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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Venezuela: após vexame, Chávez pede que estatal invista em atletas

Decepcionado com o fato de a Venezuela ter conquistado apenas um bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim, mesmo tendo levado a maior delegação de sua história (109 atletas), o presidente Hugo Chávez ordenou que a estatal de petróleo do país, PDVSA, passe a investir mais no apoio aos esportistas locais.

"Uma primeira decisão que tomamos para a aprofundar a revolução esportista é a criação de uma oficina de esporte de alto rendimento, onde os atletas possam fazer seus treinamento. Também realizaremos assembléias para ouvir a opinião deles", destacou o mandatário, que recebeu a delegação do país em um dos bairros mais pobres da capital Caracas.

Antes dos Jogos Olímpicos, o governo da venezuela começou uma campanha publicitária na qual prometia "ouro na revolução esportiva". "Vai começar uma nova era na Venezuela em relação à preparação de seus atletas de alto rendimento", prometeu Chávez, depois de ouvir queixas dos desportistas locais sobre a falta de apoio.

Em Pequim, apenas Dalia Contreras Rivero, do taekwondo, colocou a Venezuela no pódio. "Estamos orgulhosos de nossos atletas. Independente dos resultados, eles estão escrevendo história", minimizou o presidente.

Gazeta Press

Primeiro medalhista do Afeganistão é recebido como herói em Cabul

Das agências internacionais
Em Cabul (AFE)

Milhares de afegãos compareceram ao estádio nacional para dar as boas vindas ao primeiro medalhista olímpico na história do Afeganistão. Os compatriotas de Rohullah Nikpai o trataram como um herói, em festa feita para o atleta nesta quinta-feira.

Nikpai, que conquistou a medalha de bronze no taekwondo em Pequim, se encontrou com o vice-presidente Karim Khalili no aeroporto de Cabul. Helicópteros sobrevoaram a cidade jogando panfletos com a sua foto. "Ele faz o povo afegão sentir orgulho", dizia o panfleto.

O atleta, de 21 anos, declarou estar muito feliz com a sua conquista em Pequim. "Espero que essa medalha possa passar uma mensagem de paz para o Afeganistão", disse Nikpai.

Muitos afegãos não puderam assistir ao feito histórico de Nikpai, devido ao frágil sistema de distribuição de energia no país e por poucas pessoas terem acesso à televisão à cabo no país. No entanto, uma fita com a vitória do atleta na decisão pelo bronze foi divulgada mais tarde.

Antes da medalha de Nikpai nas Olimpíadas de Pequim, o melhor resultado do Afeganistão era a 15ª colocação na luta livre, em Tóquio-64.

sábado, 23 de agosto de 2008

BRONZE PARA O BRASIL! Natália Falavigna conquista medalha inédita no taekwondo

Natália Falavigna conquista medalha inédita para o taekwondo brasileiro

Após quarto lugar em Atenas, paranaense melhora uma posição em Pequim

GLOBOESPORTE.COM Pequim

Uma vitória da emoção, da técnica e da vontade de ganhar. Após bater na trave nos Jogos de Atenas, Natália Falavigna conquistou neste sábado a primeira medalha olímpica para o taekwondo brasileiro. Na disputa pelo bronze, Natália derrotou a sueca Karolina Kedzierska por 5 a 2, na categoria acima de 67kg. A outra medalha de bronze foi para a britânica Sarah Stevenson, que passou pela egípcia Noha Abd Rabo por 5 a 1. Algoz de Natália na decisão dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, a mexicana Maria del Rosario Espinoza ficou com o ouro, ao derrotar a norueguesa Nina Solheim por 3 a 1.

Coincidentemente, o ginásio de Ciência e Tecnologia foi o mesmo que recebeu o judô e que teve Ketleyn Quadros ganhando a primeira medalha de uma brasileira em esportes individuais na história dos Jogos. Muito emocionada, Natália começou a chorar logo após o fim de luta e olhava para o céu, agradecendo a medalha sonhada. Em seguida, a paranaense foi até seu técnico para abraçá-lo e depois voltar ao tatame, desta vez com uma bandeira do Brasil. Extravasando a tensão, Natália batia no peito, dizendo: "é meu". Do lado de fora, o treinador Fernando Madureira ajoelhava, agradecendo a conquista que ficou muito próxima em Atenas, quando Natália terminou em quarto.

E a medalha de bronze começou a ir para o pescoço de Natália Falavigna logo no início da luta. Ao contrário da semifinal, quando pouco atacou, a lutadora de 24 anos voltou ao tatame com uma postura muito mais ofensiva. E como nas primeiras lutas, a brasileira saiu na frente, abrindo 2 a 0 no início do primeiro round. Movimentado-se com desenvoltura e chutando bem, Natália manteve a vantagem até o intervalo.

Enquanto falava com o técnico Fernando Madureira, Natália mostrava o olhar determinado de quem não deixaria se repetir o drama de Atenas. E a determinação do olhar se transformava em vontade no tatame, com a brasileira partindo para cima logo na volta do segundo round. Controlando as ações, Natália não deixava sua adversária lutar e ia para cima, conseguindo mais uma boa parcial, fazendo 2 a 1 e somando 4 a 1 no placar geral.

Com uma boa vantagem, a brasileira tratou de controlar o ritmo do confronto e mudou a estratégia, usando o contra-ataque como maior arma. A boa movimentação de Natália dificultava as ações da sueca e, do lado de fora do tatame, o técnico Fernando Madureira pedia calma para a brasileira. Natália precisava fazer passarem os dois minutos de round e foi o que fez, conseguindo ainda mais um ponto, contra outro de Karolina, para sair vibrando, e chorando, com mais uma conquista inédita para o esporte brasileiro.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Taekwondo: lutador do Afeganistão conquista primeira medalha da história do país

20/08/2008 - 09h31
Afegão derrota campeão mundial e conquista 1ª medalha da história

Das agências internacionais
Em Pequim (China)

O afegão Rohullah Nikpai deu ao seu país a primeira medalha olímpica da história ao conquistar o bronze na categoria até 58 kg do taekwondo nesta quarta-feira em Pequim ao derrotar o espanhol Juan Antonio Ramos, atual campeão mundial, por 4 a 1.

Nikpai derrotou o algoz do brasileiro Marcio Wenceslau, vice-campeão mundial em 2005, nos Jogos Olímpicos. Ramos venceu Wenceslau no ponto de desempate por 3 a 2.

O mexicano Guillermo Perez foi medalha de ouro ao vencer o dominicano Yulis Gabriel Mercedes.

O melhor resultado de um afegão em qualquer esporte olímpico até agora era o quinto posto de Mohammed Ebrahimi na luta livre nos Jogos Olímpicos de 1964.

Nikpai, de 21 anos, terminou em 33º no Mundial de 2007 em Pequim, mas ganhou a medalha de bronze nos Campeonatos asiáticos de 2008.

Para subir ao pódio em Pequim, o afegão eliminou na primeira rodada um aspirante ao título, o alemão Levent Tuncat, antes de cair contra o mexicano Guilhermo Perez, que se classificou logo para a final, permitindo a Nikpai disputar a repescagem aberta aos rivais derrotados pelos finalistas.

O Afeganistão, que conta com uma delegação formada por dois homens e duas mulheres em Pequim, tem outra chance de pódio olímpico com Nesar Ahmad Bahawi, um dos favoritos na categoria abaixo de 68 kg que será disputada na quinta-feira.