mundial de Taekwondo (WTF), neste sábado.

A cena inesperada no fim da luta ilustra o desespero de Matos ao fim da disputa do bronze contra Arman Chilmanov, do Cazaquistão, na categoria acima de 80kg do taekwondo. Após ser desclassificado quando vencia o combate por 3 a 2, o cubano não aceitou a decisão e começou a gritar ofensas ao árbitro central, Chakil Chelbat, da Suécia. Descontrolado, desferiu o chute na cabeça e, não satisfeito, ainda deu um soco no peito de um dos juízes laterais, que tentava contê-lo.

A confusão começou quando Matos sentiu uma lesão no pé. Faltavam sete segundos para o fim da luta, e ele estava à frente do placar. Pelas regras do taekwondo, o atleta tem um minuto para ser atendido antes de ser desclassificado. Mas o árbitro central deveria dar um sinal avisando que o tempo estava se esgotando. Sem o aviso, o sinal de um minuto soou e o cubano foi automaticamente desclassificado. Perdeu a medalha de bronze e se descontrolou.

Ao fim do tumulto, Arman Chilmanov foi decretado o vencedor da luta e ficou com o bronze, com a outra medalha de bronze indo para o nigeriano Chika Yagazie Chukwumerije. O ouro da categoria foi para o coreano Dongmin Cha, que derrotou na final o grego Alexandros Nikolaidis. Ouro em Sydney-2000 e campeão dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, Matos encerrou melancolicamente sua história olímpica.

Tênis de mesa: China faz pódio completo no simples masculino

O chinês Lin Ma conquistou hoje ouro no torneio masculino de simples de tênis de mesa nos Jogos Olímpicos de Pequim ao derrotar seu compatriota Hao Wang por 4 sets a 1.

A partida foi disputada no Ginásio da Universidade de Pequim, e registrou parciais de 11-9, 11-9, 6-11, 11-7 e 11-9 para Lin.

O bronze também foi para a China, com a vitória de Liqin Wang sobre o sueco Jorgen Persson por 4 sets a 0, com parciais de 13-11, 11-2, 11-5 e 11-9.

Com estes resultados, os chineses conquistaram todas as medalhas dos torneios masculino e feminino de simples no tênis de mesa nos Jogos de Pequim.

EFE

Hóquei: Alemanha leva o ouro no masculino

A Alemanha derrotou neste sábado a Espanha por 1 a 0 na final do torneio masculino de hóquei sobre a grama nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, levando o ouro da modalidade.

O gol dos alemães foi marcado por Christopher Zeller aos 16min de partida. Dessa forma, a equipe se recupera do bronze conquistado em Atenas 2004.

Beisebol: Coréia do Sul surpreende Cuba e fica com o ouro

Cuba perdeu seu título olímpico no beisebol neste domingo para a Coréia do Sul, que venceu o jogo final por 3 a 2 e ficou com a medalha de ouro dos Jogos de Pequim.

A equipe cubana, que em Atenas-2004 havia recuperado o título, teve que se conformar com a medalha de prata.

No encontro decisivo, os cubanos foram dominados pelo lançador canhoto Ryu Hyunjin, que não deu chances à força ofensiva de Cuba.

"Foi uma grande partida, mas infelizmente Cuba perdeu", afirmou Antonio Pacheco, técnico da equipe cubana, pouco antes da premiação.

A Coréia do Sul terminou a competição invicta — nove vitórias. Oito times participaram do torneio.

Um pouco antes, a equipe dos Estados Unidos derrotou o Japão por 8 a 4 e conquistou a medalha de bronze.

Para os norte-americanos foi a terceira medalha olímpica, depois do ouro em Sydney-2000 e o bronze em Atlanta-1996.

Cuba havia conseguido o ouro em Barcelona-1992, Atlanta-1996 e Atenas-2004, e a medalha de prata em Sydney.

