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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Ginástica: COI pede que Federação Internacional investigue idade das ginastas chinesas

Das agências internacionais
Em Pequim (CHN)

Parece que ainda não terminou a discussão sobre a idade das atletas da equipe chinesa de ginástica artística que disputaram os Jogos de Pequim. Nesta sexta-feira, o COI (Comitê Olímpico Internacional) informou que solicitará nova comprovação da idade das ginastas à FIG (Federação Internacional de Ginástica).

"Não se trata de uma investigação oficial", explicou a diretora de comunicação do COI, Giselle Davies. "Há algumas perguntas e um certo número de versões diferentes sobre esse tema". Davies ainda comentou que a Federação Chinesa de Ginástica se mostrou solícita em colaborar no caso.

Algumas semanas antes do início das Olimpíadas, o jornal norte-americano The New York Times lançou dúvidas de que He Kexin e Yuyuan Jiang não teriam idade mínima para disputar os Jogos, ou seja, 16 anos, limite estabelecido desde 1997 para competições deste nível.

À época, as autoridades chinesas desmentiram as acusações e a própria FIG minimizou o caso, alegando que o Comitê Chinês havia apresentado os passaportes das atletas, comprovando sua idade.

He Kexin e Yuyuan Jiang ajudaram a China a ficar com o título por equipes da ginástica artística em Pequim. Kexin ainda faturou o ouro nas barras assimétricas.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Ginástica: Mais um ouro para a China

O último ouro da ginástica artística, para variar, foi para os donos da casa. O chinês Kai Zou levou a melhor na barra fixa, com 16.200. O americano Jonathan Horton ficou com a prata, com 16.175, enquanto o alemão Fabian Hambuechen levou o bronze, com 15.875.

Longe do pódio, ficaram o italiano Igor Cassina (15.675), os japoneses Takuya Nakase (15.450) e Hiroyuki Tomita (15.225), o holandês Epke Zonderland (15.000) e o francês Yann Cucherat (14.825).

Ginástica: Shawn Johnson conquista o ouro na trave de equilíbrio

Na trave de equilíbrio, finalmente o ouro brilhou para Shawn Johnson. Depois de conquistar pratas por equipes, individual geral e solo, a americana conquistou a medalha dourada no último aparelho.

Johnson levou a melhor na trave com 16.225, contra 16.025 da compatriota Anastasia Liukin, que ficou com a prata. O bronze foi para a chinesa Fei Cheng.

A classificação final da prova, abaixo:

1- Shawn Johnson (Estados Unidos) - 16.225
2- Nastia Liukin (Estados Unidos) - 16.025
3- Fei Cheng (China) - 15.950
4- Anna Pavlova (Rússia) - 15.900
5- Gabriela Dragoi (Romênia) - 15.625
6- Shanshan Li (China) - 15.300
7- Ksenia Afanasyeva (Rússia) - 14.825
8- Koko Tsurumi (Japão) - 14.450

Ginástica: Li Xiaopeng leva o ouro nas barras paralelas

Nas barras paralelas, mais uma vez deu China. Li Xiaopeng, ouro em Sydney-2000 e bronze em Atenas-2004, garantiu o ouro em Pequim, com a nota 16.450. A prata ficou com o coreano Wonchul Yoo, enquanto o bronze foi para Anton Fokin, do Uzbequistão.

Classificação final da prova:

1- Li Xiaopeng (China) - 16.450
2- Wonchul Yoo (Coréia do Sul) - 16.250
3- Anton Fokin (Uzbequistão) - 16.200
4- Fabian Hambuechen (Alemanha) - 15.975
5- Mitja Petkovsek (Eslovênia) - 15.725
6- Xu Huang (China) - 15.700
7- Tae-Young Yang (Coréia do Sul) - 15.650
8- Nikolay Kryukov (Rússia) - 15.150

Ginástica: ouro para a Polônia no salto masculino

No salto masculino, a medalha de ouro foi decidida nos critérios de desempate. E graças a eles, o polonês Leszek Blanik (foto) ficou com o ouro, com a média 16.537. Com a prata, com a mesma nota, ficou o francês Thomas Bouhail. O bronze foi para o russo Anton Golotsutskov, com 16.475.

Classificação final da prova:

1- Leszek Blanik (Polônia) - 16.537
2- Thomas Bouhail (França) - 16.537
3- Anton Golotsutskov (Rússia) - 16.475
4- Marian Dragulescu (Romênia) - 16.225
5- Benoit Caranobe (França) - 14.062
6- Dmitry Kasperovich (Belarus) - 16.050
7- Flavius Koczi (Romênia) - 15.925
8- Isaac Botella (Espanha) - 15.737

Ginástica: China também fica com o ouro nas barras assimétricas

Nas barras assimétricas, deu China mais uma vez. Kexin He foi a melhor e levou o ouro, com a nota total 16.725. A americana Anastasia Liukin, que levou o ouro no individual geral, ficou com a prata, com os mesmos 16.725, mas a chinesa levou a melhor nos critérios de desempate. Completando o pódio, outra chinesa, Yilin Yang.

