Eis um camarada que vai trabalhar bastante nos próximos meses...
19.07.2004 - 15:41
Confirmado - Bryan Singer assina contrato para dirigir a nova aventura do ''Superman''
Da Redação
Cineasta por trás dos dois ''X-Men'' afirma que vai ser fiel ao universo criado pelo diretor Richard Donner para os filmes estrelados por Christopher Reeve
A sigla que dirigiu ''As Panteras'', McG está fora do novo ''Superman''. Em seu lugar entra oficialmente Bryan Singer que vai trocar o os mutantes da Marvel pelo ''escoteiro azulado'' da DC.
Singer vai começar a escrever o argumento das novas aventuras do Homem de Aço com os roteiristas Michael Dougherty e Dan Harris que trabalharam com ele em ''X-Men 2''. O roteiro anteriormente aprovado, de J.J. Abrams, não será aproveitado, portanto.
?Meu interesse em Superman vem de longos anos. Na verdade, foi o clássico filme de Richard Donner que serviu como minha inspiração para modelar o universo de ''X-Men'' para a tela'', revela Singer para alívio geral dos aprecidadores do gênero que estavam até então duvidando do novo filme.
Não será surpresa, portanto, se o roteiro do próximo longa metragem dar prosseguimento aos eventos narrados a partir de ''Superman - O Filme '', dirigido por Donner e estrelado por Christopher Reeve em 1978.
O orçamento do estúdio Warner Bros. deve estar na casa dos US$ 200 milhões. As filmagens serão realizadas na Austrália e a estréia já está marcada para 2006.
O diretor McG disse que desistiu de rodar ''Superman'' porque não entrou em acordo com executivos do estúdio Warner Bros. sobre a direção que o personagem tomaria no filme e sobre as locações escolhidas.
"Eu estava interessado em contar a história de sua gênese, mas o estúdio quer alguma coisa um pouco diferente", disse ele em uma entrevista para promover o novo seriado de TV do qual é produtor, ''The Mountain'', da emissora de TV americana WB. Segundo ele, a separação foi "amigável".
(E-Pipoca)
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Considerando que devemos ter um X-Men 3 em breve... haja trabalho pro diretor.
segunda-feira, 19 de julho de 2004
Mudando de assunto...
Um camarada da Folha de SP diz que o novo disco do Cure é o primeiro decente desde Wish, de 1992. Nem vou ler o resto do texto porque considero Wild Mood Swings (96) e, principalmente, Bloodflowers (2000) ótimos discos...
E falando no disco do Cure, o preço sugerido pela gravadora às lojas é de 40 reais. Os caras beberam? Andaram fumando uns e outros? Eu hein...
Um camarada da Folha de SP diz que o novo disco do Cure é o primeiro decente desde Wish, de 1992. Nem vou ler o resto do texto porque considero Wild Mood Swings (96) e, principalmente, Bloodflowers (2000) ótimos discos...
E falando no disco do Cure, o preço sugerido pela gravadora às lojas é de 40 reais. Os caras beberam? Andaram fumando uns e outros? Eu hein...
Bíblia instantânea pra qualquer ser humano interessado em música, o All-Music Guide mudou totalmente de cara... o site está mais bonito, mas bem menos prático. Vai demorar um pouco pra eu me acostumar...
Dia de trabalho tranqüilo.
Na rádio, estava fazendo hoje um roteiro sobre ginástica laboral. No site, vai entrar no ar com figuras ilustrando os movimentos enquanto o texto falado rola nas caixas de som. Bacana.
E na assessoria, por enquanto quase nada pra fazer. Amanhã é que a coisa está prometendo vir forte.
Na rádio, estava fazendo hoje um roteiro sobre ginástica laboral. No site, vai entrar no ar com figuras ilustrando os movimentos enquanto o texto falado rola nas caixas de som. Bacana.
E na assessoria, por enquanto quase nada pra fazer. Amanhã é que a coisa está prometendo vir forte.
Music Non Stop, Techno Pop...
18/07/2004 - 07h47
Ralf Hütter, fundador do Kraftwerk, diz como será o show que fará no Brasil
THIAGO NEY
da Folha de S.Paulo
No começo era o Kraftwerk.
É humanamente impossível dissociar de qualquer coisa produzida eletronicamente nos últimos 30 anos a influência desses alemães, que injetaram na música o conceito "homem-máquina".
Beatles e Elvis à parte, nenhum artista ou banda foi tão decisivamente importante para a evolução do mundo pop quanto o Kraftwerk. Com a diferença de que este último permanece quase como um enigma.
Criado em 1970 por Ralf Hütter e Florian Schneider, o grupo alterou parâmetros ao utilizar sintetizadores e computadores no processo de criação de música. Entre 74 e 81, produziu uma seqüência de cinco álbuns ("Autobahn", 74; "Radio-Activity", 75; "Trans-Europe Express", 77; "The Man Machine", 78; "Computer World", 81) soberbos; dificilmente encontra-se paralelo na história do pop.
Ainda assim, não é muito o que se sabe sobre o hoje quarteto. Vêm de Düsseldorf, onde construíram o estúdio KlingKlang. E são, Hütter e Schneider, fanáticos por ciclismo.
Raramente o Kraftwerk dá entrevistas ou posa para fotos. No ano passado, o jornal britânico "The Guardian" enviou repórter à cidade alemã para desvendar os segredos do Kraftwerk. O jornalista passou dias no local, entrevistou moradores, donos de lojas de disco e de artigos para bicicletas e... nada. Não conseguiu nem achar o KlingKlang.
Em 2003, após hiato de 17 anos, lançaram "Tour de France Soundtracks", disco-homenagem à competição ciclística francesa. Pois o Kraftwerk está de volta. De volta ao Brasil, onde realizou show histórico em 1998. Em 7 de novembro, o grupo toca no Tim Festival, em São Paulo. No dia seguinte, se apresenta em Brasília. E, na última quinta, Ralf Hütter conversou com a Folha, por telefone, de Düsseldorf.
Folha - Há sempre uma expectativa em torno do Kraftwerk. O que vocês estão fazendo?
Ralf Hütter - Estamos finalizando a remasterização do catálogo do Kraftwerk. E há três ou quatro semanas voltamos de uma turnê. O último show foi em Moscou.
Folha - Há planos para novo CD?
Hütter - Claro. Mas primeiro vamos terminar essas remasterizações, finalizar a arte, estamos escolhendo fotos antigas. Acho que o resultado será muito bom. Depois trabalharemos em faixas novas. Já testamos algumas. Estamos experimentando.
Folha - Vocês tocaram no Brasil em 98. Como será o show de 2004?
Hütter - Foi uma experiência incrível em 98. Nós do Kraftwerk viemos de outro ambiente, mais industrial. A reação das pessoas foi fantástica. O próximo show sede "Tour de France", músicas que não costumamos tocar, teremos novos equipamentos, laptops, elementos gráficos.
Folha - Você iniciaram o Kraftwerk no final dos anos 60...
Hütter - Em 1968. Eu e Florian montamos um grupo chamado Organisation. Em 1970, montamos o estúdio KlingKlang e formamos o Kraftwerk.
Folha - Vocês praticamente iniciaram a música eletrônica como a conhecemos. Como você vê hoje esse tipo de música? Tem orgulho do que ajudou a criar?
Hütter - Sim, claro, vemos a reação das pessoas pelo mundo. Na última turnê tocamos nos EUA, Canadá, Rússia, Eslovênia, Hungria, países que nunca tínhamos visitado. Para nós isso é fantástico, a linguagem eletrônica é universal, essa sempre foi a nossa missão. A música de hoje deve ser feita com as ferramentas de hoje. É a realidade de hoje, vimos isso na tour pelo Japão e seis anos atrás no Brasil. Vocês têm uma música acústica muito variada, mas mesmo assim a reação ao Kraftwerk foi muito forte.
Folha - Por que a música do Kraftwerk, após 20, 30 anos ainda é considerada atual?
Hütter - Acho que por causa das composições... Nós fazemos como que uma música-filme e incrementamos com outra energia. Por exemplo, "Autobahn" ou "Trans-Europe Express" são como conceitos, não é apenas música nota por nota; faz parte de um contexto sociológico...
Folha - Sobre os artistas e produtores de hoje, você gosta?
Hütter - Sim. Temos relações com o pessoal do electro, gente de Tóquio ou Detroit. Nos levam para clubes, às vezes até dançamos com nossos passos de robô...
Folha - O Kraftwerk é influência enorme para artistas de hoje...
Hütter - Pelo mundo dos sons. De carros a trens a computadores, sons humanos, como batidas de coração, respiração, por várias linguagens. Gravamos em alemão, em inglês, há letras em latim. Trabalhamos na verdade com diferentes linguagens.
Folha - Você é conhecido pela paixão por ciclismo. Como relaciona o ciclismo com o conceito "homem-máquina" que vocês defendiam nos anos 70?
Hütter - [O ciclismo] é uma representação do homem e da máquina em harmonia. Guiando a bicicleta você deve utilizar o corpo, a inteligência, a técnica. É o mesmo com a música. Você fica em harmonia com seu corpo. Para nós é como um treino perfeito quando não estamos no estúdio.
Folha - É verdade que "Autobahn" é uma resposta a "Fun Fun Fun", dos Beach Boys [pela mútua procura do perfeccionismo, o Kraftwerk já foi chamado de Beach Boys de Düsseldorf]?
Hütter - Não exatamente. A idéia daquela música veio quando, no início do Kraftwerk, nós percorríamos muito uma autobahn [auto-estrada] pela Alemanha, de universidade a galerias de arte, de cidade a cidade, e, depois dos shows, voltávamos a Düsseldorf, pois não tínhamos dinheiro para dormir em hotéis. Viajávamos no meu Volkswagen e pensávamos: "Algum dia alguém vai tocar nossa música num rádio de carro".