Em Londres-2012, não haverá o torneio de beisebol, nem de softbol, no programa olímpico, segundo decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) ocorrida em julho de 2005.

Reuters

BRONZE PARA O BRASIL! Natália Falavigna conquista medalha inédita no taekwondo

Natália Falavigna conquista medalha inédita para o taekwondo brasileiro

Após quarto lugar em Atenas, paranaense melhora uma posição em Pequim

GLOBOESPORTE.COM Pequim

Uma vitória da emoção, da técnica e da vontade de ganhar. Após bater na trave nos Jogos de Atenas, Natália Falavigna conquistou neste sábado a primeira medalha olímpica para o taekwondo brasileiro. Na disputa pelo bronze, Natália derrotou a sueca Karolina Kedzierska por 5 a 2, na categoria acima de 67kg. A outra medalha de bronze foi para a britânica Sarah Stevenson, que passou pela egípcia Noha Abd Rabo por 5 a 1. Algoz de Natália na decisão dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, a mexicana Maria del Rosario Espinoza ficou com o ouro, ao derrotar a norueguesa Nina Solheim por 3 a 1.

Coincidentemente, o ginásio de Ciência e Tecnologia foi o mesmo que recebeu o judô e que teve Ketleyn Quadros ganhando a primeira medalha de uma brasileira em esportes individuais na história dos Jogos. Muito emocionada, Natália começou a chorar logo após o fim de luta e olhava para o céu, agradecendo a medalha sonhada. Em seguida, a paranaense foi até seu técnico para abraçá-lo e depois voltar ao tatame, desta vez com uma bandeira do Brasil. Extravasando a tensão, Natália batia no peito, dizendo: "é meu". Do lado de fora, o treinador Fernando Madureira ajoelhava, agradecendo a conquista que ficou muito próxima em Atenas, quando Natália terminou em quarto.

E a medalha de bronze começou a ir para o pescoço de Natália Falavigna logo no início da luta. Ao contrário da semifinal, quando pouco atacou, a lutadora de 24 anos voltou ao tatame com uma postura muito mais ofensiva. E como nas primeiras lutas, a brasileira saiu na frente, abrindo 2 a 0 no início do primeiro round. Movimentado-se com desenvoltura e chutando bem, Natália manteve a vantagem até o intervalo.

Enquanto falava com o técnico Fernando Madureira, Natália mostrava o olhar determinado de quem não deixaria se repetir o drama de Atenas. E a determinação do olhar se transformava em vontade no tatame, com a brasileira partindo para cima logo na volta do segundo round. Controlando as ações, Natália não deixava sua adversária lutar e ia para cima, conseguindo mais uma boa parcial, fazendo 2 a 1 e somando 4 a 1 no placar geral.

Com uma boa vantagem, a brasileira tratou de controlar o ritmo do confronto e mudou a estratégia, usando o contra-ataque como maior arma. A boa movimentação de Natália dificultava as ações da sueca e, do lado de fora do tatame, o técnico Fernando Madureira pedia calma para a brasileira. Natália precisava fazer passarem os dois minutos de round e foi o que fez, conseguindo ainda mais um ponto, contra outro de Karolina, para sair vibrando, e chorando, com mais uma conquista inédita para o esporte brasileiro.

Handebol: Noruega atropela Rússia e conquista o ouro feminino

A Noruega é a nova campeã olímpica de handebol feminino. Jogando uma grande partida, as escandinavas derrotaram a Rússia por 34 a 27 e asseguraram o primeiro ouro olímpico de sua história.

A partida começou com a Noruega avassaladora. Com oito minutos, já venciam por 8-1, para desespero do treinador russo Evgeny Trevilov, que em muitas vezes esperneava com suas jogadoras no melhor estilo Nikolay Karpol (ex-técnico da seleção feminina de vôlei da Rússia), mas não teve jeito. A Rússia chegou a diminuir a vantagem para cinco gols, mas a Noruega controlou o restante da partida até o apito final.