Classificação final da prova:

1- Kexin He (China) - 16.725
2- Anastasia Liukin (Estados Unidos) - 16.725
3- Yilin Yang (China) - 16.650
4- Beth Tweddle (Grã-Bretanha) - 16.625
5- Anastasiia Koval (Ucrânia) - 16.375
6- Ksenia Semenova (Rússia) - 16.325
7- Steliana Nistor (Romênia) - 15.575
8- Dariya Zgoba (Ucrânia) - 14.875

Ginástica: China faz dobradinha nas argolas

A ginástica artística encerrou suas atividades com mais finais entre ontem e hoje, em Pequim. Nas argolas, categoria exclusiva dos homens, deu dobradinha da China, com Yibing Chen, com 16.600, e Wei Wang, com 16.425 de nota. O ucraniano Oleksandr Vorobiov acabou levando o bronze, com 16.325.

Classificação final da prova:

1- Yibing Chen (China) - 16.600
2- Wei Wang (China) - 16.425
3- Oleksandr Vorobiov (Ucrânia) - 16.325
4- Andrea Coppolino (Itália) - 16.325
5- Danny Pinheiro Rodrigues (França) - 16.225
6- Matteo Morandi (Itália) - 16.200
7- Robert Stanescu (Romênia) - 15.825
8- Iordan Iovtchev (Bulgária) - 15.525

domingo, 17 de agosto de 2008

Ginástica: Jade termina em sétimo no salto

Principal nome da nova geração da ginástica artística do Brasil, Jade Barbosa, de 17 anos, deixou os Jogos Olímpicos de Pequim sem medalhas. Neste domingo, em sua terceira final na competição, a atleta terminou em sétimo lugar no salto.

Apontada como o principal nome feminino da modalidade no país, após as três medalhas conquistadas nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e o bronze do individual geral do Mundial de Stuttgart no ano passado, Jade não conseguiu subir ao pódio em Pequim.

Durante a semana, ela foi oitava colocada na disputa por equipes e décima no individual geral. No salto, voltou a mostrar erros em sua apresentação, não passando do sétimo lugar com a nota de 14,487 entre as oito participantes.

A medalha de ouro da prova foi para a norte-coreana estreante Un Jong Hong com a nota de 15,650. Ela passou a uzbeque naturalizada alemã Oksana Chusovitina, medalha de prata com 15,575 de nota. A favorita Fei Cheng, da China, caiu em uma de suas aterrissagens e foi bronze com 15,562.

Nas duas apresentações no salto, Jade teve uma queda imperfeita, quase encostando os joelhos no solo. Para o primeiro salto, foi dada a nota de 14,725. No segundo, a brasileira teve 14,250. Como comparação, no Pan, com a medalha de ouro, Jade teve 14,912 de pontos.

A atleta apresentou uma série de dificuldade menor do que a da final por equipes. "Eu sabia que não tinha chance de medalha por causa das notas das outras meninas. Se tivesse feito o salto de anteontem e tivesse caído, teria tirado uma nota menor", justificou.

Apesar de ter ficado fora do pódio, Jade aprovou o seu desempenho nas Olimpíadas. "Eu cheguei na final do salto, algo que nunca tinha acontecido antes, e a equipe foi bem", disse.

Após os Jogos de Pequim, Jade Barbosa vai assumir um novo papel na seleção brasileira. Com as aposentadorias de Daniele Hypólito e Daiane dos Santos, além da fase ruim de Laís Souza, caberá a ela a condição de tutora das novas apostas do país, como Ana Cláudia Silva, Ethiene Franco e Khiuani Dias.

O jeito tímido e a fama de 'chorona' marcam a trajetória de Jade Barbosa. Revelada pelo Flamengo, a atleta foi integrada à seleção brasileira de ginástica em 2006 e não precisou de muito tempo para se destacar. Após o sucesso no Pan, ficou conhecida nacionalmente.

Confira a classificação final do solo:

1 - Hong Su-Jong (COR) – 15.650
2 - Oksana Chusovitina (ALE) – 15.575
3 - Fei Cheng (CHN) – 15.562
4 - Alicia Sacramone (EUA) – 15.537
5 - Ariella Kaslin (SUI) – 15.050
6 - Carlotta Giovannini (ITA) – 14.550
7 - JADE BARBOSA (BRA) - 14.487
8 - Anna Pavlova (RUS) - 7.812

Fontes: UOL e Globoesporte.com

Ginástica: Diego Hypólito cai e termina em sexto no solo; China leva o ouro

17/08/2008 - 07h24
Diego Hypólito cai no final da apresentação e fica sem medalha

Lello Lopes
Em Pequim (China)

Uma queda na aterrissagem do último movimento tirou de Diego Hypólito a chance de ganhar uma medalha nos Jogos Olímpicos de Pequim. O brasileiro fazia uma apresentação quase perfeita no solo até perder o equilíbrio após o seu último salto e cair no chão.