Daí que veio o conceito [verso da canção] "Fahr'n fahr'n fahr'n auf der Autobahn" [dirigindo, dirigindo, dirigindo pela superestrada; sonoramente, em inglês, é como "fun fun fun on the Autobahn"]. Naquela canção, os sintetizadores são como imitações do motor de um carro, criando sons como os de um carro. É uma fantasia tecno.
Folha - Muita gente considera o Kraftwerk uma lenda da música, dizem que vocês são mais influentes do que os Beatles. Você tem idéia desse culto em torno do Kraftwerk?
Hütter - Sempre pensamos em compor música para o futuro. Sempre nos concentramos muito em nosso trabalho no KlingKlang. Para nós isso é fantástico, pois, como disse antes, no começo tocávamos em espaços pequenos e hoje viajamos o mundo com todo o nosso equipamento e vemos a reação das pessoas.
Folha - O KlingKlang é como uma casa para vocês...
Hütter - É o nosso "laboratório eletrônico".
Folha - E nesse laboratório eletrônico vocês se afastam completamente do mundo: não têm telefone, fax, recepcionista, não recebem correspondências... Por que vocês preferem manter o mundo afastado do KlingKlang?
Hütter - Porque é o nosso laboratório. Nós fechamos as portas, o ambiente fica quieto e aí podemos nos concentrar apenas na música, no projeto Kraftwerk. Hoje existe um problema sério: todos têm celulares, ninguém consegue se concentrar. Então vamos ao estúdio, fechamos as portas e, por algumas horas, mergulhamos fundo na música. Acho que isso é o mais importante no Kraftwerk.
--------------------------------------
Murphy é um cara filho de uma quenga mesmo. Porra, eu vou pra São Paulo no final de outubro e uma semana depois o Kraftwerk dá as caras na cidade? Realmente, o clichê tá certo: não dá pra ter e querer tudo de uma vez na vida. Impressionante.
E graças aos céus que não é o New Order. Senão eu já estava pedindo aquele empréstimo insano no banco pra falir de vez...:)
18/07/2004 - 07h47
Ralf Hütter, fundador do Kraftwerk, diz como será o show que fará no Brasil
THIAGO NEY
da Folha de S.Paulo
No começo era o Kraftwerk.
É humanamente impossível dissociar de qualquer coisa produzida eletronicamente nos últimos 30 anos a influência desses alemães, que injetaram na música o conceito "homem-máquina".
Beatles e Elvis à parte, nenhum artista ou banda foi tão decisivamente importante para a evolução do mundo pop quanto o Kraftwerk. Com a diferença de que este último permanece quase como um enigma.
Criado em 1970 por Ralf Hütter e Florian Schneider, o grupo alterou parâmetros ao utilizar sintetizadores e computadores no processo de criação de música. Entre 74 e 81, produziu uma seqüência de cinco álbuns ("Autobahn", 74; "Radio-Activity", 75; "Trans-Europe Express", 77; "The Man Machine", 78; "Computer World", 81) soberbos; dificilmente encontra-se paralelo na história do pop.
Ainda assim, não é muito o que se sabe sobre o hoje quarteto. Vêm de Düsseldorf, onde construíram o estúdio KlingKlang. E são, Hütter e Schneider, fanáticos por ciclismo.
Raramente o Kraftwerk dá entrevistas ou posa para fotos. No ano passado, o jornal britânico "The Guardian" enviou repórter à cidade alemã para desvendar os segredos do Kraftwerk. O jornalista passou dias no local, entrevistou moradores, donos de lojas de disco e de artigos para bicicletas e... nada. Não conseguiu nem achar o KlingKlang.
Em 2003, após hiato de 17 anos, lançaram "Tour de France Soundtracks", disco-homenagem à competição ciclística francesa. Pois o Kraftwerk está de volta. De volta ao Brasil, onde realizou show histórico em 1998. Em 7 de novembro, o grupo toca no Tim Festival, em São Paulo. No dia seguinte, se apresenta em Brasília. E, na última quinta, Ralf Hütter conversou com a Folha, por telefone, de Düsseldorf.
Folha - Há sempre uma expectativa em torno do Kraftwerk. O que vocês estão fazendo?
Ralf Hütter - Estamos finalizando a remasterização do catálogo do Kraftwerk. E há três ou quatro semanas voltamos de uma turnê. O último show foi em Moscou.
Folha - Há planos para novo CD?
Hütter - Claro. Mas primeiro vamos terminar essas remasterizações, finalizar a arte, estamos escolhendo fotos antigas. Acho que o resultado será muito bom. Depois trabalharemos em faixas novas. Já testamos algumas. Estamos experimentando.
Folha - Vocês tocaram no Brasil em 98. Como será o show de 2004?
Hütter - Foi uma experiência incrível em 98. Nós do Kraftwerk viemos de outro ambiente, mais industrial. A reação das pessoas foi fantástica. O próximo show sede "Tour de France", músicas que não costumamos tocar, teremos novos equipamentos, laptops, elementos gráficos.
Folha - Você iniciaram o Kraftwerk no final dos anos 60...
Hütter - Em 1968. Eu e Florian montamos um grupo chamado Organisation. Em 1970, montamos o estúdio KlingKlang e formamos o Kraftwerk.
Folha - Vocês praticamente iniciaram a música eletrônica como a conhecemos. Como você vê hoje esse tipo de música? Tem orgulho do que ajudou a criar?
Hütter - Sim, claro, vemos a reação das pessoas pelo mundo. Na última turnê tocamos nos EUA, Canadá, Rússia, Eslovênia, Hungria, países que nunca tínhamos visitado. Para nós isso é fantástico, a linguagem eletrônica é universal, essa sempre foi a nossa missão. A música de hoje deve ser feita com as ferramentas de hoje. É a realidade de hoje, vimos isso na tour pelo Japão e seis anos atrás no Brasil. Vocês têm uma música acústica muito variada, mas mesmo assim a reação ao Kraftwerk foi muito forte.
Folha - Por que a música do Kraftwerk, após 20, 30 anos ainda é considerada atual?
Hütter - Acho que por causa das composições... Nós fazemos como que uma música-filme e incrementamos com outra energia. Por exemplo, "Autobahn" ou "Trans-Europe Express" são como conceitos, não é apenas música nota por nota; faz parte de um contexto sociológico...
Folha - Sobre os artistas e produtores de hoje, você gosta?
Hütter - Sim. Temos relações com o pessoal do electro, gente de Tóquio ou Detroit. Nos levam para clubes, às vezes até dançamos com nossos passos de robô...
Folha - O Kraftwerk é influência enorme para artistas de hoje...
Hütter - Pelo mundo dos sons. De carros a trens a computadores, sons humanos, como batidas de coração, respiração, por várias linguagens. Gravamos em alemão, em inglês, há letras em latim. Trabalhamos na verdade com diferentes linguagens.
Folha - Você é conhecido pela paixão por ciclismo. Como relaciona o ciclismo com o conceito "homem-máquina" que vocês defendiam nos anos 70?
Hütter - [O ciclismo] é uma representação do homem e da máquina em harmonia. Guiando a bicicleta você deve utilizar o corpo, a inteligência, a técnica. É o mesmo com a música. Você fica em harmonia com seu corpo. Para nós é como um treino perfeito quando não estamos no estúdio.
Folha - É verdade que "Autobahn" é uma resposta a "Fun Fun Fun", dos Beach Boys [pela mútua procura do perfeccionismo, o Kraftwerk já foi chamado de Beach Boys de Düsseldorf]?
Hütter - Não exatamente. A idéia daquela música veio quando, no início do Kraftwerk, nós percorríamos muito uma autobahn [auto-estrada] pela Alemanha, de universidade a galerias de arte, de cidade a cidade, e, depois dos shows, voltávamos a Düsseldorf, pois não tínhamos dinheiro para dormir em hotéis. Viajávamos no meu Volkswagen e pensávamos: "Algum dia alguém vai tocar nossa música num rádio de carro".
Daí que veio o conceito [verso da canção] "Fahr'n fahr'n fahr'n auf der Autobahn" [dirigindo, dirigindo, dirigindo pela superestrada; sonoramente, em inglês, é como "fun fun fun on the Autobahn"]. Naquela canção, os sintetizadores são como imitações do motor de um carro, criando sons como os de um carro. É uma fantasia tecno.
Folha - Muita gente considera o Kraftwerk uma lenda da música, dizem que vocês são mais influentes do que os Beatles. Você tem idéia desse culto em torno do Kraftwerk?
Hütter - Sempre pensamos em compor música para o futuro. Sempre nos concentramos muito em nosso trabalho no KlingKlang. Para nós isso é fantástico, pois, como disse antes, no começo tocávamos em espaços pequenos e hoje viajamos o mundo com todo o nosso equipamento e vemos a reação das pessoas.
Folha - O KlingKlang é como uma casa para vocês...
Hütter - É o nosso "laboratório eletrônico".
Folha - E nesse laboratório eletrônico vocês se afastam completamente do mundo: não têm telefone, fax, recepcionista, não recebem correspondências... Por que vocês preferem manter o mundo afastado do KlingKlang?
Hütter - Porque é o nosso laboratório. Nós fechamos as portas, o ambiente fica quieto e aí podemos nos concentrar apenas na música, no projeto Kraftwerk. Hoje existe um problema sério: todos têm celulares, ninguém consegue se concentrar. Então vamos ao estúdio, fechamos as portas e, por algumas horas, mergulhamos fundo na música. Acho que isso é o mais importante no Kraftwerk.
