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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Vôlei: EUA derrotam Brasil e ficam com o ouro masculino

O Brasil bem que tentou. Começou até bem, mas não deu. Desta vez não deu. Os americanos estavam em mais um bom dia e levaram o ouro - invictos - do torneio masculino de vôlei dos Jogos Olímpicos de Pequim, com uma vitória por 3 sets a 1, parciais de 20-25, 25-22, 25-21 e 25-23, em 1 hora e 56 minutos de partida.

Lloy Ball e Clayton Stanley. Esses são dois nomes que devem causar pesadelos nos brasileiros por muito tempo. Os dois já tinham dado trabalho na semifinal da Liga Mundial, e ontem foram arrasadores. Com um saque muito eficiente, Stanley destruiu a defesa brasileira em diversas ocasiões, enquanto o veterano Ball, de 36 anos, distribuía o jogo para as pancadas do próprio Stanley, de Riley Salmon e William Priddy. Juntos, os três marcaram 32 pontos somente em ataques.

No time brasileiro, com a recepção ruim e o ataque muito marcado, Bernardinho testou várias alternativas, colocando até o combalido Rodrigão em alguns momentos, mas não teve jeito. Talvez nem com o afastado Ricardinho desse jeito. O time americano foi superior e pronto.

Clayton Stanley foi de longe o maior pontuador da partida, com 20 bolas no chão, enquanto Riley Salmon anotou outros 12 pontos, assim como William Priddy. O bloqueio americano teve enorme eficiência, garantindo 17 pontoa ao longo da partida, especialmente com o trio David Lee-William Priddy-Ryan Millar.

Na seleção brasileira, Dante foi o maior pontuador, com 15 pontos, seguido por Giba, com 13. O bloqueio brasileiro também não fez feio, garantindo 13 pontos no total, mas não era mesmo dia. A prata era nossa, e o ouro, dos americanos.

Vôlei: Rússia fica com o bronze no masculino

No vôlei masculino, a Rússia conquistou a medalha de bronze derrotando a Itália com relativa facilidade, fazendo 3 sets a 0, com parciais de 25-22, 25-19 e 25-23, em 1 hora e 19 minutos de partida.

O maior destaque da partida foi o jovem russo Maxim Mikhaylov (na foto, de vermelho), que anotou 20 pontos (16 em ataques, 3 de saque e um de bloqueio) e foi quem mais recebeu bolas do levantador Grankin: 34. Do lado italiano, Alessandro Fei anotou 14 pontos, mesmo voltando de contusão.

As duas seleções devem vir fortes para as próximas Ligas Mundiais e para o Mundial de 2010, que acontece na Itália.

sábado, 23 de agosto de 2008

Programação olímpica de domingo, 24 de agosto

Confira abaixo a programação do último dia de competições dos Jogos Olímpicos de Pequim:

Atletismo


20:30 - maratona masculina

Basquete - torneio masculino

01:00 - Lituânia x Argentina (decisão do bronze)
03:30 - Espanha x Estados Unidos (decisão do ouro)

Boxe

02:30 - final da categoria mosca-ligeiro (48kg) - Shiming Zou (China) x Serdamba Purevdorj (Mongólia)

03:06 - final da categoria galo (54kg) - Yankiel León Alarcón (Cuba) x Badar-Uugan Enkhbat (Mongólia)

03:41 - final da categoria leve (60kg) - Alexey Tishchenko (Rússia) x Daouda Sow (França)

04:16 - final da categoria meio-médio (69kg) - Carlos Banteaux Suárez (Cuba) x Bakhyt Sarsekbayev (Cazaquistão)

04:51 - final da categoria meio-pesado (81kg) - Kenny Egan (Irlanda) x Xiaoping Zhang (China)

05:26 - final da categoria superpesado (acima de 91kg) - Zhilei Zhang (China) x Roberto Cammarelle (Itália)

Ginástica rítmica

00:00 - final do individual geral

Handebol - torneio masculino

21:00 - Dinamarca x Coréia do Sul (decisão do sétimo lugar)
23:15 - Rússia x Polônia (decisão do quinto lugar)
02:30 - Croácia x Espanha (decisão da medalha de bronze)
04:45 - França x Islândia (decisão do ouro)

Vôlei

23:00 - Rússia x Itália (decisão do bronze)
01:00 - Brasil x Estados Unidos (final)

Pólo aquático

22:30 - Itália x Alemanha (decisão do nono lugar)
23:50 - Austrália x Grécia (decisão do sétimo lugar)
02:00 - Croácia x Espanha (decisão do quinto lugar)
03:20 - Montenegro x Sérvia (decisão do bronze)
04:40 - Hungria x Estados Unidos (decisão do ouro)

Encerramento

09:00 - Cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim (Maurren Maggi será a porta-bandeira do Brasil na festa)

OURO PARA O BRASIL! Seleção feminina de vôlei exorciza o passado e conquista o título em Pequim

Meninas do vôlei bloqueiam todos os fantasmas e conquistam o ouro olímpico

Seleção brasileira mantém a cabeça no lugar, vence as americanas e chega ao topo do mundo com uma vitória redentora nos Jogos de Pequim

GLOBOESPORTE.COM Pequim

A cena é recorrente.

Vitórias importantes no vôlei costumam espalhar jogadoras em volta das câmeras de TV. Encher o pulmão e deixar explodir a alegria de um ouro olímpico, contudo, não é tarefa para qualquer seleção. Neste sábado, as meninas do Brasil aprenderam o que isso significa.

Pelo chão da quadra em Pequim, as jogadoras se misturavam em choro, sorrisos, gritos e desabafos. José Roberto Guimarães, único técnico a conquistar o ouro no masculino e no feminino, ajoelhou-se e agradeceu. Os abraços exorcizavam mais de uma década de angústia.

Com a vitória por 3 a 1 sobre os Estados Unidos (25/15, 18/25, 25/13 e 25/21), o ouro, enfim, pertence à seleção brasileira. Pouco importa que o time perdeu um set pela primeira vez nos Jogos, porque agora existe algo muito maior a celebrar.

A festa tomou formas diversas. Antes de ser lançada para o alto pelas companheiras, a levantadora Fofão se derramou em lágrimas no ombro do técnico. Fabi e Mari, com o grito contido na garganta, pediram silêncio aos críticos. Enroladas em bandeiras verde-amarelas, as campeãs olímpicas vibravam, às vezes sem rumo, até encontrarem alguém para abraçar.

O início tenso

O último passo no caminho, claro, não foi fácil. Para uma seleção que nunca tinha chegado tão perto do ouro olímpico, o início da partida colocou no rosto das brasileiras uma expressão de ansiedade. Nervoso, o time permitiu que as americanas largassem na frente. Com a experiência de quem sentiu o gosto do ouro em Barcelona-1992, no masculino, Zé Roberto pedia calma. Aos poucos, o saque de Paula Pequeno e os ataques de Mari desmontaram o sistema tático do outro lado da rede. Uma das melhores em quadra, Sheilla gritava:

- Vamos, vamos!