O erro fez com que Diego Hypólito tirasse nota 15,200. Desolado, o brasileiro chorou bastante após a sua apresentação. "Eu não acredito que eu perdi, eu não acredito que eu perdi", repetiu insistentemente no banco ao lado do aparelho. Ele sequer olhou o restante da prova realizada neste domingo no Ginásio Nacional.

A medalha de ouro ficou com o chinês Kai Zou, que recebeu na final a nota 16,050. O espanhol Gervasio Deferr foi o vice-campeão, com 15,775. Já o russo Anton Golotsutskov faturou o bronze, com 15,725. Diego Hypólito foi apenas o sexto colocado. O romeno Marian Dragulescu, tido como o maior rival do brasileiro, também caiu e terminou em sétimo.

O fracasso de Diego se iguala ao de Daiane dos Santos nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004. Na ocasião, ela também era favorita ao ouro no solo, mas com dois passos para fora do tablado terminou a competição em quinto lugar.

Campeão mundial em 2005 e 2007, e vice em 2006, Diego chegou a Pequim como favorito ao título. E o brasileiro ampliou o favoritismo após tirar a maior nota na fase eliminatória.

Na final, Diego foi o terceiro a se apresentar. Ele competiu logo após o seu principal rival, o romeno Marian Dragulescu, tirar uma nota 14,850 por também ter caído.

A preparação de Diego para as Olimpíadas foi bastante prejudicada. Em março, o ginasta passou por uma artroscopia no joelho direito. Enquanto se recuperava, contraiu dengue, ficando quase dois meses sem poder treinar.

O tempo parado impediu que o atleta participasse dos outros exercícios da ginástica. Ele só competiu no salto, além do solo, mas abriu mão da participação após sua primeira tentativa. Diego dedicou-se apenas ao solo, mas o final feliz esperado pelo atleta não se concretizou neste domingo.

A ginástica artística entrou na vida de Diego Hypólito graças à irmã mais velha, Daniele. Quando criança, Diego acompanhava a irmã nos treinos. De tanto a garota insistir, ele resolveu testar a modalidade. E ficou completamente envolvido por ela.

Os resultados começaram a aparecer nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, com a conquista de duas medalhas de prata, uma por equipes e a outra no salto. No Mundial de 2005, em Melbourne, Diego deu um passo ainda maior, tornando-se campeão no solo. Isso depois de treinar por apenas um mês por causa de uma lesão.

Já alçado à condição de astro, ele brilhou nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro no ano passado. Ganhou duas medalhas de ouro, no solo e no salto, e uma de prata, por equipes. Depois, voltou a ser campeão mundial no solo, desta vez em Stuttgart.

No ano passado, Diego colocou o seu nome na história da ginástica ao criar um novo movimento, o 'Hypólito'. A medalha olímpica, entretanto, vai ter que esperar pelo menos mais quatro anos.

Ginástica: Diego Hypólito luta para fazer história nos Jogos

Indeciso sobre 'arma secreta', Hypolito luta para fazer história nas Olimpíadas

Daiane e Jade também buscam medalhas na despedida brasuca em Pequim

GLOBOESPORTE.COM Pequim

Ele ainda decidiu sobre a série que apresentará na final, mas tem uma certeza: entrará no tablado para tentar fazer história e conquistar a primeira medalha da ginástica brasileira em Jogos. De preferência, dourada. Após se classificar para a decisão do solo com a melhor nota, Diego Hypolito luta, neste domingo, às 7h (Brasília), para realizar seu maior sonho, subir ao pódio olímpico.

Quem acordar mais cedo para acompanhar o melhor ginasta do Brasil em ação mal terá tempo de se recuperar depois de sua participação no solo. Logo em seguida, às 7h45m, a gauchinha Daiane dos Santos tentará espantar o fantasma da Atenas com uma nova participação na final do mesmo aparelho. Antes de se despedir dos Jogos, a ginástica brasuca ainda terá Jade Barbosa, que briga por uma medalha no salto às 9h15m.

Apresentação de rival determinará série

Aliviado após conquistar a nota 15.950 na fase de classificação, Diego Hypolito teve uma semana para preparar corpo e mente para a final mais importante de sua vida. Segundo seu técnico, Renato Araújo, o ginasta está tranqüilo e procurou usar o tempo livre para se concentrar na Vila Olímpica. Uma dúvida, porém, deve durar até minutos antes de sua apresentação: usar ou não o Hypolito (duplo twist carpado com pirueta), movimento criado por ele, na final?

- Tem sempre aquela questão. Ou complica para ganhar, mas corre o risco de ficar sem medalha, ou faz uma série mais limpa e mais segura – explica Renato Araújo.

A resposta dependerá do desempenho de seu principal rival, Marian Dragulescu. O romeno, campeão mundial do aparelho em 2006 (o brasileiro venceu em 2005 e 2007), será o segundo a se apresentar. Diego, que não usou o Hypolito na classificação e competirá em seguida, avaliará o adversário e só então decidirá sobre sua série.