Pelo time norueguês, Linn-Kristin Riegelhuth foi a artilheira com nove gols, enquanto Else Lybekk anotou outros sete. Na equipe russa, Irina Bliznova, com seis gols, foi o destaque, mas ainda assim ouviu muitos gritos do treinador Trevilov.

Na decisão da medalha de bronze, a Coréia do Sul derrotou a Hungria por 33 a 28, assegurando o terceiro lugar. A França ficou com a quinta colocação ao derrotar a China por 31 a 23, enquanto a Romênia ficou em sétimo lugar, vencendo a Suécia por 34 a 30.

Neste domingo acontecem as partidas finais do torneio masculino. Às 21h, a Dinamarca enfrenta a Coréia do Sul pelo sétimo lugar; às 23:15, Rússia e Polônia jogam pela quinta colocação. Ás 02:30, a Croácia decide o bronze contra a Espanha, enquanto às 04:45 França e Islândia decidem a medalha de ouro.

Mountain Bike: ouro para Alemanha e França

A alemã Sabine Spitz conquistou a medalha de ouro na prova feminina de mountain bike dos Jogos Olímpicos de Pequim, que aconteceu na manhã deste sábado, com o tempo de 1:45:11, com uma média de velocidade de 15.230 km/h.

A medalha de prata ficou com a polonesa Maja Wlosczowska, que chegou apenas 41 centésimos atrás de Spitz, com 1:45:52. O bronze foi para a russa Irina Kalentyeva, com 1:46:28. A brasileira Jaqueline Mourão terminou em 19º lugar, uma volta atrás da líder.

Já na prova masculina a França fez dobradinha no pódio. Julien Absalon conquistou o ouro, fazendo as oito voltas em 1:55:59, e média de 18.416 km/h. A prata ficou com seu compatriota Jean-Christophe Peraud, com 1:57:06, enquanto o bronze foi para o suíço Nino Schurter, com 1:57:52. O brasileiro Rubens Valeriano foi o 21º, com 2:05:19, mais de nove minutos atrás do vencedor.

Futebol: Argentina vence a Nigéria e é bicampeã olímpica

A Argentina derrotou a Nigéria por 1-0, com um gol de Angel Di Maria aos 13 minutos do segundo tempo, e conquistou a medalha de ouro no torneio de futebol masculino dos Jogos Olímpicos de Pequim. Com a vitória, os argentinos repetem a dose de Atenas-2004, quando também levaram o ouro.

O jogo foi um tanto truncado, sem muitas chances de gol, mas a categoria de Messi, que fez grande lançamento para Di Maria marcar, fez a diferença e selou o ouro argentino.

No pódio, argentinos e nigerianos tiveram companhia da seleção brasileira, que ontem conquistou o bronze ao vencer a Bélgica por 3-0.

Argentina: Sergio Romero, Ezequiel Garay, Luciano Monzón, Pablo Zabaleta, Fernando Gago, Juan Román Riquelme, Angel Di Maria (Ever Banega), Nicolas Pareja, Javier Mascherano, Lionel Messi (Ezequiel Lavezzi) e Sergio Aguero (Jose Sosa). Técnico: Sergio Batista

Nigéria: Ambruse Vanzekin, Chibuzor Okonkwo, Onyekachi Apam, Dele Adeleye, Sani Kaita, Victor Obinna, Promise Isaac (Emmanuel Ekpo), Solomon Okoronkwo (Victor Anichebe), Ebenezer Ajilore, Olubayo Adefemi e Peter Odemwingie. Técnico: Samson Siasia.

Vôlei: China derrota Cuba e conquista o bronze no feminino

A seleção de vôlei feminino da China conquistou, nesta madrugada de sábado, a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, ao vencer Cuba por 3 sets a 1, com parciais de 25-16, 21-25, 25-13 e 25-20.

Depois de ser surpreendentemente derrotada nas semifinais para os Estados Unidos, as cubanas entraram nervosas em quadra, e abusaram dos erros, enquanto a China, com uma inspirada Yimei Wang, tinha um aproveitamento bem superior no ataque e no bloqueio.