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Murphy é um cara filho de uma quenga mesmo. Porra, eu vou pra São Paulo no final de outubro e uma semana depois o Kraftwerk dá as caras na cidade? Realmente, o clichê tá certo: não dá pra ter e querer tudo de uma vez na vida. Impressionante.
E graças aos céus que não é o New Order. Senão eu já estava pedindo aquele empréstimo insano no banco pra falir de vez...:)
Quinta eu disse que tudo continuava na mesma lá na Caderno 1. Pois apaga tudo. As coisas mudaram, e pra melhor. Agora eu tenho um computador só pra mim, com direito a placa de som e tudo mais. Só preciso arrumar um par de caixas pra aproveitar bem o equipamento. Acabou a fase MSC (movimento dos sem-computador) ou das batalhas por um micro. Agora todos vivem felizes:)
quarta-feira, 14 de julho de 2004
Ainda estou me acostumando ao ritmo de trabalhar o dia todo, e em dois lugares diferentes. A parte mais tosca sem dúvida é acordar cedo. Ou melhor, ser acordado, porque esta tarefa de me tirar da cama cabe ao meu bom e velho pai.
Fora isso, lá na Rádio Saber a coisa tá andando bem. Ainda não fiz nenhuma locução de programa, mas estou pegando o costume de desenvolver roteiros, preparar entrevistas, essas coisas. Hoje mesmo tive que fazer um programa sobre acidente vascular cerebral. Tema bacana, não? Tem trechos do treco que vão parecer aquela música "O Pulso" dos Titãs. Quem ouvir quando estiver no ar vai entender.
E na Caderno 1, tudo na mesma. Mesmo.
Fora isso, lá na Rádio Saber a coisa tá andando bem. Ainda não fiz nenhuma locução de programa, mas estou pegando o costume de desenvolver roteiros, preparar entrevistas, essas coisas. Hoje mesmo tive que fazer um programa sobre acidente vascular cerebral. Tema bacana, não? Tem trechos do treco que vão parecer aquela música "O Pulso" dos Titãs. Quem ouvir quando estiver no ar vai entender.
E na Caderno 1, tudo na mesma. Mesmo.
E o Santos venceu o Flamengo por 2x0 ontem e assumiu a liderança isolada do Campeonato Brasileiro!
Quem diria... há pouco tempo, o time estava perto da zona de rebaixamento... agora é manter a regularidade e disparar.
Quem diria... há pouco tempo, o time estava perto da zona de rebaixamento... agora é manter a regularidade e disparar.
Bomba na NBA
14/07/2004 - 16h49
Lakers mandam Shaquille O'Neal para o Miami Heat
Da Redação
Em São Paulo
O superpivô Shaquille O'Neal ganhou uma casa nova. Nesta quarta-feira foi oficializada a troca entre Los Angeles Lakers e Miami Heat, que manda o jogador para a Costa Leste dos Estados Unidos. Depois de nove anos na Califórnia, Shaq volta à Flórida, onde começou sua carreira na NBA, no Orlando Magic, em 1992.
O negócio envolve também os alas Lamar Odom, Caron Butler e Brian Grant, além de uma escolha em drafts futuros, que vão para os Lakers. No final da última temporada, após a derrota nas finais da NBA para o Detroit Pistons, o pivô pediu para ser trocado. O motivo era sua relação ruim com Kobe Bryant, o outro astro de Los Angeles.
Aos 32 anos, O'Neal acaba de fazer uma das piores temporadas de sua carreira. Ele teve média de 21,5 pontos por jogo, o mais baixo desde que foi "draftado" pelo Orlando em 92. O superpivô também perdeu 15 jogos, se recuperando de uma cirurgia no pé e afastado por contusões. Ele também foi acusado por Bryant de se apresente sempre gordo no começo da temporada. Com isso, o pivô só recupera sua boa forma no início dos playoffs.
Apesar disso, ainda é uma força no garrafão e considerado pela maioria como o jogador mais dominante da NBA atualmente. Nas finais, contra os Pistons, Shaq foi o jogador mais marcado dos Lakers e mesmo assim era a melhor arma de ataque da equipe. Ele já atuou em 11 Jogos das Estrelas e suas médias em 12 temporadas como profissional são de 27,1 pontos, 12,1 rebotes e 2,6 tocos.
Além disso, foi o melhor jogador da temporada 1999/2000 e foi o MVP (jogador mais valioso) das finais em 2000 e 2001, quando os Lakers conquistaram o título. Com o Orlando, levou o time a uma final da NBA e é o maior reboteiro (3691) e líder em tocos (824) da história da franquia.
Em Miami, o pivô jogará ao lado do armador Dwayne Wade, uma das revelações da última temporada. O time da Flórida, porém, não era a primeira opção do gigante. O'Neal preferia jogar no Dallas Mavericks ou no Sacramento Kings. O Dallas chegou a fazer propostas, mas nenhuma agradou ao time de Los Angeles.
Os Lakers podem ter perdido Shaq, mas a troca torna mais provável que Kobe Bryant volte ao clube na próxima temporada. O ala está sem contrato e pode assinar com qualquer time da liga americana. Ele já deu sinais de que pode jogar pelo Los Angeles Clippers em 2005. Sem Shaq, com quem Kobe conquistou três títulos, mas nunca teve uma boa relação, as chances do Lakers renovarem com sua estrela aumentam.
Além disso, o time de Los Angeles conseguiu dois jogadores de futuro em Odom e Butler. O primeiro já jogou na cidade, no Clippers, e no ano passado, ao lado de Dwayne Wade, comandou uma surpreendente campanha do Miami Heat aos playoffs. O time começou com uma sequência de derrotas, mas se recuperou e terminou no quarto lugar na Conferência Leste. Buttler, décima escolha do Draft-2002, o mesmo que teve o brasileiro Nenê escolhido em sétimo lugar, passou suas primeiras temporadas com problemas de contusão, mas mostrou que pode ser um jogador consistente se conseguir ficar em quadra.
Bryan Grant, por sua vez, é um ala-pivô que nas duas últimas temporadas teve de jogar no meio do garrafão, já que o Heat não tinha nenhum pivô em seu elenco. Apesar de ser pequeno para a posição, tem 2,06m de altura, foi um dos principais jogadores do time. Sua idade, 32 anos, e problemas no joelho, porém, colocam em dúvida se o jogador conseguirá jogar no garrafão na Conferência Oeste, que conta com pivôs maiores do no Leste.
Outro problema é uma abundância de alas no elenco do Los Angeles. Com os novos jogadores, o time fica com sete jogadores da posição. Lamar Odom, Brian Grant, Brian Cook e Luke Walton jogam como alas-pivô, no garrafão, e Caron Butler, Devean George e Rick Fox são atletas que atuam mais pelas laterais.
------------------------------
Os Lakers se livraram de uma bomba financeira, mas perdem muita força sem o maior pivô da liga. Sabe-se lá como serão os desempenhos de Odom, Butler e Grant em LA. Já o Miami desde já é ultrafavorito na Conferência Leste. A dupla Shaq e Wade promete fazer estragos, e os donos do Miami Heat já devem estar comemorando o ginásio lotado em todos os jogos, coisa que raramente acontecia antes da chegada do Diesel.
Lakers mandam Shaquille O'Neal para o Miami Heat
Da Redação
Em São Paulo
O superpivô Shaquille O'Neal ganhou uma casa nova. Nesta quarta-feira foi oficializada a troca entre Los Angeles Lakers e Miami Heat, que manda o jogador para a Costa Leste dos Estados Unidos. Depois de nove anos na Califórnia, Shaq volta à Flórida, onde começou sua carreira na NBA, no Orlando Magic, em 1992.
O negócio envolve também os alas Lamar Odom, Caron Butler e Brian Grant, além de uma escolha em drafts futuros, que vão para os Lakers. No final da última temporada, após a derrota nas finais da NBA para o Detroit Pistons, o pivô pediu para ser trocado. O motivo era sua relação ruim com Kobe Bryant, o outro astro de Los Angeles.
Aos 32 anos, O'Neal acaba de fazer uma das piores temporadas de sua carreira. Ele teve média de 21,5 pontos por jogo, o mais baixo desde que foi "draftado" pelo Orlando em 92. O superpivô também perdeu 15 jogos, se recuperando de uma cirurgia no pé e afastado por contusões. Ele também foi acusado por Bryant de se apresente sempre gordo no começo da temporada. Com isso, o pivô só recupera sua boa forma no início dos playoffs.
Apesar disso, ainda é uma força no garrafão e considerado pela maioria como o jogador mais dominante da NBA atualmente. Nas finais, contra os Pistons, Shaq foi o jogador mais marcado dos Lakers e mesmo assim era a melhor arma de ataque da equipe. Ele já atuou em 11 Jogos das Estrelas e suas médias em 12 temporadas como profissional são de 27,1 pontos, 12,1 rebotes e 2,6 tocos.
Além disso, foi o melhor jogador da temporada 1999/2000 e foi o MVP (jogador mais valioso) das finais em 2000 e 2001, quando os Lakers conquistaram o título. Com o Orlando, levou o time a uma final da NBA e é o maior reboteiro (3691) e líder em tocos (824) da história da franquia.
Em Miami, o pivô jogará ao lado do armador Dwayne Wade, uma das revelações da última temporada. O time da Flórida, porém, não era a primeira opção do gigante. O'Neal preferia jogar no Dallas Mavericks ou no Sacramento Kings. O Dallas chegou a fazer propostas, mas nenhuma agradou ao time de Los Angeles.