De volta à final, Daiane espera surpreender

Para Daiane dos Santos, voltar a disputar uma final olímpica no solo será a chance de "escrever uma nova história", como ela mesma diz. Favorita ao ouro nos Jogos de Atenas, a ginasta acabou com o quinto lugar. A gaúcha também foi a quinta melhor da classificação, mas tem motivos de sobra para sonhar com o pódio. Na competição por equipes, diante de suas principais rivais, conquistou a terceira melhor nota do aparelho.

Jade Barbosa, por sua vez, está nas Olimpíadas pela primeira vez, mas já disputa a sua terceira final. Depois de competir por equipes e no individual geral, a carioca brigará por uma medalha no salto. Na decisão de sexta-feira, ela caiu em sua passagem pelo aparelho, mas, com uma nota de partida altíssima em sua série, conquistou uma boa pontuação. Se acertar desta vez, voltará a viver fortes emoções, pois será uma das candidatas ao pódio.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ginástica: Nastia Liukin e Shawn Johnson fazem dobradinha para os EUA no individual geral

A ginasta americana Anastasia Liukin (centro) conquistou nesta sexta a medalha de ouro do individual geral feminino nas Olimpíadas de Pequim. A prata ficou com a também americana Shawn Johnson, conhecida dos brasileiros pelo ouro no Pan do Rio, em 2007, e o bronze com a chinesa Yang Yilin.

As brasileiras Jade Barbosa e Ana Cláudia Silva ficaram, respectivamente, em décimo e 22º lugar. A posição de Jade foi a melhor de uma brasileira na competição, superando o 12º de Danielle Hypólito em Atenas-2004.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Chinês conquista medlha de ouro no individual geral da ginástica

Dois dias após ajudar a China conquistar o ouro na competição por equipes, Yang Wei ganhou, nesta quita-feira, a medalha de ouro no individual geral da ginástica artística.

Com o resultado, o atleta comprova o domínio chinês na modalidade nos Jogos de Pequim até o momento, visto que o país-sede da competição já havia sido campeão por equipes tanto no masculino, quanto no feminino.

Prata em Sidney 2000 e sétimo em Atenas 2004 no individual geral, Yang Wei, 28 anos, dominou desde as eliminatórias até a final da disputa e, com 94.575 pontos no total (15.250 pontos no solo, 15.275 no cavalo com alças, 16.625 nas argolas, 16.550 no salto, 16.100 na barra paralela e 14.775 na barra horizontal) garantiu o ouro.

O japonês Kohei Uchimura, com 91.975 pontos, conquistou a medalha de prata, enquanto o francês Benoit Caranobe, com 91.925 pontos, ficou com o bronze.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

China conquista ouro inédito por equipes na ginástica; Brasil fica em oitavo

Allen Chahad/Julio Gomes Filho Direto de Pequim

A China (188,900) ficou com a inédita medalha de ouro na final por equipes da ginástica artística, nesta quarta-feira, na Olimpíada de Pequim. As donas da casa deixaram as norte-americanas (186,525) com a prata, enquanto as romenas (181,525) completaram o pódio com o bronze. As atletas brasileiras (174,875) pioraram a maioria de seus desempenhos da classificação e ficaram na oitava e última colocação.

Lotado, o National Indoor Satadium viu uma final histórica. Na apresentação do último aparelho que decidiu a medalha de ouro (o solo), chinesas e norte-americanas fizeram um duelo emocionante, que levou à loucura os torcedores locais. A "vilã" da equipe dos EUA foi Alicia Sacramone, que sofreu quedas durante suas apresentações na trave e no solo.

Já a Romênia surpreendeu ao ficar com a medalha de bronze. Apesar de ter ficado com o ouro nos Jogos de Atenas-2004, o país competiu em Pequim com uma equipe completamente renovada. Mesmo sem tanta experiência internacional, as romenas conseguiram superar as russas, que precisaram se contentar com a quarta colocação.

Apesar de ter se classificado pela primeira vez na história dos Jogos para uma decisão por equipes, ficou um "gostinho amargo" para o time brasileiro - formado por Jade Barbosa, Daiane dos Santos, Daniele Hypólito, Laís de Souza, Ethiene Franco e Ana Cláudia. Além de ter avançado para a final com um sétimo lugar, o País havia sido quinto colocado na disputa do último Mundial da modalidade.

A baixa pontuação se deve em parte por um erro da ginasta brasileira Ana Cláudia, que custou 1,2 ponto à equipe.

Ela deixou de fazer um movimento e por isso teve a pontuação menor. Com dois pontos a mais, a equipe brasileira poderia ter chegado ao quinto lugar.

"Estamos muito contentes com a nossa participação. Foi só uma pena a Ana ter errado a pirueta", disse Eliane Martins, chefe da delegação brasileira de ginástica.