As outras cinco obedeceram. Sem perder o ritmo, a equipe manteve a vantagem acima dos cinco pontos, mas ainda havia um fundamento sumido: o bloqueio. A muralha que tinha parado a Itália, enfim, apareceu neste sábado com Fabiana e Walewska. Azar de Logan Tom, que vinha virando todas as bolas. Comandadas por uma vibrante Fofão, as meninas chegaram ao set point. No saque, Paula fechou em 25 a 15.

O primeiro - e único - tombo

Na segunda parcial, as americanas escolheram Mari como vítima. Sacar nela era a tática para tirá-la do ataque. Logo ela, a aniversariante do dia. O pior é que deu certo. As bombas dos EUA destruíram o passe brasileiro, e nem o tempo pedido por Zé Roberto conseguiu consertar o estrago. A solução foi sacrificar Mari e colocar Jaqueline para equilibrar a recepção, mas já era tarde. Após atravessar 22 sets em Pequim sem tomar conhecimento das adversárias, o Brasil levou o primeiro tombo: 25 a 18.

Para um grupo que se acostumou a sofrer com decepções em momentos decisivos, o momento era tenso. A torcida no Ginásio da Capital apoiava o Brasil, mas àquela altura era difícil prever como o time ia reagir ao primeiro tropeço de uma campanha até então perfeita.

Recuperação rápida

Veio o terceiro set, e a seleção percebeu que, apesar da parcial perdida, a medalha ainda estava em jogo. Zé Roberto não parava de orientar as atletas um minuto sequer. E a resposta veio em grande estilo. Sheilla continuava impecável no ataque de fundo e nas largadas. Mari, agora com 25 anos, mostrou maturidade. Passou longe da jogadora de quatro anos atrás, jovem e insegura. Como ela mesma costuma dizer, o passado já foi embora.

A empolgação do Brasil era tamanha no terceiro set que Paula chegou a ser repreendida pelo juiz durante uma comemoração. Com Valeskinha em quadra, a seleção espantou o trauma: 25 a 13.

Antes do quarto set, as brasileiras se reuniram no canto da quadra. Era a hora do esforço final pelo ouro. De cara feia, como se fosse possível, Paula Pequeno decretou:

- É agora!

E foi.

Enfim, a redenção

Fofão vivia o jogo da vida, já que vai se despedir da seleção após os Jogos. Ainda assim, a levantadora manteve a calma e passou tranqüilidade às companheiras. O semblante sereno contrastava com a cara de raiva de Paula Pequeno. O set foi difícil, ao contrário dos anteriores. As americanas ficaram boa parte do tempo à frente, mas o Brasil chutou para fora da quadra o tal bloqueio psicológico. Amarelo, só o do ouro. Que veio justamente no ataque para fora da melhor jogadora americana, Logan Tom.

O 25 a 21 fez com que as atletas partissem enlouquecidas para a comemoração, deixando explodir uma festa que estava contida há mais de uma década. Agora, sim, dá para mirar a câmera, encher o peito e gritar: o vôlei feminino do Brasil é campeão olímpico.
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Vôlei feminino acaba com pecha de amarelão e fatura inédito ouro na China

Meninas do Brasil sobem ao lugar mais alto do pódio em Pequim e conseguem o melhor resultado da história da modalidade em Olimpíadas

GLOBOESPORTE.COM Pequim

A seleção feminina de vôlei afastou em grande estilo a pecha de amarelona que a persegue desde o quarto lugar nas Olimpíadas de Atenas, em 2004. Comandadas por José Roberto Guimarães, as meninas superaram todas as dificuldades e conquistaram uma inédita medalha de ouro nos Jogos de Pequim.

Antes de brilhar na China, a seleção feminina havia conquistado duas medalhas de bronze em Olimpíadas. A primeira delas em Atlanta-1996 e a outra nos Jogos de Sidney, em 2000. Essas duas campanhas foram comandadas por Bernardinho, atual técnico da seleção masculina, com a qual atingiu marcas incríveis.

A primeira vez que o time feminino do vôlei brasileiro participou de uma edição dos Jogos Olímpicos foi em Moscou-1980. Desde então, a equipe não ficou fora mais nenhuma vez. E tem colecionado boas jogadoras, como Ana Moser, Leila, Ana Paula, Fernanda Venturini, entre tantas outras que fizeram sucesso.

O momento do time, porém, não era dos melhores nos últimos anos. Embora tivesse na maioria das fases finais de todas as competições que disputou, os fracasso nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, e no Pan-Americano do Rio de Janeiro, no ano passado, colocaram uma nuvem de desconfiança sobre o time de Zé Roberto.

A equipe chegou como uma das favoritas ao ouro na Grécia. Porém, na semifinal contra a Rússia perdeu de maneira incrível. As brasileiras tiveram a chance de matar o jogo em sete match points, mas permitiu que as russas reagissem e conquistassem a vaga na decisão do primeiro lugar, algo que seria inédito para o Brasil.

Na disputa pelo bronze, contra a arqui-rival Cuba, o time foi apático e terminou os Jogos com um decepcionante quarto lugar. Já no Pan-Americano, o encontro com as cubanas foi na decisão. E uma derrota por 3 sets a 2 decretou o tropeço em casa.
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Zé Roberto desabafa após a vitória: 'A nossa medalha é amarela, mas é ouro'

Após quatro anos engasgado com críticas, técnico solta o verbo em Pequim

GLOBOESPORTE.COM Pequim

O técnico José Roberto Guimarães caiu de joelhos no chão e olhou para o céu quando a seleção brasileira de vôlei feminino marcou o ponto da vitória na final dos Jogos Olímpicos de Pequim. Dia histórico para as jogadoras, que subiram no lugar mais alto do pódio pela primeira vez. O momento mereceu um desabafo do treinador.

- A nossa medalha é amarela, mas é ouro.

As palavras do técnico foram direcionadas às pessoas que não se cansaram de chamar a equipe de amarelona, de time que chega à final e não decide. As críticas são, principalmente, em função do 24 a 19 de Atenas, quando a seleção perdeu na semifinal para a Rússia após estar em vantagem, e da derrota no Pan-Americano, no Rio de Janeiro.

- Elas mereciam essa vitória. A gente sabia que era uma questão de tempo. No masculino, antes de eu ser técnico, isso aconteceu também, chegamos perto e não ganhamos. Aos poucos, com experiência e jogos internacionais, chegamos lá. Eu falava: "A nossa hora vai chegar, aquela bola vai cair". Hoje, ela caiu. O trabalho de quatro anos que fizemos foi coroado – fala ele.

Único campeão em duas categorias

Além do ouro com as meninas, Zé Roberto se tornou o único treinador campeão nas duas categorias, já que, nas Olimpíadas de Barcelona-1992, levou o título no masculino. Com um sorriso no rosto, ele conta que não pensa nisso. Apenas tem a agradecer.