Os Lakers podem ter perdido Shaq, mas a troca torna mais provável que Kobe Bryant volte ao clube na próxima temporada. O ala está sem contrato e pode assinar com qualquer time da liga americana. Ele já deu sinais de que pode jogar pelo Los Angeles Clippers em 2005. Sem Shaq, com quem Kobe conquistou três títulos, mas nunca teve uma boa relação, as chances do Lakers renovarem com sua estrela aumentam.
Além disso, o time de Los Angeles conseguiu dois jogadores de futuro em Odom e Butler. O primeiro já jogou na cidade, no Clippers, e no ano passado, ao lado de Dwayne Wade, comandou uma surpreendente campanha do Miami Heat aos playoffs. O time começou com uma sequência de derrotas, mas se recuperou e terminou no quarto lugar na Conferência Leste. Buttler, décima escolha do Draft-2002, o mesmo que teve o brasileiro Nenê escolhido em sétimo lugar, passou suas primeiras temporadas com problemas de contusão, mas mostrou que pode ser um jogador consistente se conseguir ficar em quadra.
Bryan Grant, por sua vez, é um ala-pivô que nas duas últimas temporadas teve de jogar no meio do garrafão, já que o Heat não tinha nenhum pivô em seu elenco. Apesar de ser pequeno para a posição, tem 2,06m de altura, foi um dos principais jogadores do time. Sua idade, 32 anos, e problemas no joelho, porém, colocam em dúvida se o jogador conseguirá jogar no garrafão na Conferência Oeste, que conta com pivôs maiores do no Leste.
Outro problema é uma abundância de alas no elenco do Los Angeles. Com os novos jogadores, o time fica com sete jogadores da posição. Lamar Odom, Brian Grant, Brian Cook e Luke Walton jogam como alas-pivô, no garrafão, e Caron Butler, Devean George e Rick Fox são atletas que atuam mais pelas laterais.
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Os Lakers se livraram de uma bomba financeira, mas perdem muita força sem o maior pivô da liga. Sabe-se lá como serão os desempenhos de Odom, Butler e Grant em LA. Já o Miami desde já é ultrafavorito na Conferência Leste. A dupla Shaq e Wade promete fazer estragos, e os donos do Miami Heat já devem estar comemorando o ginásio lotado em todos os jogos, coisa que raramente acontecia antes da chegada do Diesel.
Semana que vem devo rever Homem-Aranha 2, só que agora melhor acompanhado e gastando menos no bom e velho Cinema São Luiz.
E foi muito bom saber que Diários de Motocicleta tá passando no Cinema do Parque. Pagando R$ 1,00 e com o cinema abrindo também nos finais de semana, ficou muito mais interessante ver o filme em vez de esperar sair em formato doméstico. Espero que façam o mesmo com Tróia e O Dia Depois de Amanhã, filmes pelos quais me recuso a pagar 12, 15 reais pra ver.
Longa vida ao Cinema do Parque!
E foi muito bom saber que Diários de Motocicleta tá passando no Cinema do Parque. Pagando R$ 1,00 e com o cinema abrindo também nos finais de semana, ficou muito mais interessante ver o filme em vez de esperar sair em formato doméstico. Espero que façam o mesmo com Tróia e O Dia Depois de Amanhã, filmes pelos quais me recuso a pagar 12, 15 reais pra ver.
Longa vida ao Cinema do Parque!
Mais Dia do Rock (com atraso)
EDITORIAL ROCKWAVE
DIA MUNDIAL DO ROCK 2004
Este Dia Mundial do Rock em 2004 é uma data duplamente importante. Primeiro porque, em 2004, o mundo anda comemorando os 50 anos do surgimento do rock. E segundo porque é neste ano. E este ano é diferente de todos os outros que as gerações que nasceram da década de 1970 pra cá já viram.
Vamos devagar...
Você não estava lá e eu também não, mas os livros de história dizem que primeiro a Segunda Guerra Mundial terminou e, depois disso, o rock nasceu. Demorou algum tempo, você sabe, mas nasceu. Você tem que atentar para o fato de que os meios de comunicação naquela época não eram nem sombra do que são hoje.
Imagina que você é um moleque num mundo em crise, em plena década de 1950 - porque o mundo todo tava num baita perrengue depois de duas guerras mundiais - olhando pra trás e vendo as cagadas que os adultos fizeram... O que você faria?
Mick Jagger, dos Rolling Stones, era um desses moleques que, anos depois, ia gritar muito apropriadamente as letras de "Street Fighting Man" e perguntar o que mais um garoto pobre poderia fazer a não ser cantar em uma banda de rock.
Esse garoto pobre poderia mudar o mundo.
Só que ele não sabia.
Ninguém sabia.
O rock, se você for ver direito, obviamente não nasceu cinqüenta anos atrás. Mas foi há 50 anos que o primeiro garoto pobre conquistou o mundo. Desde que Elvis Presley apareceu e deu corpo pra essa revolta toda. Especialistas em comunicação diziam que o rock era uma moda de verão (julho é verão nos EUA) e que não chegaria no próximo verão. Especialistas em comunicação, na década de 1950 - eram caras de 50 anos, aparentando ter 80, usando roupas de 120 e tendo por base pensamentos de pessoas que já estavam mortas há 150 anos.
O que aconteceu é que aquele rock de Elvis Presley já era um híbrido. Não era exatamente o r&b dos negros e tampouco era o country dos rednecks norte-americanos. Era um beijo na boca entre os dois. Era o som de um garoto pobre que não tinha mais nada pra fazer.
Não daria em nada, é claro, se os garotos pobres sem nada para fazer não fossem uma esmagadora maioria.
Você sabe, o rock é cruel com os mais velhos e, naquela época, mais que nunca, os mais velhos mereciam toda a crueldade.
Não era música de preto, como os norte-americanos quiseram taxar o rock logo que ele apareceu. Não era música de branco, como, depois de ver a soma dos lucros, os norte-americanos começaram a jurar. Era música de moleque, qualquer moleque, eu ou você.
Os velhos ficam mais velhos
O estado de velhice a que o rock se refere é uma velhice da alma. Aquela morte, lenta e confortável, a que nossa preguiça de buscar de tentar, de arriscar, de tentar saber, de errar, vive ameaçando condenar a todos nós, tanto aos 18 quanto os 81 anos de idade.
É contra essa burrice da alma que o rock se revolta.
Se você assistiu o filme School Of Rock/Escola do Rock, você deve se lembrar do personagem de Jack Black advertindo seus alunos que, se é pra fazer rock'n'roll é melhor tomar cuidado com "o homem/the man". Ele explica: é o sistema, a máquina das engrenagens frias e metálicas que dilaceram pessoas e transformam tudo em salsicha.
É basicamente isso. Só que não é isso. O tal do "sistema" não pega você. É você que vai, aos poucos, fazendo parte dele. Como em Matrix: "The Matrix has you".
"Está é sua última chance. Daqui pra frente, não tem volta", diz Morpheus para Neo. "Você toma a pílula azul e acorda na sua cama, acreditando no que quiser acreditar. Ou, então, você toma a pílula vermelha e fica aqui, no País das Maravilhas e a gente vai ver até onde vai a toca desse coelho".
A diferença entre um e outro é a diferença entre Che Guevara e Fidel Castro. Um fica com Cuba e faz o que bem entende lá dentro. O outro diz "ainda tem muita coisa pra acertar" e sai pelo mundo.
Atitude.
Isso é rock'n'roll.
Dizem que um homem não toma banho duas vezes no mesmo rio. Isso não impede que alguns tentem. Um homem tenta se banhar duas vezes no mesmo rio quando deita sobre os louros e fica lá pra sempre. Neste caso, ou mata-se o homem, ou mata-se o rio. Nos dois casos, o rock'n'roll está morto.
War Is Over
Pode olhar pra trás: você vai ver que o rock sempre volta pra tomar o que é seu. Enquanto a guerra comia solta no Vietnã, os hippies protestavam. Os movimentos estudantis bradavam contra o homem e o homem soltou seus cachorros contra aquela gente que não queria nada além de paz, amor e entendimento. Os Beatles diziam "Let It Be" ("deixe estar") e os Rolling Stones diziam "Let It Bleed" ("deixe sangrar") e, no final das contas, diziam a mesma coisa.
O que veio depois? Veio o levante punk de 1977 em que os Sex Pistols desceram o rio Tâmisa apresentando sua nova música, "God Save The Queen", que saudava a Rainha como uma retardada. Aquele em que Richard Hell fez a famosa camiseta que nunca usou, onde lia-se as palavras "Mate-me Por Favor". Não era decadência. A decadência era passado. Era armagedom. Era o fim do mundo que a gente conhecia.
Veio a Guerra Fria, veio a década de 80, veio a MTV e o vídeo matou a estrela do rádio. Veio a Guerra do Golfo com o pai desse Bush que agora é presidente dos EUA e, mais alto que as bombas, soaram, em seguida, aqueles acordes básicos e toscos de "Smells Like Teen Spirit", do Nirvana.
E agora, José?
Olha agora, onde você está. Olha em volta de você e percebe o mundo.
Olha a lambança que George W. Bush fez no mundo com mais uma guerra sem noção.
Vê se o mundo está ficando quieto...
Ele é grande, ele está bem armado e ele é mais forte? Sim, é.
Olha onde você está e percebe o que anda acontecendo com os grandes, com os mais bem armados e os mais fortes.
A corda, que antes arrebentava para o lado mais fraco o tempo todo, está começando a não mais arrebentar...
Osama Bin Laden já mostrou ao mundo o que um pica-pau mais persistente pode fazer com uma nação apoiada em pernas de pau.
Você assistiu à Eurocopa ou, ao menos sabe que, quem decidiu o título foram os fortes, os grandes e poderosos Portugal e Grécia.
Você viu o Santo André sair do nada e dar descarga no Flamengo em pleno Maracanã.