Na decisão por equipes, oito países competem com três apresentações em cada aparelho - solo, salto sobre o cavalo, barras assimétricas e trave. Daniele melhorou sua performance nas barras assimétricas e na trave. Jade conseguiu superar seu desempenho da classificação apenas na trave, enquanto Daiane repetiu exatamente a mesma pontuação no solo.

Na sexta-feira (horário de Brasília), Jade disputará a final do individual geral. Já no domingo, os brasileiros estarão em outras três disputas de medalhas: Jade no salto feminino, Daiane no solo feminino e Diego Hypólito no solo masculino.

Confira a classificação final por equipes:

China - 188,900
EUA - 186,525
Romênia - 181,525
Rússia - 180,625
Japão - 176,700
Austrália - 176,525
França - 175,275
Brasil - 174,875

Confira as notas das brasileiras por aparelho:

Solo
Ana Cláudia - 13,375
Jade Barbosa - 14,325
Daiane dos Santos - 15,275
Total - 42,975

Salto sobre o cavalo
Laís Souza - 14,600
Daiane dos Santos - 14,675
Jade Barbosa - 15,025
Total - 44,300

Barras assimétricas
Daniele Hypólito - 14,625
Laís de Souza - 14,350
Jade Barbosa - 14,725
Total - 43,700

Trave
Ethiene Franco - 13,675
Jade Barbosa - 15,300
Daniele Hypólito - 14,925
Total - 43,900

(Terra)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

China conquista o ouro na ginástica masculina por equipes

12/08/2008 - 01h46
Com atuação quase impecável, equipe chinesa leva ouro na ginástica masculina

Do UOL Esporte Em São Paulo

Fora do pódio em Atenas-2004, a China retomou nesta terça-feira o ouro conquistado em Sydney-2000 na disputa por equipes da ginástica artística masculina. Líder em cinco dos seis aparelhos, o grupo anfitrião sagrou-se campeão dos Jogos de Pequim com a pontuação total de 286,125 pontos, deixando para trás Japão (278,875) e Estados Unidos (275,850), medalhistas de prata e bronze, respectivamente.

Os chineses iniciaram sua rotina justamente no aparelho que lhes rendeu menor nota, o solo, onde obtiveram apenas a sexta média mais alta: 45,925. A partir daí, porém, a equipe iniciou uma performance impecável nos aparelhos seguintes, com a melhor pontuação em todos eles: 46,025 no cavalo, 48,875 nas argolas, 49,325 no salto, 49,025 nas paralelas e 46,950 na barra fixa.

Se o domínio chinês só cresceu ao longo da disputa, a briga pelas outras medalhas foi bastante acirrada, com Japão e Estados Unidos revezando-se na segunda colocação e Romênia tentando beliscar a medalha de bronze. Na rotação final, porém, os japoneses ultrapassaram os norte-americanos e garantiram a prata.

Vice-campeões há quatro anos, os Estados Unidos conquistam um bronze que chegou a ser colocado em dúvida devido à jovialidade da equipe ianque. O grupo iniciou sua campanha em Pequim sem seus dois principais astros, os irmãos Paul e Morgan Hamm, que foram cortados do time em decorrência de lesões. Atual campeão do individual geral, Paul Hamm era a grande esperança de medalha dos norte-americanos.

Vale lembrar que o Brasil não classificou seu time para a disputa por equipes. Diego Hypólito, classificado para a decisão do solo, é o único brasileiro nos Jogos.

A final feminina por equipes começa às 23h30 (horário de Brasília) desta terça-feira. O Brasil estará na disputa com Ethiene Franco, Daiane dos Santos, Daniele Hypólito, Ana Cláudia Silva, Jade Barbosa e Laís Souza. China e Estados Unidos são as favoritas ao ouro, com Romênia e Rússia também na briga.

domingo, 10 de agosto de 2008

Ginástica brasileira faz história e chega à final por equipes

Brasil consegue feito inédito e garante vaga na final por equipes em Pequim

Jade vai às decisões no salto e no individual geral. Daiane brilha no solo

GLOBOESPORTE.COM Pequim

Independentemente de medalhas, a seleção feminina de ginástica artística pode se orgulhar de fazer história em Pequim. Pela primeira fez, o time se classificou para a final por equipes. A estreante Jade Barbosa fez bonito e se garantiu em duas decisões: individual geral e salto. Ana Cláudia Silva também vai brigar por uma medalha na disputa com todos os aparelhos. Daiane dos Santos, por sua vez, terá a chance de exorcizar o fantasma de Atenas/2004 com uma nova participação na final do solo.

A final por equipes será realizada na próxima terça-feira, às 23h15m (horário de Brasília). Na sexta-feira, Jade e Ana Cláudia disputam o individual geral. A carioca e Daiane dos Santos competem no salto e no solo, respectivamente, no próximo domingo, assim como Diego Hypolito, classificado para a decisão no solo.