- Depois de Atenas tivemos um início complicado, mas valeu a pena. Tenho que agradecer a minha família, que me deu um suporte após a derrota de 2004. O apoio da minha esposa e das minhas filhas, que estão aqui na China, foi fundamental. Agradeço também a todos que me ajudaram a chegar até aqui, que contribuíram para essa história – diz ele.
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Mari manda recado a críticos: 'Agora, vão ter que aplaudir de pé'

Ponteira faz pedido de silêncio e diz que medalha é prova de volta por cima

GLOBOESPORTE.COM Pequim

Aos 25 anos, Mari sacramentou a volta por cima em grande estilo. No dia de seu aniversário, a ponteira ajudou a seleção a subir, pela primeira vez, ao lugar mais alto do pódio olímpico. Uma vitória com um sabor ainda mais especial para uma atleta eleita como o símbolo de uma geração "amarelona".

- Foi coisa de Deus ganhar um presente desses. Não foi fácil, a gente passou por muita coisa. Essa é a prova do nosso trabalho. Tínhamos motivos para desistir, achar que éramos fracassadas, mas não fizemos isso. Essa medalha é a prova – afirma, em entrevista ao SporTV.

Pouco depois da vitória sobre os Estados Unidos, a ponteira e a líbero Fabi fizeram um sinal pedindo silêncio às câmeras. O gesto foi a forma encontrada por Mari para se redimir após anos de críticas.

- Para quem criticou, silêncio total. Agora, vão ter que aplaudir de pé, pois somos campeãs olímpicas - diz a ponteira, que pretende tatuar a palavra "vitória" em chinês.

A líbero Fabi, que combinou o gesto com a amiga antes da final, lembrou os anos de sofrimento e de cobrança por causa das semifinais de Atenas-2004, quando a seleção perdeu para a Rússia após vencer os dois primeiros sets e liderar o terceiro por 24 a 19. Mari, que errou vários ataques na ocasião, foi tachada como o símbolo da derrota.

- Ela sofre há quatro anos por causa de uma bola. Sei o que ela sofreu, as pessoas não imaginam. Essa medalha foi para as pessoas esquecerem, ela não podia ficar marcada. Estava na hora de a gente coroar esse trabalho.
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Após cinco Olimpíadas, Fofão se despede da seleção com o ouro no peito

Levantadora de 38 anos diz que aposentadoria 'já está pensada'

GLOBOESPORTE.COM Pequim

A histórica medalha de ouro do vôlei feminino nos Jogos de Pequim teve um gostinho especial para uma das jogadoras. Após quatro Olimpíadas como "coadjuvante", a levantadora Fofão se despediu da seleção brasileira neste sábado na final contra os Estados Unidos com direito a papel de destaque.

Desta vez, ao contrário das últimas quatro Olimpíadas (Barcelona-1992, Atlanta-1996, Sydney-2000 e Atenas-2004), a paulista Fofão, de 38 anos, foi decisiva. Antes reserva de Fernanda Venturini, em Pequim, esteve em ação em todas as partidas e teve um desempenho brilhante.

Depois dos dois bronzes (Atlanta e Sydney), a levantadora comemora agora a primeira medalha de ouro do Brasil no vôlei feminino. Uma conquista digna para encerrar uma carreira vitoriosa na seleção.

- Não podia esperar coisa melhor. Parar a gente vai, porque isso já está pensado. Mas nem quero pensar nisso agora – disse Fofão após a vitória sobre os Estados Unidos por 3 a 1.

As outras estrelas da seleção homenagearam Hélia Rogério, apelidada de Fofão na infância devido às bochechas gordinhas. Não faltaram abraços, agradecimentos e muita festa.

- O grupo todo merecia muito isso. Mas a Fofão merecia mais ainda – afirmou Sheilla.
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Números do jogo

Sheilla foi a maior pontuadora do Brasil, com 19 pontos, seguida de Paula Pequeno, com 16, e Mari, com 15. No bloqueio, Walewska e Fabiana fizeram quatro pontos cada uma.

Pelo time americano, Logan Tom foi a maior pontuadora com 15 pontos, seguida por Heather Bown, com 10.

Vôlei: China derrota Cuba e conquista o bronze no feminino

A seleção de vôlei feminino da China conquistou, nesta madrugada de sábado, a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, ao vencer Cuba por 3 sets a 1, com parciais de 25-16, 21-25, 25-13 e 25-20.

Depois de ser surpreendentemente derrotada nas semifinais para os Estados Unidos, as cubanas entraram nervosas em quadra, e abusaram dos erros, enquanto a China, com uma inspirada Yimei Wang, tinha um aproveitamento bem superior no ataque e no bloqueio.

Wang, de apenas 20 anos, foi a maior pontuadora chinesa, com 20 pontos, sendo 18 nos ataques, fundamento em que teve quase 60% de aproveitamento. Logo em seguida, Suhong Zhou, com 12 pontos, e Ruirui Zhao, com 10, foram as maiores pontuadoras.

No time cubano, Yumilka Ruiz e Nancy Carrillo, com 13 pontos cada, foram os destaques, mas nenhuma delas teve grande porcentagem de acertos. Rosir Calderón, de 24 ataques, conseguiu colocar apenas nove no chão da quadra chinesa.

China: Yimei Wang, Kun Feng, Hao Yang, Yanan Liu, Qiuyue Wei, Yunli Xu, Suhong Zhou, Ruirui Zhao, Ming Xue, Juan Li, Na Zhang, Yunwen Ma. Técnico: Zhonghe Chen.

Cuba: Yumilka Ruiz, Yanelis Santos, Nancy Carrillo, Daimi Ramirez, Yaima Ortiz, Rachel Sanchez, Yusleynis Herrera, Liana Mesa, Rosir Calderón, Kenia Carcaces, Yusidey Silie e Zoila Barros. Técnico: Antonio Perdomo.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Vôlei: Brasil despacha a Itália e vai à final contra os EUA

22/08/08 - 10h59 - Atualizado em 22/08/08 - 11h15

Brasil despacha a Itália, vai à final e abre caminho para a revanche contra os EUA

Time de Bernardinho vence por 3 a 1 e terá a chance de se vingar dos americanos menos de um mês após a eliminação na Liga Mundial

GLOBOESPORTE.COM Pequim

"Um milagre ajudaria a vencer o Brasil", afirmou o técnico italiano Andrea Anastasi antes da semifinal olímpica. O set inicial até deu a entender que os deuses do vôlei vestiam azul nesta sexta, mas o otimismo dos europeus não durou mais que isso. No fim, festa verde-amarela.

O time de Bernardinho não demorou para juntar os cacos após a primeira parcial e, com autoridade, despachou a Itália com um 3 a 1 (19/25, 25/18, 25/21 e 25/22). A vitória coloca a seleção na final olímpica pela segunda vez seguida e prepara o terreno para a revanche contra os Estados Unidos, que tiraram o Brasil da decisão na Liga Mundial no Rio de Janeiro.

