Mostrando postagens com marcador grã-bretanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador grã-bretanha. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Olimpíadas: Austrália pensa em seguir modelo britânico de financiamento

O governo da Austrália (na foto, a nadadora Stephanie Rice, que conquistou três medalhas de ouro na natação) estuda seguir a fórmula britânica de investimento em esportes, usando dinheiro vindo da arrecadação das loterias, para aumentar sua contagem de medalhas nos Jogos de Londres, em 2012.

Pela primeira vez em vinte anos, os australianos ficaram atrás da Grã-Bretanha no quadro de medalhas, com 14 ouros, 15 pratas e 17 bronzes, totalizando 46 medalhas, uma a menos que os britânicos no total, e com cinco ouros a menos.

O primeiro-ministro Kevin Rudd declarou que "vamos olhar com carinho na possibilidade de financiamento através das loterias. É uma idéia bastante positiva, vamos ver se funciona".

O presidente do comitê olímpico australiano, em entrevista à TV local, também declarou que o principal objetivo da delegação australiana seria bater a Grã-Bretanha. E ainda enfatizou dizendo que o dinheiro das loterias serviria tanto para o esporte de elite como para a socialização das comunidades através do esporte.

Outros países seguem formas diferentes. Na França, o secretário Bernard Laporte declarou que em seu país, não querem seguir o modelo britânico de "concentrar investimentos em quatro ou cinco esportes para concentrar medalhas, como a Grã-Bretanha fez".

No fim das contas, fica claro que não é apenas no Brasil que se discute investimento em esporte.
(informações da BBC)

Reino Unido, com fórmula similar à brasileira, fica em quarto em Pequim e planeja vôo em casa em 2012

Matéria interessante do UOL mostrando que não é só no Brasil que se gasta dinheiro público com esporte...

25/08/2008 - 13h00
Com fórmula similar ao Brasil, Reino Unido é 4º em Pequim e planeja vôo em casa

Fernando Narazaki
Em São Paulo

Isenção fiscal e dinheiro vindo da loteria: Reino Unido e Brasil têm basicamente as mesmas fórmulas para impulsionar o esporte. Porém, nos números das Olimpíadas de Pequim, a situação é bem diferente. Se os brasileiros obtiveram dois ouros a menos que em 2004 e perderam sete posições no quadro de medalhas, os britânicos saíram da China na quarta colocação e com a sua melhor performance desde que receberam os Jogos em Londres-1908.

Com os 19 ouros obtidos em Pequim, o Reino Unido só teve menos triunfos que 1908 (quando teve 56 insígnias douradas) e também celebrou o maior número de pódios desde então. Na China, foram 47 medalhas, três a mais do que obteve em Antuérpia-1920 e 97 a menos que em 1908, até hoje sua melhor atuação.

Para chegar a este número, porém, os britânicos tiveram de investir pesado no esporte. Apenas neste ciclo olímpico foram mais de R$ 708,5 milhões vindos apenas de uma lei criada na época do primeiro-ministro John Major, após o fiasco da nação nos Jogos de Atlanta-1996, quando o Reino Unido obteve apenas uma medalha de ouro.

A lei previa que parte do dinheiro colhido na loteria fosse destinada ao esporte, já que a UK Sport (Confederação Olímpica do Reino Unido) foi a primeira beneficiada pela legislação. Para Sydney-2000, o investimento chegou a R$ 177 milhões, priorizando as equipes de atletismo, vela, ciclismo, remo e natação, que tradicionalmente são as maiores forças olímpicas do Reino Unido.

Com os 11 ouros obtidos na Austrália, o governo local aumentou sua ação sobre o esporte e, em 2001, foi aprovada outra lei, agora de isenção fiscal, para empresas que investissem em clubes sem fins lucrativos e preocupados com a prática esportiva.

Para os Jogos de Atenas-2004, as modalidades receberam mais de R$ 211 milhões nos quatro anos. O país obteve menos ouros (nove), mas subiu mais vezes ao pódio (30, dois a mais que 2000) e em mais esportes (12 a 11). Com a escolha de Londres como sede das Olimpíadas de 2012, o governo tratou de praticamente quadruplicar os fundos destinados ao esporte, sendo que 38,3% dos R$ 708,5 milhões do ciclo olímpico foram revertidos diretamente para os atletas de elite.