Wang, de apenas 20 anos, foi a maior pontuadora chinesa, com 20 pontos, sendo 18 nos ataques, fundamento em que teve quase 60% de aproveitamento. Logo em seguida, Suhong Zhou, com 12 pontos, e Ruirui Zhao, com 10, foram as maiores pontuadoras.

No time cubano, Yumilka Ruiz e Nancy Carrillo, com 13 pontos cada, foram os destaques, mas nenhuma delas teve grande porcentagem de acertos. Rosir Calderón, de 24 ataques, conseguiu colocar apenas nove no chão da quadra chinesa.

China: Yimei Wang, Kun Feng, Hao Yang, Yanan Liu, Qiuyue Wei, Yunli Xu, Suhong Zhou, Ruirui Zhao, Ming Xue, Juan Li, Na Zhang, Yunwen Ma. Técnico: Zhonghe Chen.

Cuba: Yumilka Ruiz, Yanelis Santos, Nancy Carrillo, Daimi Ramirez, Yaima Ortiz, Rachel Sanchez, Yusleynis Herrera, Liana Mesa, Rosir Calderón, Kenia Carcaces, Yusidey Silie e Zoila Barros. Técnico: Antonio Perdomo.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Programação olímpica de sábado, 23 de agosto

Confira abaixo a programação de eventos deste sábado, 23 de agosto, penúltimo dia dos Jogos Olímpicos de Pequim:

Atletismo

08:00 - final do salto em altura feminino
08:10 - final do lançamento de dardo masculino
08:30 - final dos 800 metros masculino
08:50 - final dos 1500 metros feminino
09:10 - final dos 5000 metros masculino
09:40 - final do revezamento 4x400 metros feminino
10:05 - final do revezamento 4x400 metros masculino

Beisebol

23:30 - Estados Unidos x Japão - decisão da medalha de bronze
07:00 - Cuba x Coréia do Sul - decisão da medalha de ouro

Basquete - torneio feminino

08:30 - China x Rússia - decisão da medalha de bronze
11:00 - Austrália x Estados Unidos - decisão da medalha de ouro

Boxe

08:00 - final da categoria mosca (51kg) - Andris Laffita Hernandez (Cuba) x Somjit Jongjohor (Tailândia)

08:36 - final da categoria pena (57kg) - Vasyl Lomachenko (Ucrânia) x Khedafi Djelkhir (França)

09:11 - final da categoria meio-médio ligeiro (64kg) - Manus Boonjumnong (Tailândia) x Felix Diaz (República Dominicana)

09:46 - final da categoria médio (75kg) - James Degale (Grã-Bretanha) x Emilio Correa Bayeaux (Cuba)

10:21 - final da categoria pesado (91kg) - Rakhim Chakhiev (Rússia) x Clemente Russo (Itália)

Canoagem

04:30 - final do caiaque simples (K1) 500m masculino
04:45 - final da canoa simples (C1) 500m feminina
05:20 - final do caiaque simples (K1) 500m feminino
05:35 - final do caiaque duplo (K2) 500m masculino
06:05 - final da canoa dupla (C2) 500m masculina
06:20 - final do caiaque duplo (K2) 500m feminino

Ciclismo - Mountain Bike

23:00 - prova feminina de cross-country
04:00 - prova masculina de cross-country

Saltos ornamentais

23:00 - semifinal da plataforma de 10 metros masculina
09:00 - final da plataforma de 10 metros masculina

Futebol

01:00 - Argentina x Nigéria - decisão da medalha de ouro

Ginástica rítmica

07:00 - final do individual geral

Handebol - torneio feminino

21:00 - Suécia x Romênia (decisão do sétimo lugar)
23:15 - China x França (decisão do quinto lugar)
02:30 - Coréia do Sul x Hungria (decisão da medalha de bronze)
04:45 - Noruega x Rússia (decisão da medalha de ouro)