Você viu, na NBA, o estelar Los Angeles Lakers levar um belo saponáceo do limitado e esforçado Detroit Pistons.
Você olha e vê hoje uma banda como o Pearl Jam, praticando talvez aquele que seja o ato mais rock'n'roll de todos. A banda, respeitada pela crítica e com uma base fiel de público, há uma eternidade sem gravadora, sem dizer uma única palavra, ameaçando mostrar ao mundo que é possível para uma banda - hoje, em 2004 - viver sem uma gravadora que fale por ela, uma banda que seja mantida apenas por nós e que cobra da gente o preço justo pelo trabalho honesto que eles fazem.
Você pode não ver, mas está aqui, na mesma barca que todos nós, os garotos pobres que não temos nada mais para fazer do que cantar em uma banda de rock'n'roll.
O futuro
No ano passado, fui em uma discussão no Teatro Augusta. O assunto era Sarah Kane, dramaturga britânica que estreou sua primeira peça aos 24 anos e seria hoje o maior nome do teatro por lá não tivesse ela morrido em 1999. O senhor jornalista que mediava o evento, especializado em teatro, ressaltou que a pouca idade da autora ao estrear sua primeira peça e arrematou, antes de dar o debate por encerrado: "Gostaria de saber onde andam os jovens autores do Brasil?".
No meio do barulho das pessoas que se levantavam, eu tentei falar de um modo que não parecesse estar gritando como gostaria de estar: "E o senhor procura aonde?".
É fácil pra qualquer jornalista ficar sentado em sua torre de marfim ouvindo discos e mostrando o polegar ora pra cima, ora pra baixo.
É muito fácil.
Só que, neste caso, o rock'n'roll morre no meio do caminho.
E a gente anda meio cansado de ver o rock'n'roll morrer.
Então, fica ligado no Rockwave que ainda nesta semana, a gente coloca no ar uma Rádio Interativa com nada menos que 50 promessas para o futuro do rock.
Não são bandas que as gravadoras estão olhando, que já fizeram turnês pelo Japão e pela Malásia...
São bandas legais. E, se você gosta de rock'n'roll, você sabe: isso é tudo que elas precisam ser.
Fernando Tucori
Editor
------------------------
A melhor foi a do pica-pau persistente!
Numa das listas que eu assino, tinha gente discutindo quem pode ou quem não pode ser encaixado no termo rock ´n´ roll... tem discussão mais inútil? Elvis, Bill Halley, Chuck Berry, Jerry Lee Lewis, Little Richard e outros pioneiros são os culpados. Longa vida a esses caras. Longa vida ao rock ´n´ roll.
DIA MUNDIAL DO ROCK 2004
Este Dia Mundial do Rock em 2004 é uma data duplamente importante. Primeiro porque, em 2004, o mundo anda comemorando os 50 anos do surgimento do rock. E segundo porque é neste ano. E este ano é diferente de todos os outros que as gerações que nasceram da década de 1970 pra cá já viram.
Vamos devagar...
Você não estava lá e eu também não, mas os livros de história dizem que primeiro a Segunda Guerra Mundial terminou e, depois disso, o rock nasceu. Demorou algum tempo, você sabe, mas nasceu. Você tem que atentar para o fato de que os meios de comunicação naquela época não eram nem sombra do que são hoje.
Imagina que você é um moleque num mundo em crise, em plena década de 1950 - porque o mundo todo tava num baita perrengue depois de duas guerras mundiais - olhando pra trás e vendo as cagadas que os adultos fizeram... O que você faria?
Mick Jagger, dos Rolling Stones, era um desses moleques que, anos depois, ia gritar muito apropriadamente as letras de "Street Fighting Man" e perguntar o que mais um garoto pobre poderia fazer a não ser cantar em uma banda de rock.
Esse garoto pobre poderia mudar o mundo.
Só que ele não sabia.
Ninguém sabia.
O rock, se você for ver direito, obviamente não nasceu cinqüenta anos atrás. Mas foi há 50 anos que o primeiro garoto pobre conquistou o mundo. Desde que Elvis Presley apareceu e deu corpo pra essa revolta toda. Especialistas em comunicação diziam que o rock era uma moda de verão (julho é verão nos EUA) e que não chegaria no próximo verão. Especialistas em comunicação, na década de 1950 - eram caras de 50 anos, aparentando ter 80, usando roupas de 120 e tendo por base pensamentos de pessoas que já estavam mortas há 150 anos.
O que aconteceu é que aquele rock de Elvis Presley já era um híbrido. Não era exatamente o r&b dos negros e tampouco era o country dos rednecks norte-americanos. Era um beijo na boca entre os dois. Era o som de um garoto pobre que não tinha mais nada pra fazer.
Não daria em nada, é claro, se os garotos pobres sem nada para fazer não fossem uma esmagadora maioria.
Você sabe, o rock é cruel com os mais velhos e, naquela época, mais que nunca, os mais velhos mereciam toda a crueldade.
Não era música de preto, como os norte-americanos quiseram taxar o rock logo que ele apareceu. Não era música de branco, como, depois de ver a soma dos lucros, os norte-americanos começaram a jurar. Era música de moleque, qualquer moleque, eu ou você.
Os velhos ficam mais velhos
O estado de velhice a que o rock se refere é uma velhice da alma. Aquela morte, lenta e confortável, a que nossa preguiça de buscar de tentar, de arriscar, de tentar saber, de errar, vive ameaçando condenar a todos nós, tanto aos 18 quanto os 81 anos de idade.
É contra essa burrice da alma que o rock se revolta.
Se você assistiu o filme School Of Rock/Escola do Rock, você deve se lembrar do personagem de Jack Black advertindo seus alunos que, se é pra fazer rock'n'roll é melhor tomar cuidado com "o homem/the man". Ele explica: é o sistema, a máquina das engrenagens frias e metálicas que dilaceram pessoas e transformam tudo em salsicha.
É basicamente isso. Só que não é isso. O tal do "sistema" não pega você. É você que vai, aos poucos, fazendo parte dele. Como em Matrix: "The Matrix has you".
"Está é sua última chance. Daqui pra frente, não tem volta", diz Morpheus para Neo. "Você toma a pílula azul e acorda na sua cama, acreditando no que quiser acreditar. Ou, então, você toma a pílula vermelha e fica aqui, no País das Maravilhas e a gente vai ver até onde vai a toca desse coelho".
A diferença entre um e outro é a diferença entre Che Guevara e Fidel Castro. Um fica com Cuba e faz o que bem entende lá dentro. O outro diz "ainda tem muita coisa pra acertar" e sai pelo mundo.
Atitude.
Isso é rock'n'roll.
Dizem que um homem não toma banho duas vezes no mesmo rio. Isso não impede que alguns tentem. Um homem tenta se banhar duas vezes no mesmo rio quando deita sobre os louros e fica lá pra sempre. Neste caso, ou mata-se o homem, ou mata-se o rio. Nos dois casos, o rock'n'roll está morto.
War Is Over
Pode olhar pra trás: você vai ver que o rock sempre volta pra tomar o que é seu. Enquanto a guerra comia solta no Vietnã, os hippies protestavam. Os movimentos estudantis bradavam contra o homem e o homem soltou seus cachorros contra aquela gente que não queria nada além de paz, amor e entendimento. Os Beatles diziam "Let It Be" ("deixe estar") e os Rolling Stones diziam "Let It Bleed" ("deixe sangrar") e, no final das contas, diziam a mesma coisa.
O que veio depois? Veio o levante punk de 1977 em que os Sex Pistols desceram o rio Tâmisa apresentando sua nova música, "God Save The Queen", que saudava a Rainha como uma retardada. Aquele em que Richard Hell fez a famosa camiseta que nunca usou, onde lia-se as palavras "Mate-me Por Favor". Não era decadência. A decadência era passado. Era armagedom. Era o fim do mundo que a gente conhecia.
Veio a Guerra Fria, veio a década de 80, veio a MTV e o vídeo matou a estrela do rádio. Veio a Guerra do Golfo com o pai desse Bush que agora é presidente dos EUA e, mais alto que as bombas, soaram, em seguida, aqueles acordes básicos e toscos de "Smells Like Teen Spirit", do Nirvana.
E agora, José?
Olha agora, onde você está. Olha em volta de você e percebe o mundo.
Olha a lambança que George W. Bush fez no mundo com mais uma guerra sem noção.
Vê se o mundo está ficando quieto...
Ele é grande, ele está bem armado e ele é mais forte? Sim, é.
Olha onde você está e percebe o que anda acontecendo com os grandes, com os mais bem armados e os mais fortes.
A corda, que antes arrebentava para o lado mais fraco o tempo todo, está começando a não mais arrebentar...
Osama Bin Laden já mostrou ao mundo o que um pica-pau mais persistente pode fazer com uma nação apoiada em pernas de pau.
Você assistiu à Eurocopa ou, ao menos sabe que, quem decidiu o título foram os fortes, os grandes e poderosos Portugal e Grécia.
Você viu o Santo André sair do nada e dar descarga no Flamengo em pleno Maracanã.
Você viu, na NBA, o estelar Los Angeles Lakers levar um belo saponáceo do limitado e esforçado Detroit Pistons.
Você olha e vê hoje uma banda como o Pearl Jam, praticando talvez aquele que seja o ato mais rock'n'roll de todos. A banda, respeitada pela crítica e com uma base fiel de público, há uma eternidade sem gravadora, sem dizer uma única palavra, ameaçando mostrar ao mundo que é possível para uma banda - hoje, em 2004 - viver sem uma gravadora que fale por ela, uma banda que seja mantida apenas por nós e que cobra da gente o preço justo pelo trabalho honesto que eles fazem.