O resultado foi a atuação notável em Pequim, com a quarta colocação no quadro de medalhas e a promessa de um aumento de R$ 300 milhões no investimento esportivo para tentar ultrapassar a Rússia em Londres-2012.

No Brasil, a situação é bem diferente, apesar de o país ter uma arrecadação vinda da Lei Piva, que desde 2001 destina parte do dinheiro obtido com a loteria, e uma lei de isenção fiscal aprovada no final do ano passado.

Apenas em 2007, a Lei Piva destinou R$ 84.956.905,90 ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que repartiu o dinheiro entre a entidade e as confederações. Mas apenas 3,3% (cerca de R$ 2,8 milhões) deste montante foram gastos com "manutenção de atletas", termo designado pelo COB em suas planilhas referentes ao ano passado. Já a denominada "manutenção" do COB e das Confederações levou mais de R$ 27,3 milhões da Lei Piva em 2007, cerca de 32,2%.

Antes dos Jogos de Pequim, por exemplo, o pai da ginasta Jade Barbosa, que foi a três finais olímpicas (salto, equipes e individual geral), revelou que a filha não vinha mais recebendo da Confederação Brasileira de Ginástica, pois ele não concordou em manter os R$ 350,00 e mais uma complementação dada à atleta pela entidade. "Dinheiro mesmo eu nunca vi. A gente ganhou mesmo em competições internacionais", explicou o judoca Denílson Lourenço, que disputou a categoria ligeiro em Pequim.

Apesar de fórmulas iguais, Reino Unido e Brasil tiveram destinos diferentes em Pequim. Enquanto os britânicos brilharam, os brasileiros, que sonham em receber os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, ficaram em 23º lugar. O país só teve o acréscimo de uma modalidade entre as suas premiadas nas Olimpíadas: o taekwondo, que destina R$ 2 mil à sua medalhista Natália Falavigna.

Olimpíadas marcam ascensão dos britânicos e decadência de Cuba

25/08/08 - 12h51 - Atualizado em 25/08/08 - 15h13
Olimpíadas marcam ascensão dos britânicos e decadência dos cubanos

Reino Unido ganha seis colocações em relação a Atenas-2004 e entra no G-4. Cuba despenca no quadro de medalhas e fica atrás do Brasil

GLOBOESPORTE.COM Pequim

O Reino Unido entrou no G-4. Subiu seis posições em relação a Atenas-2004 e terminou os Jogos de Pequim em quarto lugar. A quatro anos de receber as Olimpíadas, o país já se prepara para não decepcionar em casa, assim como fez a China. Pulou de 11 ouros (em 2004) para 19 e ficou perto da terceira colocada Rússia, que teve 23 ouros.

Em Atenas, os cubanos ficaram colados aos britânicos no quadro de medalhas. Desta vez, há um abismo entre eles. O país caribenho saiu de um nono lugar em 2004 e foi para 28º, atrás do Brasil (23º). Conquistou apenas dois ouros, contra 11 de Atenas - o número de pratas se manteve (11) e o de bronzes caiu de 11 para sete.

A queda de Cuba se deveu principalmente ao mau desempenho do boxe. Dono de quatro ouros em Arenas, ele saiu de Pequim sem um título olímpico sequer. O judô, que ganhou dois ouros há quatro anos, também passou em branco.

Salvaram Cuba de um vexame o atleta Dayron Robles - que, é bom lembrar, não teve a concorrência do lesionado Liu Xiang nos 110m com barreiras - e Mijain López, que manteve a tradição de ouro do país na luta greco-romana. Cuba esteve no lugar mais alto do pódio na modalidade pela quinta edição seguida.

Já a evolução do Reino Unido aconteceu graças sobretudo ao ciclismo (foto), que passou de dois para oito ouros. A vela também fez bonito, pulando de dois para quatro.