O time formado por Ana Cláudia Silva, Daiane dos Santos, Daniele Hypolito, Ethiene Franco, Jade Barbosa e Laís Souza somou 233.800 pontos e ficou no sétimo lugar entre as oito classificados. Daiane surpreendeu e foi a quinta melhor do dia no solo. Jade, por sua vez, foi a sétima no salto e 12ª colocada na disputa individual geral. Ana Cláudia ficou na 28ª colocação, mas entrou entre as 24 classificadas graças ao critério que não permite a participação de mais de duas ginastas de um mesmo país nas finais.

Ao som de "Brasileirinho", Daiane arranca aplausos da torcida

A seleção brasileira começou sua participação na fase classificatória pelo solo. Após sofrer para com as lesões em 2007, Daiane dos Santos mostrou que ainda continua a reinar no aparelho. De volta à música que a consagrou, "Brasileirinho", a gaúcha arrancou aplausos da platéia com sua impulsão e conseguiu a nota 15.275, garantindo seu lugar na final do aparelho pela segunda vez consecutiva nos Jogos (em 2004, favorita ao ouro, a ginasta decepcionou ao ficar em quinto lugar).

Jade, que também buscava uma vaga na decisão, não mostrou o temido nervosismo em sua estréia nas Olimpíadas, mas pecou na execução de sua série e não conseguiu se classificar com a nota 14.900. Ainda assim, somou pontos importantes para a equipe, assim como Ana Cláudia Silva e Ethiene Franco.

No salto, o time verde-amarelo conseguiu seu melhor desempenho. O destaque foi Jade Barbosa, que pisou fora da linha em seu primeiro salto, mas conseguiu a nota 15.100 (que contou para a equipe). Na segunda apresentação, ginasta somou 15.000 pontos. Com a média entre os dois, 15.050, garantiu o sétimo lugar do dia e se classificou para a final.

Susto e suspense até o final

Em seguida, a equipe partiu para as barras paralelas, onde levou um susto: Ana Cláudia Silva, que lutava por uma vaga na decisão individual geral, machucou as mãos e não conseguiu terminar sua série, caindo na hora da aterrissagem. Mesmo assim, a ginasta conseguiu somar 14.550 pontos. A nota mais alta do aparelho foi de Jade, 14.800.

Em quinto lugar, a equipe só precisava de um desempenho mediano na trave. No entanto, o suspense durou até os últimos minutos. Segunda a se apresentar, Laís caiu quando se preparava para encerrar sua série. Especialista no aparelho, Daniele Hypolito mostrou boa série, mas caiu ao tentar uma pirueta. A atleta de 23 anos, que provavelmente se despedirá dos Jogos após Pequim, não conteve as lágrimas por suas falhas. Jade também chorou, pela primeira vez na estréia, após cair logo em sua entrada no aparelho. Com uma boa seqüência, ainda conseguiu a nota 14.700.

As quedas aumentaram as expectativas sobre a classificação final do time. O suspense, no entanto, durou apenas alguns minutos. Com o sétimo lugar geral e a vaga garantida na final olímpica, elas voltam a competir na terça-feira para continuar fazendo história em Pequim.

Ginástica: Rússia põe três ginastas entre as seis melhores

10/08/2008 - 08h12
Rússia põe 3 ginastas entre as 6 melhores; China e EUA ainda lideram
Do UOL Esporte
Em São Paulo

Com os favoritos Estados Unidos e China tendo disputado as duas primeiras baterias, a terceira sessão das eliminatórias de ginástica artística feminina teve destaque pela boa atuação das ginastas russas. Além de colocar sua equipe no terceiro lugar provisório, a Rússia ainda deixou três de suas atletas entre as seis primeiras colocadas do individual geral.

Depois de uma apresentação quase impecável nas barras assimétricas, onde obteve a segunda melhor nota da fase classificatória, Ksenia Semenova, dona de duas medalhas de ouro no último Europeu, assegurou a quarta maior nota das baterias preliminares: 61,475 pontos. Logo em seguida ficaram suas compatriotas Anna Pavlova (60,900) e Ksenia Afanasyeva (60,800), na quinta e na sexta colocação, respectivamente.

A boa atuação da equipe russa derrubou o grupo romeno para o quarto lugar. Austrália e Alemanha, que também se apresentaram na terceira bateria, ocupam provisoriamente os respectivos quinto e sétimo lugares. O Japão está em sexto e a Itália, em oitavo. O Brasil, que buscará uma vaga inédita na final, se apresentará na quarta e última sessão, a partir das 9h deste domingo.

Ginástica: EUA desbancam chinesas

10/08/2008 - 05h20
Shawn Johnson e Anastasia Liukin desbancam ginastas chinesas
Do UOL Esporte
Em São Paulo

Após uma primeira bateria forte, com China e Romênia, a segunda sessão das eliminatórias de ginástica artística feminina foi totalmente protagonizada pelo combinado dos Estados Unidos. Embora não tenham conseguido tirar as chinesas da primeira colocação por equipes, as norte-americanas tomaram as duas primeiras colocações do individual geral que, após a primeira bateria, pertenciam às locais Yilin Yang e Yuyuan Jiang.