Você pode não ver, mas está aqui, na mesma barca que todos nós, os garotos pobres que não temos nada mais para fazer do que cantar em uma banda de rock'n'roll.
O futuro
No ano passado, fui em uma discussão no Teatro Augusta. O assunto era Sarah Kane, dramaturga britânica que estreou sua primeira peça aos 24 anos e seria hoje o maior nome do teatro por lá não tivesse ela morrido em 1999. O senhor jornalista que mediava o evento, especializado em teatro, ressaltou que a pouca idade da autora ao estrear sua primeira peça e arrematou, antes de dar o debate por encerrado: "Gostaria de saber onde andam os jovens autores do Brasil?".
No meio do barulho das pessoas que se levantavam, eu tentei falar de um modo que não parecesse estar gritando como gostaria de estar: "E o senhor procura aonde?".
É fácil pra qualquer jornalista ficar sentado em sua torre de marfim ouvindo discos e mostrando o polegar ora pra cima, ora pra baixo.
É muito fácil.
Só que, neste caso, o rock'n'roll morre no meio do caminho.
E a gente anda meio cansado de ver o rock'n'roll morrer.
Então, fica ligado no Rockwave que ainda nesta semana, a gente coloca no ar uma Rádio Interativa com nada menos que 50 promessas para o futuro do rock.
Não são bandas que as gravadoras estão olhando, que já fizeram turnês pelo Japão e pela Malásia...
São bandas legais. E, se você gosta de rock'n'roll, você sabe: isso é tudo que elas precisam ser.
Fernando Tucori
Editor
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A melhor foi a do pica-pau persistente!
Numa das listas que eu assino, tinha gente discutindo quem pode ou quem não pode ser encaixado no termo rock ´n´ roll... tem discussão mais inútil? Elvis, Bill Halley, Chuck Berry, Jerry Lee Lewis, Little Richard e outros pioneiros são os culpados. Longa vida a esses caras. Longa vida ao rock ´n´ roll.
E ontem foi o Dia Mundial do Rock. Essa notícia do Rockwave explicou de forma bacana o motivo dessa data:
Dia Mundial do Rock: a história
O Dia Mundial do Rock surgiu em 1985, quando o mundo parou para assistir ao festival Live Aid, que no dia 13 de julho, foi realizado simultaneamente na Inglaterra (no estádio de Wembley, em Londres) e nos Estados Unidos (no estádio JFK, na Filadélfia). A idéia do organizador, o líder do Boomtown Rats, Bob Geldof, era arrecadar fundos para as vítimas da fome na Etiópia e o resultado foi dezesseis horas de música e nada menos que cem milhões de dólares direcionados para a África.
O Live Aid, na verdade, foi uma idéia que foi amadurecendo desde outubro de 84, quando um documentário exibido pela TV BBC sensibilizou o Reino Unido a respeito da situação na África. Bob Geldof juntou quarenta dos artistas mais conhecidos da Inglaterra e da Irlanda, batizou como Band Aid, e, no dia 24 de novembro de 1984, gravou a música “Do They Know It's Christmas? / Feed The World”. Com as vendas desse single, Geldof achava que poderia arrecadar algo próximo de 110 mil dólares. Ao invés disso, a música da Band Aid vendeu mais de três milhões de cópias só no Reino Unido e, com isso, rendeu uma quantia assombrosa para caridade.
Logo depois, foi a vez dos Estados Unidos fazerem a mesma coisa, com a música “We Are The World”, gravada por um elenco estelar chamado USA For Africa, que também juntou uma boa soma para assistência aos necessitados.
Assim, Inglaterra e Estados Unidos se juntaram na realização do festival Live Aid. Por isso é que, desde 1985, o Dia Mundial do Rock é comemorado em todo dia 13 de julho.
Confira a programação do Live Aid ( o horário é o correspondente ao de Brasília)
9:02 Status Quo (Inglaterra)
9:19 Style Council (Inglaterra)
9:44 Boomtown Rats (Inglaterra)
10:00 Adam Ant (Inglaterra)
10:06 INXS (em vídeo, da Austrália)
10:16 Ultravox (Inglaterra)
10:34 Loudness (em vídeo, do Japão)
10:47 Spandau Ballet (Inglaterra)
10:51 Bernard Watson (Estados Unidos)
11:02 Joan Baez (Estados Unidos)
11:07 Elvis Costello (Inglaterra)
11:10 The Hooters (Estados Unidos)
11:10 Opus (em video, da Áustria)
11:22 Nik Kershaw (Inglaterra)
11:32 The Four Tops (Estados Unidos)
11:38 B.B. King (em vídeo, da Holanda)
11:45 Billy Ocean (Estados Unidos)
11:52 Ozzy Osbourne/Black Sabbath (Estados Unidos)
11:55 Sade (Inglaterra)
12:12 Run DMC (Estados Unidos)
12:12 Yu Rock Mission (em vídeo, da Iugoslávia)
12:18 Sting (Inglaterra)
12:27 Rick Springfield
12:27 Phil Collins (Inglaterra)
12:47 REO Speedwagon
12:50 Howard Jones (Inglaterra)
12:55 Autograph (em video, de Moscou, URSS)
13:07 Bryan Ferry
14:07 Crosby, Stills and Nash
14:24 Udo Lindenberg (em vídeo, da Alemanha)
14:26 Judas Priest
14:38 Paul Young
14:48 Paul Young / Alison Moyet
15:00 Junção das transmissões entre Estados Unidos e Inglaterra
15:02 Bryan Adams
15:20 U2
15:40 Beach Boys
16:00 Dire Straits / Sting
16:26 George Thorogood and the Destroyers / Bo Diddley / Albert Collins
16:44 Queen
17:03 David Bowie / Mick Jagger (vídeo pré-gravado)
17:07 Simple Minds
17:22 David Bowie
17:41 The Pretenders
18:00 The Who
18:20 Santana / Pat Metheny
18:50 Elton John
18:57 Ashford & Simpson / Teddy Pendergrass
19:05 Elton John / Kiki Dee
19:09 Elton John / Kiki Dee / Wham!
19:30 Madonna
19:48 Freddie Mercury / Brian May
19:51 Paul McCartney
19:54 Paul McCartney / David Bowie / Pete Townshend / Alison Moyet / Bob Geldof
19:56 Encerramento na Inglaterra
20:14 Tom Petty
20:30 Kenny Loggins
20:49 The Cars
21:07 Neil Young
21:43 Power Station
22:21 Thompson Twins
22:39 Eric Clapton
23:04 Phil Collins
23:13 Robert Plant / Jimmy Page / John Paul Jones
23:47 Duran Duran
00:15 Patti LaBelle
00:50 Hall & Oates / Eddie Kendricks / David Ruffin
01:15 Mick Jagger
01:28 Mick Jagger / Tina Turner
01:39 Bob Dylan / Keith Richards / Ron Wood
01:55 Encerramento nos Estados Unidos
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Hoje em dia juntar tanta gente boa, ainda mais num evento de caridade, parece pouco provável...
Dia Mundial do Rock: a história
O Dia Mundial do Rock surgiu em 1985, quando o mundo parou para assistir ao festival Live Aid, que no dia 13 de julho, foi realizado simultaneamente na Inglaterra (no estádio de Wembley, em Londres) e nos Estados Unidos (no estádio JFK, na Filadélfia). A idéia do organizador, o líder do Boomtown Rats, Bob Geldof, era arrecadar fundos para as vítimas da fome na Etiópia e o resultado foi dezesseis horas de música e nada menos que cem milhões de dólares direcionados para a África.
O Live Aid, na verdade, foi uma idéia que foi amadurecendo desde outubro de 84, quando um documentário exibido pela TV BBC sensibilizou o Reino Unido a respeito da situação na África. Bob Geldof juntou quarenta dos artistas mais conhecidos da Inglaterra e da Irlanda, batizou como Band Aid, e, no dia 24 de novembro de 1984, gravou a música “Do They Know It's Christmas? / Feed The World”. Com as vendas desse single, Geldof achava que poderia arrecadar algo próximo de 110 mil dólares. Ao invés disso, a música da Band Aid vendeu mais de três milhões de cópias só no Reino Unido e, com isso, rendeu uma quantia assombrosa para caridade.
Logo depois, foi a vez dos Estados Unidos fazerem a mesma coisa, com a música “We Are The World”, gravada por um elenco estelar chamado USA For Africa, que também juntou uma boa soma para assistência aos necessitados.
Assim, Inglaterra e Estados Unidos se juntaram na realização do festival Live Aid. Por isso é que, desde 1985, o Dia Mundial do Rock é comemorado em todo dia 13 de julho.