Hóquei na grama - torneio masculino

21:30 - China x África do Sul (decisão do 11º lugar)
00:00 - Coréia do Sul x Grã-Bretanha (decisão do quinto lugar)
07:00 - Holanda x Austrália (decisão da medalha de bronze)
09:30 - Alemanha x Espanha (decisão da medalha de ouro)

Nado sincronizado

04:00 - final por equipes - rotina livre

Tawkwondo

22:00 - lutas preliminares das categorias feminina acima de 67kg e masculina acima de 80kg. No feminino, a brasileira Natália Falavigna estréia às 22:15 contra a grega Kyriaki Kouvari.

04:00 - lutas de quartas de final, repescagem, semifinais e finais das categorias feminina acima de 67kg e masculina acima de 80kg.

Tênis de mesa

23:00 - semifinal de simples masculino - Hao Wang (China) x Jorgen Persson (Suécia)
00:00 - semifinal de simples masculino - Ligin Wang (China) x Lin Ma (China)
08:30 - decisão do bronze de simples masculino
09:30 - decisão do ouro de simples masculino

Vôlei - torneio feminino

01:30 - Cuba x China - decisão do bronze
09:00 - Brasil x Estados Unidos - decisão da medalha de ouro

Basquete: EUA e Espanha decidem o ouro no masculino

Espanha e Estados Unidos farão a final do torneio de basquete masculino dos Jogos Olímpicos de Pequim. A atual campeã mundial e o "time da redenção" americano derrotaram, respectivamente, Lituânia e Argentina e fazem a final que provavelmente todos os fãs do basquete aguardavam.

A Espanha teve um jogo bastante duro contra a Lituânia, no qual acabou vencendo por 91 a 86, com várias mudanças de placar ao longo da partida, que só foi realmente definida nos segundos finais. Pau Gasol, com 19 pontos e cinco rebotes, e Rudy Fernandez, com 18 pontos e quatro rebotes, foram os maiores nomes do time espanhol, enquanto Simas Jasaitis (19 pontos, sendo 15 em tiros de três pontos, e oito rebotes) e Sarunas Jasikevicius (19 pontos, três rebotes, seis assistências) foram os maiores nomes do time lituano.

Na outra semifinal, uma reedição de Atenas-2004. Os Estados Unidos queriam vingança contra a Argentina, que os derrotaram na semifinal daquela edição dos Jogos, e conseguiram, ao vencer por 101 a 81. Logo no primeiro quarto, os americanos abriram 30 a 11, e nem a reação argentina nos minutos seguintes, chegando a diminuir a diferença para nove pontos, colocou em risco a vitória americana.

Carmelo Anthony, com 21 pontos, foi o cestinha americano, seguido de Lebron James, com 15. Chris Bosh, com 11 pontos e 10 rebotes, também foi destaque. Kobe Bryant, em noite de coadjuvante, mas sempre exercendo enorme influência na equipe, anotou 12 pontos.

No time argentino, Emanuel Ginobili saiu machucado ainda no primeiro quarto, com uma torção de tornozelo, e é dúvida para a partida que decide o bronze contra a Lituânia. Luis Alberto Scola, em grande partida, anotou 28 pontos e pegou 11 rebotes, enquanto Carlos Delfino contribuiu com 17 pontos e oito rebotes.

Os jogos que decidem medalhas acontecem neste domingo.

Atletismo: Australiano conquista ouro no salto com vara

A final do salto com vara masculino nos Jogos Olímpicos de Pequim foi emocionante, com o australiano Steve Hooker e o russo Evgeny Lukyanenko brigando até o fim pelos melhores saltos. E o australiano levou a melhor, primeiro saltando 5,90m, e depois, no melhor estilo Isinbayeva, tentar um novo recorde olímpico com o ouro já garantido. E Hooker conseguiu. Com 5,96m, ele superou a marca de 5,95m do americano Tim Mack nos Jogos de Atenas.