Como já se esperava, Shawn Johnson foi quem mais brilhou. Detentora de três medalhas de ouro no último Mundial, a jovem ginasta de 16 anos e 1,45 m somou a maior pontuação até o momento, 62,725 pontos, e garantiu, provisoriamente, vaga nas finais dos quatro aparelhos. Johnson foi a segunda melhor no salto, e a terceira no solo e na trave, sinal de que travará uma disputa acirrada com a chinesa Fei Cheng nas decisões. A norte-americana ainda ficou em sétimo lugar nas barras assimétricas.

A segunda colocação do individual geral também foi parar nas mãos de uma ginasta dos Estados Unidos, Anastasia Liukin, que somou 62,375 pontos. A atleta ainda conseguiu o segundo lugar após grande apresentação na trave, prova da qual é bicampeã mundial, e a quarta posição no solo. Liukin também obteve o terceiro lugar nas barras assimétricas, mesmo tendo caído em sua aterrissagem.

Do grupo dos Estados Unidos, a frustração ficou por conta da ex-campeã mundial Chellsie Memmel, que conseguiu apenas o oitavo lugar nas barras paralelas e dificilmente conseguirá classificação para a final do aparelho. Uma semana antes de estrear nos Jogos, a norte-americana sofreu uma torção no tornozelo que dificultou sua série de treinamentos. Para as Olimpíadas, ela optou por desistir das outras provas apenas para dedicar-se às barras, seu melhor aparelho, mas o esforço pode não ter resultado.

Já a grande decepção da segunda bateria foi a italiana Vanessa Ferrari. Campeã do individual geral no Mundial de 2006 e medalhista de bronze na edição do ano passado, a européia ficou bem abaixo das expectativas. Sem conseguir vaga em nenhuma final por aparelho, Ferrari, que até a segunda sessão é a 12ª colocada, também pode ficar fora da decisão do individual geral.

A terceira bateria começa às 6h, com destaque para as atletas da Rússia e para a alemã Oksana Chusovitina, especialista em saltos. A equipe brasileira estréia apenas às 9h, na quarta e última sessão.

sábado, 9 de agosto de 2008

Ginástica: Diego Hypólito na final do solo

Matéria do UOL:

09/08/2008 - 07h06
Diego Hypólito faz grande apresentação e fica perto da final do solo
Lello Lopes
Em Pequim (China)

Diego Hypólito
está muito perto de se tornar o primeiro ginasta brasileiro a disputar uma final por aparelhos nos Jogos Olímpicos. Neste sábado, o atleta confirmou o seu favoritismo e tirou a nota 15,950 no solo em Pequim. Só uma tragédia tira o atleta da briga por medalhas.

Após a segunda bateria de exercícios, Diego ocupa a primeira colocação no aparelho. Ele aguarda os resultados dos outros 29 atletas que disputam a última bateria, marcada para esta noite (manhã no Brasil) em Pequim. Os oito primeiros colocados se classificam para a decisão, no domingo da semana que vem.

Bicampeão mundial no solo, Diego Hypólito entrou no Ginásio Nacional, em Pequim, vestindo o short de ginástica e o blusão da equipe brasileira. Como é de praxe, ele se benzeu assim que pisou no tablado.

Diego então esperou a sua vez de competir. O brasileiro cumpriu o que havia anunciado no meio da semana e estreou na Olimpíada na prova do salto. O aparelho foi usado como pára-raio, para que Diego já sentisse o clima da competição. O brasileiro recebeu a nota 16,100 em seu primeiro salto, e desistiu do segundo, poupando-se para a prova do solo.

No meio da semana, o técnico de Diego Hypólito, Renato Araújo, previa que uma apresentação com nota por volta de 15,800 garantiria a vaga na final. E o atleta já entrou no solo sabendo que nem precisava atingir esse índice. Quando iniciou a sua apresentação, o líder da disputa era o espanhol Gervasio Deferr, com 15,825. Os outros ginastas tinham notas mais baixas.

Dois dos principais rivais de Hypólito não foram bem. O atual campeão olímpico, o canadense Kyle Shewfelt, tirou apenas 15,525 e deve ficar de fora da final. Já o também canadense Brandon O'Neill, que foi vice-campeão mundial em 2005, sentiu uma lesão no tornozelo e abandonou a prova.

Diego foi o penúltimo ginasta a entrar no solo na segunda bateria eliminatória. Com o ginásio lotado de torcedores que apoiavam os chineses, ele fez uma apresentação com poucos erros.

Os jurados gostaram do desempenho do atleta, que saiu do solo comemorando bastante. Ele foi abraçado com força pelo seu técnico e recebeu os cumprimentos dos outros ginastas.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Ginástica brasileira pode triunfar em meio a potências

Matéria do UOL:

Nunca a ginástica artística brasileira chegou tão forte a uma competição olímpica como nestes Jogos de Pequim que começam, para a modalidade, na madrugada deste sábado. Em Atenas-2004, Daiane dos Santos conseguiu uma final no solo quando era, aos olhos da torcida brasileira, franca favorita ao ouro, embora, no cenário mundial, a qualidade de suas rivais, como a campeã Catalina Ponor, fosse bastante conhecida.