Confira a programação do Live Aid ( o horário é o correspondente ao de Brasília)
9:02 Status Quo (Inglaterra)
9:19 Style Council (Inglaterra)
9:44 Boomtown Rats (Inglaterra)
10:00 Adam Ant (Inglaterra)
10:06 INXS (em vídeo, da Austrália)
10:16 Ultravox (Inglaterra)
10:34 Loudness (em vídeo, do Japão)
10:47 Spandau Ballet (Inglaterra)
10:51 Bernard Watson (Estados Unidos)
11:02 Joan Baez (Estados Unidos)
11:07 Elvis Costello (Inglaterra)
11:10 The Hooters (Estados Unidos)
11:10 Opus (em video, da Áustria)
11:22 Nik Kershaw (Inglaterra)
11:32 The Four Tops (Estados Unidos)
11:38 B.B. King (em vídeo, da Holanda)
11:45 Billy Ocean (Estados Unidos)
11:52 Ozzy Osbourne/Black Sabbath (Estados Unidos)
11:55 Sade (Inglaterra)
12:12 Run DMC (Estados Unidos)
12:12 Yu Rock Mission (em vídeo, da Iugoslávia)
12:18 Sting (Inglaterra)
12:27 Rick Springfield
12:27 Phil Collins (Inglaterra)
12:47 REO Speedwagon
12:50 Howard Jones (Inglaterra)
12:55 Autograph (em video, de Moscou, URSS)
13:07 Bryan Ferry
14:07 Crosby, Stills and Nash
14:24 Udo Lindenberg (em vídeo, da Alemanha)
14:26 Judas Priest
14:38 Paul Young
14:48 Paul Young / Alison Moyet
15:00 Junção das transmissões entre Estados Unidos e Inglaterra
15:02 Bryan Adams
15:20 U2
15:40 Beach Boys
16:00 Dire Straits / Sting
16:26 George Thorogood and the Destroyers / Bo Diddley / Albert Collins
16:44 Queen
17:03 David Bowie / Mick Jagger (vídeo pré-gravado)
17:07 Simple Minds
17:22 David Bowie
17:41 The Pretenders
18:00 The Who
18:20 Santana / Pat Metheny
18:50 Elton John
18:57 Ashford & Simpson / Teddy Pendergrass
19:05 Elton John / Kiki Dee
19:09 Elton John / Kiki Dee / Wham!
19:30 Madonna
19:48 Freddie Mercury / Brian May
19:51 Paul McCartney
19:54 Paul McCartney / David Bowie / Pete Townshend / Alison Moyet / Bob Geldof
19:56 Encerramento na Inglaterra
20:14 Tom Petty
20:30 Kenny Loggins
20:49 The Cars
21:07 Neil Young
21:43 Power Station
22:21 Thompson Twins
22:39 Eric Clapton
23:04 Phil Collins
23:13 Robert Plant / Jimmy Page / John Paul Jones
23:47 Duran Duran
00:15 Patti LaBelle
00:50 Hall & Oates / Eddie Kendricks / David Ruffin
01:15 Mick Jagger
01:28 Mick Jagger / Tina Turner
01:39 Bob Dylan / Keith Richards / Ron Wood
01:55 Encerramento nos Estados Unidos
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Hoje em dia juntar tanta gente boa, ainda mais num evento de caridade, parece pouco provável...
Quando alguns pensam que acabou, eis que surge mais tralha...
13/07/2004 - 13h44
Músicas inéditas dos Beatles são descobertas na Austrália
Reuters
LONDRES, 12 Jul (AFP) - Canções inéditas dos Beatles e vários documentos, entre souvernirs e fotos, foram descobertos em uma antiga valise encontrada em um mercado de pulgas na Austrália, informa a edição de terça-feira do jornal londrino "Times".
Especialistas em Beatles ainda devem examinar o material descoberto, que parece ter pertencido a uma pessoa próxima ao famoso grupo de Liverpool, mas eles têm a esperança de que as fitas achadas no interior da maleta contenham novas músicas, acrescentou o jornal.
A valise foi comprada há alguns meses por 50 dólares australianos (correspondentes a US$ 36) por um turista britânico que passava as férias em Lara, uma cidade australiana situada perto de Melbourne.
Fraser Claughton estava à procura de uma mala barata para carregar suas coisas, mas se decidiu por esta quando viu que continha um álbum de cerca de 400 fotos, programas de shows e fitas de áudio lacradas com selos "Abbey Road", o estúdio de gravação preferido dos Beatles.
De acordo com os especialistas interrogados pelo "Times", pode se tratar do arquivo, durante muito tempo perdido, de Mal Evans, que trabalhou, eventualmente, como roadie e guarda-costas dos Beatles, e morreu em 1976.
Há anos, os colecionadores escutam falar deste material reunido por Evans, que pensava em uma biografia nunca terminada do grupo.
Entre as fitas encontradas, há variações de músicas muitos conhecidas, como "We can work it out", assim como títulos inéditos, revela Peter Doggett, um perito em arquivos de música pop da casa de leilões Christie's, interrogado pelo "Times".
"Há certamente uma ligação entre esta valise e Mal Evans. Ele tinha acesso aos Beatles quando faziam música, enquanto nenhuma outra pessoa estava por perto", afirma. "Já se discutiu muito sobre o que teria acontecido com estes objetos de coleção. É possível que seja isso, ou pelo menos uma parte disso", continuou.
Também faz parte do material uma fita, de quatro horas e meia de duração, com as discussões entre Paul McCartney e John Lennon sobre as versões das músicas até agora desconhecidas, segundo o jornal.
--------------------------------
Dispensável dizer que se este material for verdadeiro - detalhe que existem "especialistas em Beatles" para checar isso - deverá ser lançado... e lá vão os milhões de fãs perderem mais dinheiro com beatlemania:)
13/07/2004 - 13h44
Músicas inéditas dos Beatles são descobertas na Austrália
Reuters
LONDRES, 12 Jul (AFP) - Canções inéditas dos Beatles e vários documentos, entre souvernirs e fotos, foram descobertos em uma antiga valise encontrada em um mercado de pulgas na Austrália, informa a edição de terça-feira do jornal londrino "Times".
Especialistas em Beatles ainda devem examinar o material descoberto, que parece ter pertencido a uma pessoa próxima ao famoso grupo de Liverpool, mas eles têm a esperança de que as fitas achadas no interior da maleta contenham novas músicas, acrescentou o jornal.
A valise foi comprada há alguns meses por 50 dólares australianos (correspondentes a US$ 36) por um turista britânico que passava as férias em Lara, uma cidade australiana situada perto de Melbourne.
Fraser Claughton estava à procura de uma mala barata para carregar suas coisas, mas se decidiu por esta quando viu que continha um álbum de cerca de 400 fotos, programas de shows e fitas de áudio lacradas com selos "Abbey Road", o estúdio de gravação preferido dos Beatles.
De acordo com os especialistas interrogados pelo "Times", pode se tratar do arquivo, durante muito tempo perdido, de Mal Evans, que trabalhou, eventualmente, como roadie e guarda-costas dos Beatles, e morreu em 1976.
Há anos, os colecionadores escutam falar deste material reunido por Evans, que pensava em uma biografia nunca terminada do grupo.
Entre as fitas encontradas, há variações de músicas muitos conhecidas, como "We can work it out", assim como títulos inéditos, revela Peter Doggett, um perito em arquivos de música pop da casa de leilões Christie's, interrogado pelo "Times".
"Há certamente uma ligação entre esta valise e Mal Evans. Ele tinha acesso aos Beatles quando faziam música, enquanto nenhuma outra pessoa estava por perto", afirma. "Já se discutiu muito sobre o que teria acontecido com estes objetos de coleção. É possível que seja isso, ou pelo menos uma parte disso", continuou.
Também faz parte do material uma fita, de quatro horas e meia de duração, com as discussões entre Paul McCartney e John Lennon sobre as versões das músicas até agora desconhecidas, segundo o jornal.
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Dispensável dizer que se este material for verdadeiro - detalhe que existem "especialistas em Beatles" para checar isso - deverá ser lançado... e lá vão os milhões de fãs perderem mais dinheiro com beatlemania:)
3 bilhões??????
13/07/2004 - 11h27
Internautas baixam 3 bilhões de músicas por dia, diz estudo
da Folha Online
Conexões mais rápidas com a web estão fazendo os internautas baixarem duas vezes mais filmes, músicas e jogos do que eles copiavam da rede mundial de computadores há um ano, revelou um estudo publicado nesta terça-feira.
Isso significa que, por dia, 3 bilhões de músicas e 5 milhões de filmes viajam entre computadores do mundo inteiro pelas redes de compartilhamento de arquivos, de acordo com a CacheLogic, empresa de tecnologia de Cambridge, Inglaterra.
A companhia estima que os usuários espalhados em todos os continentes troquem o equivalente a 10 petabytes --10 milhões de gigabytes (GB)-- de dados, sendo que a maioria dessa informação está na forma músicas, filmes, programas e games protegidos por direitos autorais.
Segundo a companhia, o tráfego de dados continua sendo um obstáculo para o crescimento das lojas de downloads de músicas, como a iTunes, da Apple, que já vendeu mais de 100 milhões de canções.
A popularidade das redes de troca de arquivos também está custando aos grandes provedores de internet US$ 10 milhões por ano com gastos de manutenção de rede.
Novas redes
"As gravadoras falam que estão vencendo a guerra contra a troca de arquivos, mas não estão", disse Andrew Parker, co-fundador da CacheLogic. "Os usuários estão simplesmente usando outras redes para trocar arquivos [e fugir do controle das gravadoras]."
Quando as gravadoras começaram a processar os internautas mais ativos na troca de músicas pela web, vários deles deixaram de usar programas conhecidos --como o Kazaa, Morpheus e Grokster-- para usar aplicativos como o Bit Torrent e o eDonkey, muito populares na Ásia e Europa.
O tipo dos arquivos transferidos também mudou, segundo a CacheLogic. A maioria dos arquivos enviados pelas redes agora superam os 100 MB. Isso significa que os usuários estão mais propensos a baixar filmes e jogos, segundo a empresa. Os resultados da pesquisa foram obtidos a partir de monitorações diárias sobre o fluxo de dados enviados pela internet.
-----------------------------------------------
BitTorrent é perfeito pra filmes, seriados e jogos... foi por ele que eu e meu irmão vimos o final da terceira temporada de 24 Horas uns dois meses antes da exibição por aqui...:)
E de resto, download de músicas pela rede é um caminho sem volta. Ou as gravadoras baixam os preços dos CDs ou a coisa tende a piorar ainda mais.
13/07/2004 - 11h27
Internautas baixam 3 bilhões de músicas por dia, diz estudo
da Folha Online
Conexões mais rápidas com a web estão fazendo os internautas baixarem duas vezes mais filmes, músicas e jogos do que eles copiavam da rede mundial de computadores há um ano, revelou um estudo publicado nesta terça-feira.