A seleção brasileira entrou em quadra tendo o oposto Anderson, de agasalho, apenas como torcedor - ele se recupera de uma torção no tornozelo esquerdo. A Itália não contou com o líbero Corsano, que sofre com problemas físicos, e ainda mandou para o sacrifício o oposto Fei, que se recupera de uma lesão no pé direito.

Susto no primeiro set

O Brasil saiu na frente com um ataque de Gustavo. E foi só no primeiro set. Depois disso, só deu Itália. Com uma série de saques forçados de Cisolla, a equipe européia abriu 6 a 2. Bernardinho parou o jogo, mas não adiantou nada. O capitão Giba não conseguia superar o bloqueio. André Nascimento também foi parado na muralha italiana. Dante, o único que virava bolas, pisou na linha ao atacar do fundo. O cenário só piorava, e a Itália chegou a abrir 9 a 2.

Giba só chegou ao primeiro ponto quando o Brasil já perdia por 14 a 10. Com 18 a 13, Bernardinho lançou Bruno e Samuel. A novidade mexeu com os italianos, mas não a ponto de tirar deles a liderança. Os europeus mantiveram a vantagem confortável e, após um desperdício de saque de André Heller, fecharam a parcial em 25 a 19.

A derrota no primeiro set deixou o Brasil irritado. Giba, que só tinha virado quatro bolas, finalmente encontrou seu jogo.

- Quero bola alta, quero bola alta! - gritava para o levantador Marcelinho.

A seleção foi abrindo vantagem, mas, enquanto o capitão começava a acertar, Dante, o único que escapava do bloqueio italiano, passou a vacilar nos passes e foi substituído por Murilo. A alteração melhorou o sistema de jogo brasileiro, que ficou mais equilibrado na recepção. Os italianos não conseguiram repetir a eficiência no bloqueio. Gustavo, por sua vez, caprichou na parede, e o Brasil passou da casa dos 20. Com um ace de Bruno, a seleção fechou o set em 25 a 18 e empatou a partida.

Brasil abre caminho para a vitória

O terceiro set foi bastante equilibrado. Desde o início, as seleções se revezaram no placar. Murilo, que atua no Modena e conhece muito bem o vôlei italiano, era uma boa opção para Marcelinho. Quando solicitado, pontuava sem dificuldade. Àquela altura, Giba já não tinha dificuldades para virar. Com as bolas altas pedidas por ele, explorava o bloqueio italiano. Gavotto continuou dando trabalho ao Brasil. Porém, mas concentrado, não deixava a vantagem de dois pontos cair. Abusando de seu repertório, o capitão brasileiro usou paralela, diagonal, largada... até que a diferença aumentou: 13 a 10, sob aplausos de Bernardinho.

O 16º ponto, que levou à segunda parada obrigatória, foi muito comemorado. Serginho defendeu, Marcelinho levantou e Giba cresceu da linha de 3m. Embalado pelo salto, pulou para os braços do treinador e do companheiro Samuel. No retorno à quadra, Cisolla e Mastrangelo subiram no bloqueio e caíram de mau jeito. Os dois saíram carregados e foram substituídos por Birarelli e Fei. Este último foi para o sacrifício, já que ainda não está totalmente recuperado de uma torção no tornozelo direito. O oposto italiano chegou a fazer um ponto na paralela, tirando a bola do bloqueio e de Serginho. Mas não foi o bastante para vencer o Brasil, fechou em 25 a 21.

Surge o bloqueio

O bloqueio brasileiro finalmente apareceu no quarto set. Os dois primeiros pontos da seleção saíram das paredes montadas por André Heller e Gustavo. Cisolla voltou e Fei continuou em quadra. Perdendo por 6 a 4, o técnico italiano tirou o levantador titular e trocou seus atacantes. Em vão. Cada vez mais concentrado, Giba seguia forte nos ataques. Gustavo, companheiro de Fei no Treviso, marcou pontos importantes em cima do inimigo íntimo.

O Brasil a 13 a 9, mas um erro de Giba levou Bernardinho a pedir tempo. A caminho do banco, o capitão se desculpou com os companheiros. Zlatanov entrou em quadra, o que melhorou o desempenho da Itália. Mas o bloqueio brasileiro e os ataques de Murilo e Giba mantiveram a vantagem. Com 20 a 18 no placar, Bruninho e Samuel entraram. Foi uma participação rápida, já que um ataque de Fei impediu o objetivo da alteração: parar os italianos no bloqueio.

Marcelinho e André Nascimento voltaram, e a diferença no placar deu tranqüilidade para o Brasil seguir virando bolas. Anastasi parou o jogo em 22 a 19, mas àquela altura, não havia mais o que fazer. Com um ataque de fundo de Murilo, a equipe verde-amarela fechou a tampa em 25 a 22 e garantiu a presença em mais uma final olímpica.

Vôlei: EUA derrubam Rússia e fazem final masculina depois de 20 anos

Na primeira semifinal do torneio de vôlei masculino dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, a seleção dos Estados Unidos confirmou a grande fase e derrotou a Rússia por 3 sets a 2, com parciais de 25-22, 25-21, 25-27, 22-25 e 15-13, em 2 horas e cinco minutos de partida. Os americanos, que este ano já venceram a Liga Mundial, chegam invictos à sua primeira final olímpica desde 1988, quando conquistaram o ouro em cima da União Soviética. O adversário dos americanos em Pequim sai do jogo entre Brasil e Itália, que acontece às 09h de hoje.

Na partida desta sexta, o grande nome foi Clayton Stanley, que foi mortal no saque, conseguindo sete aces ao longo do jogo. Do lado russo, o jovem Maxim Mikhaylov, que iniciou no lugar do titular Semen Poltavskiy e executava boa parte dos ataques, tendo feito 28 pontos desta forma.

Nos números, pelo time americano o maior pontuador foi Clayton Stanley, com 19 pontos (sendo sete de saque), seguido por William Priddy, com 18. O experiente levantador Lloy Ball, de 36 anos, teve excelente atuação anotando cinco pontos.

Pelo time russo, Maxim Mikhaylov anotou 31 pontos, seguido de Alexander Kosarev, com 16, e Alexander Volkov, com 14.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Vôlei: Brasil exorcisa trauma, arrasa China e faz primeira final feminina da história

A seleção brasileira feminina de vôlei chegou à semifinal dos Jogos Olímpicos de Pequim invicta, sem perder um set sequer, para enfrentar não só a forte China e sua torcida: tinha que enfrentar também seus próprios traumas de semifinais anteriores. Em 1996, derrota para Cuba num jogo que terminou em briga. Em 2000, derrota para Cuba de novo. Em Atenas, uma virada que beirou o imponderável diante das russas. Pois bem, os fantasmas foram devidamente exorcizados. As brasileiras, em grande partida de Sheilla e Mari, derrotaram a China por 3 sets a 0, com parciais de 27-25, 25-22 e 25-14, em 1h13min de jogo, e agora faz pela primeira vez em sua história uma final olímpica, contra os Estados Unidos.