Hooker ficou com o ouro, Lukyanenko levou a prata e o bronze ficou com o ucraniano Denys Yurchenko, com 5,70m.

Classificação final da prova:

1- Steve Hooker (Austrália) - 5,96m - novo recorde olímpico
2- Evgeny Lukyanenko (Rússia) - 5,85m
3- Denys Yurchenko (Ucrânia) - 5,70m
4- Derek Miles (Estados Unidos) - 5,70m
5- Dmitry Starodubtsev (Rússia)- 5,70m
6- Danny Ecker (Alemanha) - 5,70m
7- Jerome Clavier (França) - 5,60m
8- Raphael Holzdeppe (Alemanha) - 5,60m
9- Igor Pavlov (Rússia) - 5,60m
10- Jan Kudlicka (República Tcheca) - 5,45m
11- Przemislaw Czerwinski (Polônia) - 5,45m
Leonid Andreev (Uzbequistão) e Giuseppe Gibilisco (Itália) não passaram das primeiras tentativas.

Pólo aquático: EUA e Hungria decidem o ouro

No torneio de pólo aquático masculino, Estados Unidos e Hungria passaram pelas semifinais e decidirão o título. Os americanos derrotaram a Sérvia por 10-5, com destaque para Tony Azevedo, autor de três gols. No time sérvio, Dusko Pijetlovic e Vladimir Vujasinovic anotaram dois tentos cada.

Na outra semifinal, a Hungria derrotou Montenegro por 11-9. Gergely Kiss foi o artilheiro do time húngaro com três gols, enquanto Veljko Uskokovic e Vladimir Gojkovic, com dois gols cada, foram os artilheiros montenegrinos.

No próximo domingo, último dia dos Jogos, Sérvia e Montenegro decidem o bronze às 03:20, enquanto Hungria e Estados Unidos decidem o ouro às 04:40.

Atletismo: favorito Brian Clay leva o ouro no decatlo

O americano Bryan Clay confirmou o favoritismo e conquistou a medalha de ouro na prova do decatlo dos Jogos Olímpicos de Pequim, após o encerramento dos 1500m, a décima e última prova. O bielorrusso Andrei Krauchanka ficou com a prata, e o bronze foi para o cubano Leonel Suárez.

Com 8.791 pontos somados, Bryan terminou na primeira colocação geral, enquanto o segundo colocado, Andrei Krauchanka, obteve 8.551. O cubano Leonel Suárez fez 8.527 pontos e ficou em terceiro.

Nos 1500m, Bryan venceu com facilidade a terceira bateria e conquistou 989 pontos. Andrei Krauchanka, da Bielorrússia, terminou em quarto na segunda bateria e somou apenas 870 pontos. Leonel Suárez ficou em primeiro na primeira bateria, com 883 pontos.

Bryan Clay liderou a disputa do decatlo desde a disputa da primeira prova - os 100 metros rasos. O americano tinha conseguido a medalha de prata nos Jogos de Atenas-2004, além de ter sido campeão mundial do decatlo em 2005. O brasileiro Carlos Chinin não conseguiu completar a disputa do decatlo por conta de uma contratura no glúteo.

Confira a classificação final do decatlo:

1º Bryan Clay (EUA) - 8.791 pontos
2º Andrei Krauchanka (BIE) - 8.551
3º Leonel Suarez (CUB) - 8.527
4º Alexander Pogorelov (RUS) - 8.328
5º Romain Barras (FRA) - 8.253
6º Roman Sebrle (CAZ) - 8.241
7º Oleksiy Kajyanov (UCR) - 8.238
8º Andre Niklaus (ALE) - 8.220

Hóquei: Holanda derrota China e conquista o ouro

22/08/2008 - 11h23
Invictas, holandesas vencem a China e garantem o ouro no hóquei

A Holanda (de uniforme branco) manteve a escrita e conseguiu nesta sexta-feira o seu bicampeonato no hóquei olímpico feminino em Pequim. Após vencer sem dificuldades as leonas argentinas na semifinal, as holandesas chegaram à final invictas com o requinte de favoritas. Apesar do peso nas costas, elas não se importaram com a pressão da torcida local e chegaram ao segundo ouro na modalidade com uma vitória de 2 a 0 sobre as chinesas.