Isso significa que, por dia, 3 bilhões de músicas e 5 milhões de filmes viajam entre computadores do mundo inteiro pelas redes de compartilhamento de arquivos, de acordo com a CacheLogic, empresa de tecnologia de Cambridge, Inglaterra.
A companhia estima que os usuários espalhados em todos os continentes troquem o equivalente a 10 petabytes --10 milhões de gigabytes (GB)-- de dados, sendo que a maioria dessa informação está na forma músicas, filmes, programas e games protegidos por direitos autorais.
Segundo a companhia, o tráfego de dados continua sendo um obstáculo para o crescimento das lojas de downloads de músicas, como a iTunes, da Apple, que já vendeu mais de 100 milhões de canções.
A popularidade das redes de troca de arquivos também está custando aos grandes provedores de internet US$ 10 milhões por ano com gastos de manutenção de rede.
Novas redes
"As gravadoras falam que estão vencendo a guerra contra a troca de arquivos, mas não estão", disse Andrew Parker, co-fundador da CacheLogic. "Os usuários estão simplesmente usando outras redes para trocar arquivos [e fugir do controle das gravadoras]."
Quando as gravadoras começaram a processar os internautas mais ativos na troca de músicas pela web, vários deles deixaram de usar programas conhecidos --como o Kazaa, Morpheus e Grokster-- para usar aplicativos como o Bit Torrent e o eDonkey, muito populares na Ásia e Europa.
O tipo dos arquivos transferidos também mudou, segundo a CacheLogic. A maioria dos arquivos enviados pelas redes agora superam os 100 MB. Isso significa que os usuários estão mais propensos a baixar filmes e jogos, segundo a empresa. Os resultados da pesquisa foram obtidos a partir de monitorações diárias sobre o fluxo de dados enviados pela internet.
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BitTorrent é perfeito pra filmes, seriados e jogos... foi por ele que eu e meu irmão vimos o final da terceira temporada de 24 Horas uns dois meses antes da exibição por aqui...:)
E de resto, download de músicas pela rede é um caminho sem volta. Ou as gravadoras baixam os preços dos CDs ou a coisa tende a piorar ainda mais.
quinta-feira, 8 de julho de 2004
Voltando aos assuntos televisivos:
Ok, temos o campeonato brasileiro em andamento, e nada mais. Pense como ficam chatos os canais esportivos quando acabam, praticamente ao mesmo tempo, todos os campeonatos importantes de futebol da Europa, a NBA, a NHL, a liga de futebol americano ainda não começou e canais como a ESPN entopem a programação de golfe, beisebol, esportes radicais e aberrações como poker, corrida de cachorro, "homem mais forte do mundo...".
Mas a ESPN não está sozinha nessa. Sua quase-clone ESPN Brasil também enche a programação de esportes radicais e de programas chatos, mas em compensação, não tem horas de propaganda da Polishop e tem os programas jornalísticos e documentais que são muito bons - vide os filmes oficiais dos Jogos Olímpicos que eles passaram nos últimos meses. Desde 1900 e lá vai bolinha até Sydney 2000.
E o Sportv enche a programação de futebol, futsal, basquete e vôlei, mas também tem horas de esportes radicais. Os programas são sempre iguais: pegam uma(s) gostosa(s) falando um monte de gírias que as fazem parecer as tartarugas do Procurando Nemo e fica tudo por isso mesmo. Deve ter muito público mesmo esse monte de besteira...
Queria ver como era a tal BandSports, mas já li alguns comentários dizendo que a única hora que o canal presta é quando começam a passar programas de arquivo dos tempos em que a Band (aberta) era o verdadeiro canal do esporte. De resto, tome sinuca, iatismo... esportes perfeitos... para curar insônia.
Fazia algum tempo que não soltava tanto o verbo... valeu pra quem chegou até aqui.
Ok, temos o campeonato brasileiro em andamento, e nada mais. Pense como ficam chatos os canais esportivos quando acabam, praticamente ao mesmo tempo, todos os campeonatos importantes de futebol da Europa, a NBA, a NHL, a liga de futebol americano ainda não começou e canais como a ESPN entopem a programação de golfe, beisebol, esportes radicais e aberrações como poker, corrida de cachorro, "homem mais forte do mundo...".
Mas a ESPN não está sozinha nessa. Sua quase-clone ESPN Brasil também enche a programação de esportes radicais e de programas chatos, mas em compensação, não tem horas de propaganda da Polishop e tem os programas jornalísticos e documentais que são muito bons - vide os filmes oficiais dos Jogos Olímpicos que eles passaram nos últimos meses. Desde 1900 e lá vai bolinha até Sydney 2000.
E o Sportv enche a programação de futebol, futsal, basquete e vôlei, mas também tem horas de esportes radicais. Os programas são sempre iguais: pegam uma(s) gostosa(s) falando um monte de gírias que as fazem parecer as tartarugas do Procurando Nemo e fica tudo por isso mesmo. Deve ter muito público mesmo esse monte de besteira...
Queria ver como era a tal BandSports, mas já li alguns comentários dizendo que a única hora que o canal presta é quando começam a passar programas de arquivo dos tempos em que a Band (aberta) era o verdadeiro canal do esporte. De resto, tome sinuca, iatismo... esportes perfeitos... para curar insônia.
Fazia algum tempo que não soltava tanto o verbo... valeu pra quem chegou até aqui.
Olá pessoal, bom dia, boa tarde, boa noite!
Avisando que a Rádio Saber já está no ar. Prestigiem o trabalho clicando aqui.
99% do que está no ar foi feito antes de eu começar a trabalhar aqui, mas a partir da semana que vem vocês devem começar a ouvir minha voz na rádio...
Ontem coloquei umas fotos do Homem-Aranha 2 aqui, mas sabe-se lá porque o Blogger não as publicou... aí acabei deletando o post. Deixa pra depois.
Muita chuva no Recife, justo no dia que resolvi vir pro trabalho de ônibus! Ok, Murphy sempre ataca nas horas erradas.
Foi tudo num post só, porque não estou usando o w.bloggar por aqui.
Avisando que a Rádio Saber já está no ar. Prestigiem o trabalho clicando aqui.
99% do que está no ar foi feito antes de eu começar a trabalhar aqui, mas a partir da semana que vem vocês devem começar a ouvir minha voz na rádio...
Ontem coloquei umas fotos do Homem-Aranha 2 aqui, mas sabe-se lá porque o Blogger não as publicou... aí acabei deletando o post. Deixa pra depois.
Muita chuva no Recife, justo no dia que resolvi vir pro trabalho de ônibus! Ok, Murphy sempre ataca nas horas erradas.
Foi tudo num post só, porque não estou usando o w.bloggar por aqui.
terça-feira, 6 de julho de 2004
segunda-feira, 5 de julho de 2004
Em complemento ao post anterior, tenho que agradecer publicamente à Gil por ter me indicado pra empreitada radiofônica. Já disse uma vez aqui há muito tempo: antes de ser minha namorada, Gil é minha amiga. O resto não preciso explicar, né?
E a Dea é agora minha colega de trabalho, apesar dela estar lá só a partir do meio-dia, justamente a hora que saio de lá.
E a Dea é agora minha colega de trabalho, apesar dela estar lá só a partir do meio-dia, justamente a hora que saio de lá.
Quem lê esse festival de besteiras há bastante tempo sabe que até outubro do ano passado, nosso amigo aqui estava desempregado. Só que agora eu tenho não apenas um, mas DOIS empregos. Nem precisa dizer que estou feliz demais!
Continuo lá na Caderno 1, fazendo um misto de texto pra web e aprendendo webdesign (méritos pra quem faz isso direito, são pessoas de coragem).
E agora eu também estou trabalhando na Rádio Saber, um projeto da FIR de rádio via Internet para divulgação da comunidade científica brasileira. Meu trabalho será fazer entrevistas, roteiros e até gravações de programas. O trabalho a princípio deve durar uns dois meses apenas e sem um salário muito animador, mas vai valer a experiência.
O pessoal gostou da minha voz, apesar de acharem em algum momento ela "cantada". Mas na faculdade há professores da área de fonoaudiologia pra corrigir esses detalhes.
E eu fiquei babando com o equipamento de som: computador monstro, placa Creative Audigy, trocentas caixas de som, mesa de som, CD player digital, MD player... eu queria aquilo em casa! E trabalhar com rádio depois de sete anos vai ser um prazer enorme pra mim, mesmo falando só sobre pesquisas científicas.
Assim que a rádio entrar no ar eu passo o link por aqui.
Continuo lá na Caderno 1, fazendo um misto de texto pra web e aprendendo webdesign (méritos pra quem faz isso direito, são pessoas de coragem).
E agora eu também estou trabalhando na Rádio Saber, um projeto da FIR de rádio via Internet para divulgação da comunidade científica brasileira. Meu trabalho será fazer entrevistas, roteiros e até gravações de programas. O trabalho a princípio deve durar uns dois meses apenas e sem um salário muito animador, mas vai valer a experiência.
O pessoal gostou da minha voz, apesar de acharem em algum momento ela "cantada". Mas na faculdade há professores da área de fonoaudiologia pra corrigir esses detalhes.
E eu fiquei babando com o equipamento de som: computador monstro, placa Creative Audigy, trocentas caixas de som, mesa de som, CD player digital, MD player... eu queria aquilo em casa! E trabalhar com rádio depois de sete anos vai ser um prazer enorme pra mim, mesmo falando só sobre pesquisas científicas.
Assim que a rádio entrar no ar eu passo o link por aqui.
sábado, 3 de julho de 2004
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