A partida começou tensa, com as chinesas abrindo de cara 3-0 no primeiro set, depois 5-1, mas as coisas começaram a entrar nos eixos após um tempo pedido pelo técnico José Roberto Guimarães. A parada esfriou as chinesas, que passaram a errar mais, e as brasileiras, explorando o bloqueio, equilibraram o placar, que ficou na base do "ponto pra cá, ponto pra lá" até um bloqueio de Fabiana e uma cravada de Sheilla para fechar o primeiro set.

No segundo set, o Brasil pulou na frente, mas a defesa chinesa dificultava a vida das brasileiras, mas Fofão estava abusando das chamadas bolas de segurança para Mari, Paula Pequeno e Sheilla, que minavam as adversárias e a torcida.

A China chegou a encostar no placar, mas o Zé Roberto mexeu no time, colocou Jaqueline e Thaísa, e isso confundiu as chinesas, fazendo o Brasil abrir 24-20. Mari errou dois ataques na seqüência, mas Ruirui Zhao, com um saque para fora, eliminou qualquer chance de trauma ateniense ressuscitado.

No terceiro set, a torcida chinesa já havia desanimado, e as brasileiras deram um verdadeiro show. Com Mari em noite inspirada, a camisa 3 quebrava o passe chinês com saque, e ainda conseguia furar o bloqueio das donas da casa. O treinador Zhonghe Chen gritava, esperneava, reclamava, chiava, mas não teve jeito. Jaqueline entrou no final, e com dois saques, liquidou a fatura fazendo 25-14.

O time brasileiro colocou 47 bolas no chão em ataques, contra 39 das chinesas; 11 pontos de bloqueio, contra apenas cinco das donas da casa; e cinco pontos de saque direto, contra dois da China.

Sheilla foi a maior pontuadora do Brasil, com 17 pontos, seguida de Mari, com 16, e Paula Pequeno, com 11. Pelo time chinês, Juan Li e Yimei Yang, com dez pontos cada, foram as maiores anotadoras.

Brasil: Walewska, Carol Albuquerque, Mari, Paula Pequeno, Thaisa, Fofão, Valeska, Fabiana, Sassá, Jaqueline,Sheilla e Fabi. Técnico: José Roberto Guimarães.

China: Yimei Wang, Kun Feng, Hau Yang, Yanan Liu, Qiuyue Wei, Yunli Xu, Suhong Zhou, Ruirui Zhao, Ming Xue, Juan Li, Na Zhang e Yunwen Ma. Técnico: Zhonghe Chen.

Vôlei: EUA atropela Cuba e vai à final feminina depois de 24 anos


Surpresa na primeira semifinal do vôlei feminino em Pequim. A seleção dos Estados Unidos, considerada a surpresa desta fase, derrubou a invicta Cuba por 3 sets a 0, com parciais de 25-20, 25-16 e 25-17, e está classificada para a segunda final olímpica de sua história. A primeira foi em 1984, nos Jogos de Los Angeles. Naquela ocasião, as americanas perderam o ouro para a China, liderada pela atual técnica do time americano, Lang Ping.

As americanas dominaram o jogo completamente, enquanto Cuba abusou dos erros de ataque. A estrela Yumilka Ruiz acertou apenas oito ataques de 21 tentados, enquanto o bloqueio também acertou apenas sete bolas, de 33 tentativas. Já as americanas foram muito mais eficientes no ataque e no saque, deixando as cubanas estáticas ao final da partida. Quando Kim Willoughby fechou o jogo, ninguém em Cuba parecia entender o que acontecia. O sonho dourado do jovem time cubano, que vinha invicto na competição, foi enterrado pelas comandadas de Lang Ping.

Nas estatísticas, Yumilka Ruiz ainda foi a maior pontuadora cubana, ao lado de Rosir Calderón, com nove pontos, enquanto Nancy Carrillo anotou oito bolas no chão. Pelas americanas, Tayyiba Haneef-Park, com 12 pontos, e Logan Tom, com 11, foram as maiores pontuadoras. Danielle Scott, mais uma vez fazendo grande partida, ficou com nove.

Estados Unidos: Ogonna Nnamani, Danielle Scott, Tayyiba Haneef-Park, Lindsey Berg, Stacy Sykora, Nicole Davis, Heather Brown, Jennifer Joines, Kimberly Glass, Robyn Ah Mow Santos, Kim Willoughby, Logan Tom. Técnica: Lang Ping.
Cuba: Yumilka Ruiz, Yanelis Santos, Nancy Carrillo, Daimi Ramirez, Yaima Ortiz, Rachel Sanchez, Yusleynis Herrera, Liana Mesa, Rosir Calderon, Kenia Carcaces, Yusidey Silie e Zoila Barros. Técnico: Antonio Perdomo

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Vôlei: EUA vencem Sérvia e fazem semifinal contra a Rússia

Na última partida válida pelas quartas de final do torneio masculino de vôlei dos Jogos Olímpicos de Pequim, a seleção dos Estados Unidos derrotou a Sérvia por 3 sets a 2, com parciais de 20-25, 25-23, 21-25, 25-18 e 15-12, garantindo assim sua passagem para as semifinais, onde enfrentam a Rússia. Foi a segunda vitória dos americanos sobre a Sérvia em pouco menos de um mês, já que as duas seleções fizeram a final da Liga Mundial, no Rio de Janeiro, no fim de julho.

O jogo foi marcado, como esperado, pelo equilíbrio, com os americanos apostando no ataque com Clayton Stanley, William Priddy, Riley Salmon e David Lee, todos liderados pelo experiente levantador Lloy Ball, enquanto os sérvios mandavam bolas e mais bolas pro astro Ivan Miljkovic, ou então para o jovem Marko Podrascanin, mas o aproveitamento de Miljkovic, especialmente nos dois últimos sets, foi caindo, enquanto Ball, inteligentemente, abusou de bolas para Stanley, que fez grande partida e acabou decidindo para o time americano.

Dentre os americanos, Clayton Stanley foi o maior pontuador, com 18 bolas no chão, seguido por William Priddy, com 17, e David Lee, com 15. Riley Salmon, que fez o ponto final da partida, ficou com 14 pontos.

Pelo time sérvio, Ivan Miljkovic, como sempre, foi o maior destaque, com 28 pontos, mesmo com seu aproveitamento baixo nos momentos decisivos da partida. Milos Nikic, com 15 pontos, e Dejan Bojovic, com 12, foram outros bons pontuadores do time dirigido por Igor Kolakovic.