A Holanda chegou a esta final com um belo histórico de conquistas. As holandesas ganharam bronze em Seul-1988, Atlanta-1996 e Sydney-2000; prata em Atenas-2004; e ouro em Los Angeles-1984.

Por outro lado, a China vem em uma crescente no esporte: ficou em quinto em Sydney-2000 e quarto em Atenas-2004. Em casa, a seleção chinesa comprovou o aperfeiçoamento na modalidade e subiu no pódio, com a conquista da prata.

A Holanda terminou a primeira fase com a melhor campanha de todas as 12 equipes desta edição. As holandeses somaram 15 pontos, com cinco vitórias. Na semifinal, superaram as temíveis argentinas, as leonas, pelo placar tranqüilo de 5 a 2.

As chinesas não tiveram uma classificação tão fácil. Elas terminaram com a mesma pontuação da tricampeã olímpica Austrália - 10 pontos, três vitórias, um empate e uma derrota - e só se credenciaram para disputar a semifinal contra a Alemanha pelo critério de desempate.

No desafio desta sexta-feira, a chinesa conseguiu suportar bem a pressão inicial das holandesas. Com uma técnica mais apurada, a Holanda tentava envolver a defesa adversária. No entanto, a China se segurava e partia para o contra-ataque. O primeiro tempo terminou com um 0 a 0.

No segundo tempo, a Holanda seguiu melhor e logo abriu o placar com Naomi van As. Com isso, a China teve de ir para o ataque e deixou buracos na retaguarda. Isso foi um prato cheio para as holandesas, que ampliaram com Maartjie Goderie conquistaram o título invictas.
(adaptado do UOL)

Hóquei: "Leonas" da Argentina derrotam Alemanha e conquistam o bronze

22/08/2008 - 08h33
'Leonas' derrotam alemãs e conquistam o seu 2º bronze no hóquei

Do UOL Esporte Em São Paulo

As leonas argentinas se recuperaram da frustrante derrota para a Holanda na semifinal, por 5 a 2, e conquistaram nesta sexta-feira o segundo bronze de sua história no hóquei olímpico. Além da beleza, a Argentina também mostrou eficiência e venceu a Alemanha por 3 a 1, em Pequim.

As duas equipes já haviam se encontrado na primeira fase da competição, pois ambas eram do Grupo B. Na ocasião, a Argentina alcançou o belo placar de 4 a 0. No entanto, foram as alemãs que terminaram na primeira posição, com 12 pontos - quatro vitórias em cinco jogos.

As leonas argentinas impuseram à Alemanha o único fracasso do início do torneio. Elas chegaram às finais como as únicas invictas do Grupo B, com três vitórias e dois empates.

Em Atenas-2004, as leonas também ficaram com o bronze. O melhor resultado delas foi a prata em Sydney-2000. Já as alemãs foram campeãs em Atenas e somam ainda uma prata em Barcelona-1992.

No primeiro tempo, as argentinas não demoraram e logo abriram 2 a 0 no placar. Com bons dribles e boas jogadas na linha de fundo, as leonas terminaram a primeira etapa com um desempenho melhor.

O rendimento da seleção argentina, porém, caiu após o intervalo. A mesma deficiência da Argentina já tinha ocorrido nas partidas diante dos Estados Unidos e do Reino Unido, quando as leonas abriram 2 a 0, mas tomaram o empate.

No entanto, desta vez, a Argentina suportou a pressão das adversárias e em um contra-ataque teve uma falta a seu favor. Na cobrança, a equipe chegou ao terceiro gol e selou a vitória.