Neste ano, porém, a situação é diferente. A delegação não começa sua trajetória fundamentada apenas na performance de um atleta. Na China, a equipe feminina brasileira pode conseguir um feito histórico, assim como Jade Barbosa e Diego Hypólito.

O favoritismo do ginasta é o maior de todos, embora ele seja o único representante masculino do Brasil na modalidade em Pequim. Bicampeão mundial do solo e líder do ranking no aparelho com sobras, Diego conquistou respeito no exterior, conseguiu dar nome a um dos novos movimentos da ginástica e hoje sua série é a mais temida.

O atleta, natural de Santo André, partiu do Brasil dizendo que estava viajando para ser campeão olímpico. Para que isso não aconteça, o romeno Marian Dragulescu, que volta de contusão e está há quase um ano afastado das competições internacionais, teria que fazer como no Mundial de 2006, quando arrebatou o ouro no solo. Ao lado do romeno, apenas o canadense Brandon O'Neil e o chinês Kai Zou podem fazer frente ao brasileiro. O grego Elefhterios Kosmidis, o alemão Fabian Hambuechen, o espanhol Gervasio Deferr e o canadense Kyle Shewfelt, que também está retornando de séria contusão mas é o atual campeão olímpico da prova, correm por fora.

Na prova masculina por equipes, para a qual o Brasil não está classificado, Estados Unidos, Japão, Romênia e Rússia devem travar a batalha de sempre, embora os norte-americanos não possam contar com seu principal ginasta, Paul Hamm, atual campeão olímpico do individual geral que não se recuperou de uma lesão no braço a tempo de disputar os Jogos.

No feminino, a disputa entre grupos deve ser ainda mais forte, porém com menos candidatos reais a medalhas. Dificilmente o pódio terá alguma seleção intrusa que não seja Estados Unidos, China e Romênia. As européias, bicampeãs olímpicas nas duas últimas edições dos Jogos, ainda sofrem com a transição vivida na equipe após a saída de expoentes como Catalina Ponor. Neste ano, o bronze deve cair bem ao time.

A China, por sua vez, apresenta o resultado do trabalho intenso realizado no país nos últimos anos visando às Olimpíadas de Pequim. Impulsionadas pela torcida, as chinesas bem que podem abocanhar seu primeiro ouro olímpico por equipes. Para isso, porém, terão que derrubar o favoritismo norte-americano. Das seis atletas do grupo, quatro já foram campeãs mundiais (no individual ou por aparelhos), entre elas Shawn Johnson, que obteve três ouros no último Mundial, quatro no Pan do Rio e deve ser o grande nome da ginástica feminina nos Jogos.

As concorrentes diretas de Johnson pelo estrelato serão a chinesa Fei Cheng, as romenas Steliana Nistor e Sandra Izbasa, e a italiana Vanessa Ferrari. Corre por fora justamente a brasileira de mais destaque da equipe nacional, Jade Barbosa (esq.), que tem a seu favor o inédito bronze de uma brasileira no Mundial do ano passado.

Com grandes chances de chegar à final do individual geral, a carioca também deve fazer bonito no salto, seu aparelho mais forte, e no solo. No primeiro aparelho, terá a difícil missão de superar Cheng, bicampeã mundial da prova, e a alemã naturalizada Oksana Chusovitina, principal destaque do aparelho nos últimos meses. Já no solo, Jade terá como maiores concorrentes a própria Fei Cheng e as favoritas Johnson e Izbasa. Daiane dos Santos, que não chega com a mesma força de quatro anos atrás, pode repetir a final de Atenas, mas tem chances remotas de medalhas.

As outras quatro brasileiras da seleção devem se limitar a fazer um bom papel para somar pontos para a equipe. Ana Claudia Santos, segunda mais nova do grupo, será a única, ao lado de Jade, a disputar os quatro aparelhos. Se fizer uma boa performance, cravará seu nome como promessa da ginástica do país para os próximos anos.

Laís Souza, que viveu situação exatamente semelhante à de Ana Cláudia há quatro anos, chega a Pequim como uma aposta que não se concretizou. Enquanto isso, Daniele Hypólito (esq.)parte para sua última Olimpíada como coadjuvante, depois de fazer história nas duas edições anteriores com o 20º e o 12º lugar no individual geral de Sydney e Atenas, respectivamente. Ethiene Franco é o sexto elemento do grupo.

Juntas, as seis brasileiras têm tudo para deixar seu nome na história do esporte brasileiro. Para isso, precisam apenas levar a equipe ao que seria uma final inédita e melhorar a nona colocação obtida na Grécia, em 2004. Com suas forças somadas, as garotas têm boas chances de brigar pela quinta colocação ou, quem sabe até, pelo quarto lugar. Uma medalha de bronze, quase impossível, teria sabor de ouro.