Estados Unidos: Lloy Ball, Sean Rooney, David Lee, Richard Lambourne, William Priddy, Ryan Millar, Riley Salmon, Thomas Hoff, Clayton Stanley, Kevin Hansen, Gabriel Gardner, Scott Touzinsky. Técnico: Hugh McCutcheon
Sérvia: Dejan Bojovic, Novica Bjelica, Bojan Janic, Vlado Petkovic, Marko Samardzic, Nikola Grbic, Milos Nikic, Andrija Geric, Ivan Miljkovic, Sasa Starovic, Marko Podrascanin. Técnico: Igor Kolakovic

Vôlei: Brasil vence a China com facilidade e enfrenta Itália na semifinal

A seleção brasileira masculina de vôlei confirmou seu favoritismo e derrotou a China por 3 sets a 0, com parciais de 25-17, 25-15 e 25-16, em 1h07min de jogo, pelas quartas de final do torneio masculino dos Jogos Olímpicos de Pequim.

A superioridade técnica dos comandados de Bernardinho foi notória desde o início da partida, com os chineses cometendo muitos erros e os brasileiros acertando o ataque e o bloqueio. Enquanto só Gustavo conseguiu cinco pontos em bloqueios, os chineses não conseguiram nenhum ponto neste fundamento.

No time brasileiro, Dante foi o maior pontuador, com 13, enquanto Giba e Gustavo anotaram 12 pontos cada um. No time chinês, Jianjun Cui foi o melhor, com sete pontos.

Nas semifinais, o Brasil enfrenta agora a Itália, na próxima sexta-feira.

Vôlei: Itália derrota a Polônia e avança às semifinais

Num jogo emocionante, a Itália derrotou a Polônia por 3 sets a 2 (parciais de 25-19, 25-22, 18-25, 26-28 e 17-15) pelas quartas de final do torneio de vôlei masculino dos Jogos Olímpicos de Pequim. Com a vitória, os italianos enfrentam nas semifinais o vencedor de Brasil x China, que jogam na manhã desta quarta-feira.

A Itália teve um começo avassalador, partindo para o tudo ou nada nos dois primeiros sets, e deu certo. Mesmo sem Alessandro Fei, machucado, o ataque com Mauro Gavotto, Alberto Cisolla e Vigor Bovolenta funcionou bem, enquanto o jogo da Polônia não encaixava.

A partir do terceiro set, os poloneses, especialmente Mariusz Wlaszly, desencantaram e chegaram ao empate, mesmo com os italianos chegando a ter dois match points no quarto set.

No tie-break, muito equilíbrio, até um lance em que o levantador Valerio Vermiglio disputou com os gigantes poloneses na rede e conseguiu botar a bola no chão. Este lance foi decisivo para a posterior vitória italiana.

Na Itália, Mauro Gavotto anotou 20 pontos, e Alberto Cisolla outros 18. Pela Polônia, Mariusz Wlasly, com 27 pontos, liderou as estatísticas, enquanto Michal Winiarski contribuiu com 19 pontos.

Vôlei: Rússia passa pela Bulgária e está na semifinal masculina

Deu Rússia no primeiro confronto das quartas de final do torneio de vôlei masculino dos Jogos Olímpicos. Os russos derrotaram a Bulgária, de virada, por 3 sets a 1, com parciais de 20-25, 25-16, 25-22 e 25-21. A partida foi um duelo dos dois ataques, em especial do russo Maxim Mikhaylov (na foto, de vermelho) contra o búlgaro Matey Kaziyski.

Mikhaylov anotou 17 pontos, sendo 16 em ataques diretos, e foi o maior pontuador russo, enquanto Kaziyski anotou 24 pontos para a Bulgária, quase um set inteiro sozinho.

Outros destaques foram o russo Sergey Tetyukhin, com 13 pontos, e o búlgaro Vladimir Nikolov, com 16.

Agora a Rússia espera o vencedor de Sérvia x Estados Unidos para conhecer seu adversário na semifinal, que acontece na sexta-feira, em Pequim.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Vôlei: China e EUA estão nas semifinais

Na definição das outras duas semifinalistas do torneio de vôlei feminino dos Jogos Olímpicos de Pequim, China e Estados Unidos saíram de seus confrontos com sorrisos nos rostos.

As donas da casa derrotaram a combalida Rússia por 3 sets a 0, com parciais de 25-22, 27-25 e 25-19, com bom desempenho do bloqueio da China e uma performance abaixo da média do ataque russo, sempre perdido nas eternas bolas altas. Yimei Wang foi o maior destaque chinês, com 11 pontos, seguida de Suhong Zhou, com outros nove. Pelo time russo, Ekaterina Gamova, sempre ela, foi a maior pontuadora com 15 pontos, seguida por Yulia Merkulova, com 9, Evgenia Estes, com 8.

Agora a China encara o Brasil na semifinal da próxima quinta-feira.

Na outra partida da noite chinesa, a seleção dos Estados Unidos surpreendeu a Itália e venceu por 3 sets a 2, com parciais de 20-25, 25-21, 19-25, 25-18 e 15-6. Nos primeiros sets, o jogo foi bastante equilibrado, sobretudo a partir do segundo, com as alterações feitas pela técnica Lang Ping, da equipe americana.

No quarto set, as americanas, sabendo que se perdessem estariam eliminadas, foram para o tudo ou nada. Abriram 7-0 e descontrolaram as italianas, que não reagiram mais na partida. Danielle Scott, em especial, estava numa noite inspirada. No tie-break, os EUA abriram logo de cara 4-0 e controlaram até o final em 15-6. Com o resultado, as americanas enfrentam Cuba nas semifinais.

Pelo time americano, a líder nos pontos foi Logan Tom, com 19 bolas no chão, seguida por Danielle Scott e Ogonna Nnamani, com 17 cada. Scott, entretanto, teve incríveis 75% de aproveitamento dos ataques: de 20 tentativas, 15 pararam no chão da quadra italiana. A levantadora Lindsay Berg também fez grande partida, com 4 pontos anotados entre saques e largadas.

Pela Itália, Taismary Aguero e Francesca Piccinini, com 17 pontos cada, e Nadia Centoni, com 14, foram os destaques de uma partida que elas querem esquecer.

Vôlei: Brasil vence o Japão e avança às semifinais

Na segunda partida pelas quartas de final do torneio feminino de vôlei dos Jogos Olímpicos de Pequim, o Brasil derrotou o Japão por 3 sets a 0, com parciais de 25-12, 25-20 e 25-16, em 1h07min de partida.

O time brasileiro teve um bom aproveitamento nos ataques, especialmente com Fabiana, mas em muitas bolas, o trabalho defensivo japonês irritava as brasileiras. No primeiro set, o que ajudou as brasileiras foi uma sequência de saques certeiros de Mari, que fez o time abrir boa vantagem e administrá-la depois.

O segundo set foi mais complicado, com as japonesas acertando o tempo de jogo e encostando no placar, mas um tempo pedido por José Roberto Guimarães fez o time voltar aos eixos.

Na terceira parte, com a queda de rendimento de Mari, Jaqueline entrou em seu lugar e, embora tenha sido pouco acionada no ataque, foi importante na defesa e no bloqueio.

Nas estatísticas, Fabiana e Mari, com 14 pontos, foram as líderes brasileiras, seguidas por Paula Pequeno e Sheilla, com 12 cada. No lado japonês, Saori Kimura anotou dez pontos, e a pequenina levantadora Yoshie Takeshita sempre deu trabalho.

Com a vitória, o Brasil espera as vencedoras de China x Rússia, que reeditam a última final olímpica, para conhecer suas adversárias nas semifinais, que acontecem na próxima quinta-feira.

Brasil: Walewska, Carol Albuquerque, Mari, Paula Pequeno, Thaisa, Fofão, Valeska, Fabiana, Sassá, Jaqueline, Sheilla e Fabi. Técnico: José Roberto Guimarães.

Japão: Megumi Kurihara, Asako Tajimi, Yoshie Takeshita, Kanako Omura, Miyuki Takahashi, Yujo Sano, Sachiko Sugiyama, Yuka Sakurai, Miyuki Kano, Erika Araki, Saori Kimura e Yuki Kawai. Técnico: Shoichi Yanagimoto.

Cuba vence a Sérvia e avança às semifinais do vôlei feminino

Na primeira partida pelas quartas de final do torneio feminino de vôlei dos Jogos Olímpicos, a seleção de Cuba derrotou a Sérvia por 3 sets a 0, com parciais de 26-24, 25-19 e 26-24, em 1h14min de partida. Embora os placares de dois sets tenham sido apertados, as cubanas sempre controlaram a partida e mostraram muita força nos momentos decisivos, especialmente no bloqueio, que rendeu doze pontos ao time, enquanto as sérvias anotaram apenas quatro.

Pelo time cubano, Yumilka Ruiz e Nancy Carrillo anotaram 12 pontos cada, e Daimi Ramirez contribuiu com outros dez. Pelo time sérvio, Jovana Brakocevic, com 16 pontos, e Jelena Nikolic, com 15, foram os maiores destaques.

Com a vitória, Cuba agora espera as vencedoras do confronto entre Itália e Estados Unidos para definir a semifinal.

Cuba: Yumilka Ruiz, Yanelis Santos, Nancy Carrillo, Daimi Ramirez, Yaima Ortiz, Rachel Sanchez, Yusleynis Herrera, Liana Mesa, Rosir Calderón, Kenia Carcaces, Yusidey Silie e Zoila Barros. Técnico: Antonio Perdomo.

Sérvia: Jelena Nikolic, Jovana Brakocevic, Ivana Djerisilo, Natasa Krsmanovic, Brizitka Molnar, Jovana Vesovic, Maja Ogjenovic, Vesna Citakovic, Maja Simanic, Sanja Malagurski, Stefana Veljkovic e Suzana Cebic. Técnico: Zoran Terzic.

Atletismo: Maurren e Keila avançam para a final e portuguesa favorita está fora

Sem Naide Gomes, chances de ouro no salto em distância aumentam

GLOBOESPORTE.COM Pequim

A brasileira Maurren Maggi (foto) vai disputar a final do salto em distância com chances reais de medalha de ouro. Nesta segunda-feira, no Ninho do Pássaro, ela garantiu presença na disputa por medalha ao atingir 6,79m, segunda melhor marca entre as 12 finalistas. Além do bom desempenho, Maurren não terá na final da próxima sexta-feira, às 8h20m, a concorrência da portuguesa Naide Gomes, que decepcionou ao falha nas eliminatórias. Outra representante do Brasil, Keila Costa, também vai disputar a final, com o oitavo melhor salto.

Na primeira tentativa, Maurren fez 6,68m e na seguinte, 6,79m. Com o desempenho das adversárias, ela constatou que garantiria a vaga entre as 12 finalistas e descartou o terceiro salto. A maior decepção ficou por conta da lusitana. Melhor marca do ano, 7,12m, alcançados no mês passado, e campeã mundial indoor, ela chegou com o status de favorita. Porém, queimou os dois primeiros saltos ao pisar na linha. Na última tentativa, pressionada, errou a passada na corrida e fez apenas 6,28m. A ausência de Naide não iludiu Maurren, detentora da quarta melhor marca do ano, 6,99m.

- Estou surpresa por ela fora e por outras que a gente não esperava e que entraram. Mas o nível continua alto - disse à reportagem do SporTV.

Keila Costa arrancou no último salto uma classificação. Queimou a primeira tentativa, fez apenas 6,44m no salto seguinte e finalmente marcou 6,62m. E ainda teve que secar as adversárias.

- Fiquei torcendo. Tomara que não passe, tomara que não passe... Comemorei um pouco antes porque vi que elas não iriam passar. Espero sexta-feira fazer bem melhor – comentou a brasileira, cuja melhor marca na carreira é 6,88m.

Além de Naide Gomes, a russa Tatyana Kotova, bronze em Atenas e no mundial de atletismo de 2007, também não avançou. Da 12 finalistas duas deverão lutar pelo ouro com Maurren. A russa Tatyana Lebedeva é a atual campeã olímpica e mundial. Este ano, porém, sua melhor marca é 6,88m. A americana Brittney Reese, melhor entre as finalistas, tem o quinto melhor salto do ano – 6,95m.

As classificadas para a final:

1ª Brittney Reese (EUA) – 6,87m
2ª Maurren Higa Maggi (BRA) – 6,79m
3ª Lyudmila Blonska (UCR) – 6,76m
4ª Tatyana Lebedeva (RUS) 6,70m
5ª Carolina Kluft (SUE) - 6,70m
6ª Grace Upshaw (EUA) – 6,68m
7ª Oksana Udmurtova (RUS) – 6,63m
8ª Keila Costa (BRA) – 6,62m
9ª Tabia Charles (CAN) – 6,61m
10ª Funmilayo Jimoh (EUA) – 6,61m
11ª Jade Johson (GBR) – 6,61m
12ª Chelsea Hammond (JAM) – 6,60m

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Vôlei: definidas as quartas de final no masculino

A última rodada do torneio de vôlei masculino dos Jogos Olímpicos de Pequim mostrou que, além de competência, a seleção brasileira tem sorte. A vitória da Polônia sobre a Rússia deixou as três seleções empatadas na tabela de classificação, com nove pontos, mas o Brasil levou vantagem pelo critério de pontos average (divisão dos pontos feitos pelos sofridos). Confira abaixo como foi a rodada.

Na primeira partida do dia, a Bulgária passou pela Venezuela por 3 sets a 1, parciais de 23-25, 25-19, 25-16 e 25-22, resultado que classificou os búlgaros e representou a despedida do técnico brasileiro Ricardo Navajas do comando da seleção venezuelana.

Vladimir Nikolov, com 20 pontos, foi o destaque búlgaro ao lado de Matey Kaziyski, com 17. Do lado venezuelano, Ernardo Gomez anotou 24 pontos.

Na sequência, o Brasil passou pela Alemanha por 3 sets a 0, parciais de 25-22, 25-21 e 25-23. Os alemães deram 36 pontos em erros para o time brasileiro, mostrando que ainda têm muito o que evoluir. Jöchen Schöps, com 17 pontos, foi o maior destaque alemão, enquanto Giba e André Nascimento, com nove pontos cada, lideraram as estatísticas brasileiras.

No jogo mais espetacular da rodada, a Polônia derrotou a Rússia por 3 sets a 2, com parciais de 17-25, 26-24, 24-26, 25-23 e 15-12. Mariusz Wlazly anotou 23 pontos para os poloneses, enquanto Michal Winiarski contribuiu com outros 18. Do lado russo, Semen Poltavskiy, com 19 pontos, e Alexander Kosarev, com 15, foram os maiores pontuadores.

Logo em seguida, a Sérvia derrotou facilmente o Egito por 3 sets a 0, com parciais de 25-16, 25-13 e 25-17. Ivan Miljkovic, com 15, e Dejan Bojovic, com 13 pontos, foram os destaques sérvios, enquanto Mohamed Gabal anotou 12 pontos para os egípcios, que se despediram da competição.

Numa partida que muitos esperavam ser mais simples, a Itália suou para passar pela China por 3 sets a 2, com parciais de 25-17, 25-23, 21-25, 20-25 e 16-14. Hristo Zlatanov, com 29 pontos, e Mauro Gavotto, com 18, foram os líderes do escore italiano, enquanto Yingchao Fang, com 20 pontos, foi o maior destaque dos donos da casa.

Na última partida do dia e da fase de classificação, os Estados Unidos passaram com facilidade pelo Japão, fazendo 3 sets a 0, parciais de 25-18, 25-12 e 25-21. Ryan Millar, com 10 pontos, e Clayton Stanley, com 9, foram os maiores pontuadores do time americano, enquanto Tatsuya Fukuzawa, com dez pontos, foi o solitário destaque japonês.

Com os resultados e o sorteio da FIVB entre os segundos e terceiros colocados, foram definidas as quartas de final, que acontecem nesta quarta, dia 20. Abrindo os trabalhos, Bulgária e Rússia fazem um jogo de gigantes na nossa noite de terça, ás 23h. Na partida seguinte, a Itália encara a força da Polônia à 01 da manhã.

Mais tarde, às 9 da manhã, o favorito Brasil encara a empolgada China, enquanto a seleção dos Estados Unidos, atual campeã da Liga Mundial, encara a Sérvia ás 11h. Todos os jogos acontecem no Ginásio Capital.

Nas semifinais, o vencedor de Brasil x China encara o vencedor de Polônia x Itália, enquanto os vencedores de EUA x Sérvia e Rússia x Bulgária se cruzam na outra chave.

Vôlei: definidas as quartas de final no feminino

Dois jogos encerraram a fase de classificação do torneio olímpico de vôlei feminino, ainda no último domingo. No primeiro, a China fez 3 sets a 0 no Japão, com parciais de 26-24, 25-16 e 25-14. Yimei Wang, com 15 pontos, e Suhong Zhao, com 12, foram as maiores pontuadoras chinesas, enquanto Erika Araki foi o destaque japonês com 10 pontos.

Na outra partida, a Rússia derrotou a Sérvia por 3 sets a 0, com parciais de 25-21, 25-16 e 25-20, em 1h07min de partida. Liubov Shashkova e Ekaterina Gamova, com 15 pontos cada, e Evgenia Estes (ou Artamonova, pros mais antigos), com 12, foram os destaques russos, enquanto Jovana Brakocevic, com 16 pontos, e Jelena Nikolic, com 13, foram as maiores pontuadoras sérvias.

Com os resultados, foram definidas as quartas de final, que acontecem nesta terça. A partir das 23h, a seleção de Cuba enfrenta a Sérvia. Mais tarde, à 1 da manhã, o Brasil enfrenta o Japão. Nos jogos da noite, Cuba e Rússia fazem um clássico do vôlei às 9 da manhã, enquanto a Itália encara os Estados Unidos encerrando a fase, às 11 da manhã.

domingo, 17 de agosto de 2008

Vôlei: Brasil derrota a Itália e encerra primeira fase invicto no feminino

Quatro jogos já aconteceram pela última rodada do torneio de vôlei feminino dos Jogos Olímpicos de Pequim. Na partida que abriu a rodada, apenas para cumprir tabela, o Cazaquistão derrotou a Argélia por 3 sets a 1, com parciais de 25-18, 25-20, 17-25 e 25-16. Yeleva Pavlova foi a maior pontuadora da equipe cazaque, com 21 pontos, seguida por Inna Matveyva, com 15. Pelo time argelino, Faiza Tsabet, com 20 pontos, e Mouni Abderrahim, com 15, foram as maiores pontuadoras.

Se partida seguinte, Cuba derrotou com facilidade a seleção da Venezuela por 3 sets a 0, parciais de 25-20, 25-20 e 25-19. Rosir Calderón foi a maior pontuadora cubana, com nove pontos, enquanto três outras jogadoras ficaram com oito pontos cada. Pelo time venezuelano, que despediu-se dos Jogos com cinco derrotas, Desiree Glod, com 11 pontos, foi a maior pontuadora, seguida por Yessica Paz com nove.

Na terceira e emocionante partida, os Estados Unidos venceram a Polônia por 3 sets a 2, parciais de 18-25, 25-21, 19-25, 25-19 e 15-13, em mais de duas horas de partida. O resultado eliminou as polonesas dos Jogos. O destaque americano foi o bloqueio, que garantiu 13 pontos ao time, contra apenas três pontos poloneses no fundamento.
Os destaques individuais do jogo, pelo lado americano, foram Logan Tom, com 25 pontos, Ogonna Nnamani, com 17. Do lado polonês, para variar, Katarzyna Skowronska fez 27 pontos, e Malgorzata Glinka outros 14.

E em mais uma partida impecável, o Brasil derrotou a Itália por 3 sets a 0, com parciais de 25-16, 25-22 e 25-17. O resultado manteve o time dirigido por José Roberto Guimarães invicto na competição, e classificado para as quartas de final, onde enfrentará o quarto colocado da outra chave (provavelmete o Japão). O destaque brasileiro foi o bloqueio, que garantiu 18 pontos às brasileiras, com Fabiana, Walewska e Sheila formando uma verdadeira muralha para cima das italianas, que fizeram apenas dois pontos neste fundamento.

Nos quesitos individuais, Sheila anotou 14 pontos, e Paula Pequeno outros dez. Até a líbero Fabi fez o dela. No time italiano, Simona Gioli foi a maior pontuadora, com 11 pontos. Destaque negativo para Taismary Aguero, que acertou apenas oito de 38 tentativas de ataque.

Dois jogos completam a rodada deste domingo: China x Japão, ás 7h, decidem o terceiro lugar do grupo A, enquanto Rússia e Sérvia lutam pela terceira posição do grupo B a partir das 11h. Quem vencer evita um confronto contra Cuba nas quartas de final.